quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Adeus às Ilusões

Na nossa frágil existência, a certeza é uma ilusão, a verdade uma fantasia, e incompreensível a realidade. Sobra a vida.

domingo, 27 de outubro de 2013

Dúvidas

Válidas as dúvidas diante de decisões importantes. Inútil, no entanto, conjeturar se tomamos a melhor a decisão pois o passado é definitivo e o futuro será sempre uma incógnita. Só me resta acreditar que fomos mais felizes pelo caminho escolhido. Me entristeceria saber que não fomos.

domingo, 15 de setembro de 2013

Toda Nudez Será Colorida - A arte Helena Terra

Muito lindos os trabalhos de Helena Terra da série "Toda nudez será colorida em exposição na Galeria Paulo Capelari em Porto Alegre até 2028 /09/13.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O otimista do amor

O amor é algo raro. A maioria das pessoas apenas se apaixonam e casam. Acreditava que somente se amava uma vez, mas vivi dois grandes amores que derrubaram essa tese e me mostraram como tenho sorte na vida. Depois, desenvolvi a tese de que três amores em uma curta existência só acontecem em filmes. Espero poder derrubar essa tese também. Apaixonar-me novamente já consegui, mas a paixão é efêmera. Diminui um pouco a cada vez que é saciada, e termina logo se não vira amor.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

Conto Dramático

Na faculdade de teatro, ela ficava hipnotizada quando ele ensaiava o personagem canalha e sacana de Nelson Rodrigues. Prestava atenção em seus gestos, sua voz, respiração e corpo. Com o tempo, essa admiração foi se transformando em atração descontrolada, que ela sabia não poderia ser saciada. Ela não fora privilegiada pela natureza, era atarracada, com a bunda quadrada, olhos fundos, tinha um nariz muito largo, e para piorar um enorme buço que se recusava a ir embora. Ele jamais prestara atenção nela, somente tinha olhos para a namorada, que faria com ele o papel romântico na peça que estavam a ensaiar. A menina era jeitosa, pequena, brejeira, delicada mas cheia de espinhos, parecia uma linda flor do serrado, daquelas que exalam um cheiro forte quando estão prontas para serem polinizadas. E essa indiferença tornou-se mágoa, ressentimento que explodiu quando ela viu que o trabalho de conclusão da rival estava sendo feito pelo seu “Bibelô”. Furiosa, passou a atacá-lo, a criticar sua forma de atuar, de ser, de respirar, e até mesmo deixou vazar para os colegas e para alguns professores, que ele estava a fazer o trabalho da namorada. Pasmo, ele a inquiriu, perguntou o por quê de tanta baixaria, e ela o ameaçou de assédio sexual. Disse-lhe que se machucaria e o denunciaria. Ele riu, retrucou que ninguém iria acreditar, que ela não era definitivamente seu tipo ou alguém capaz de despertar um ataque sexual. Ela respondeu que ele estava com inveja, e o Bibelô prontamente tascou: - Inveja do que? Bigode eu também tenho, só que eu raspo todo dia. Aquilo fora o fim, e ela ficou com um ódio mortal, sedenta por vingança. Poucos dias depois, ela viu quando ele colocou no escaninho do professor o trabalho de conclusão da namorada. Esperou ele sair, entrou na sala, rapidamente apanhou o material, levou-o para a rua, e o jogou no sexto de lixo. No final do mês veio o resultado, a namorada fora reprovada em “Ánalise Teatral II”, ficou impedida de se formar, porque justamente o trabalho de conclusão não fora entregue. Ela entrou com um recurso, mencionou que havia deixado no escaninho, prontificou-se a entregar uma nova via, mas a diretora da universidade foi rígida, ela teria que aguardar mais um semestre. Explosiva, a pequena flor do nordeste sacudiu seus espinhos, espalhou seus xingamentos como pétalas ao vento, e ficou muito mau vista na universidade. Garantiu a todos que se ela não se formasse, não haveria formatura, que ela iria surrar a vaca da diretora, que não lhe dera uma segunda chance. A “Bigoduda” exultou, sua vingança havia dado certo. Para salvar a formatura, ele levou um amigo, que lá estaria para diplomaticamente distrair a florzinha. O amigo era um advogado, um tipo com cara de alucinado, um almofadinha que logo chamou atenção de todos com seu terno cinza careta. Quando, 15 minutos antes da formatura, ela começou a berrar com o secretário da direção, ele a segurou por uma das mãos e pela cintura, e passou a falar em alto e bom tom que ela tinha razão, que o que estava a acontecer não era justo, mas que ela não deveria fazer nada. Que um dia ela seria famosa, teria um “teatro” com seu nome, o “Teatro Amelinha da Silva”! Que ela daria entrevistas, iria para a televisão, prestaria depoimento no “Antes da Fama”, e negaria sempre ter sido aluna daquela universidade. Que os que hoje zombavam dela, correriam pela sua ajuda, implorariam pela sua amizade. Despejou sobre a aspirante a atriz um imenso blá, blá, blá delirante. O lado histérico e megalomaníaco da atriz aflorou, ela se distraiu, foi com ele por um corredor, acalmou, e aceitou quando ele pediu que ela lhe mostrasse as instalações da faculdade, enquanto a colação ocorria. Passados alguns meses, a florzinha engravidou de outro, o Bibelô descobriu, e eles terminaram. Como ele veio com um discurso de que sempre seriam amigos, e de que ela sempre poderia contar com ele, ela lhe pediu que registrasse sua filhinha, e o ameaçou de escândalo e processo caso ele não assumisse a paternidade da pequena “Pandorinha”. Ao saber da notícia, a Bigoduda ficou tão contente, mas tão contente, que não amarrou direito o cinto de segurança que utilizava para subir nos postes de luz para consertar transformadores elétricos. Quando ela chegou no alto, o cinto se desprendeu fazendo com que ela caísse sobre dois fios de alta tensão que lhe torraram os miolos e até mesmo o bigode. Moral da história: É sempre possível que as coisas não saiam como gostaríamos, e nada é para sempre, nem mesmo um bigode indesejado. Essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas, fatos, nomes ou histórias reais, terá sido mera coincidência.

Romanelli, um grande artista impressionista brasileiro.

Porque a arte impressionista ainda tem o seu espaço.

Fatal

É fatal quando entendemos que as coisas são como são, assim como 1 e 1 são três e 2 e 2 são cinco.

sábado, 27 de abril de 2013

Aida - Giuseppe Verdi no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

A ópera estava fantástica. As sopranos são espetaculares. Poucas vezes ouvi uma voz tão linda quanto a da Fiorenza Cedolins, que venceu o Concurso Internacional Luciano Pavarotti, e cantou Tosca ao lado de Pavarotti na Filadelfia. Ela também desempenhou Aida no Metropolitan em NY, Tosca na Ópera de Paris, e já gravou um DVD com Zubin Metha. Anna Smirnova tem se apresentado no Alla Scala, Meropolitan, Royal Opera House, etc. Rubens Pellizzari também tem uma carreira espetacular, desempenhando importantes papéis nos teatros de Verona, Florença(dirigido por Zubin Metha), Genova, China, Coreia, Japão e Estados Unidos. O que me chamou atenção é que embora houvesse ingressos praticamente gratuitos para uma produção desse calibre e luxo (R$25,00), sobraram lugares. Parabéns para o Municipal!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Promise

Linda música, linda letra. "Promise And meet me there, with bundles of flowers We'll wade through the hours of cold winter She'll howl at the walls Tearing down doors of time Shelter as we go And promise me this You'll wait for me only Scared of the lonely arms That surface, far below these birds Maybe, just maybe i'll come home Who am i, darling to you? Who am i To tell you stories of mine? Who am i? Who am i, darling for you? Who am i To be your burden in time? Lonely Who am i, to you? Who am i, darling for you? Who am i? To be your burden Who am i, darling to you? Who am i? I come alone here I come alone here Prometa E me encontre lá, nos feixes de flores Nós esperaremos pelas horas de frio O inverno uivará sobre as paredes Derrubando as portas do tempo Nos abrigando enquanto vamos E me prometa isso Você esperará somente por mim Com medo dos braços solitários Superfície, bem abaixo dessas palavras Talvez, apenas talvez eu irei para casa Quem eu sou para você, querida? Quem sou eu? Indo lhe contar minhas histórias Quem sou eu? Quem eu sou para você, querida? Quem sou eu? Posso ser um fardo com o tempo, sozinho Quem sou eu para você? Quem eu sou para você, querida? Quem sou eu? A me tornar um fardo Quem eu sou para você, querida? Quem sou eu Caminhando sozinho Caminhando sozinho"

domingo, 21 de abril de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

93 Million Miles - Jason Maraz

Talentosíssimo esse músico. Um dos melhores da nova geração. 93 Million Miles 93 million miles from the sun People get ready, get ready Cause here it comes, it's a light A beautiful light, over the horizon Into our eyes Oh, my, my, how beautiful Oh, my beautiful mother She told me, son, in life you're gonna go far If you do it right, you'll love where you are Just know, wherever you go You can always come home 240 thousand miles from the moon We've come a long way to belong here To share this view of the night A glorious night Over the horizon is another bright sky Oh, my, my, how beautiful, Oh, my irrefutable father He told me, son, sometimes it may seem dark But the absence of the light is a necessary part Just know, you're never alone, You can always come back home Home Home You can always come back Every road is a slippery slope But there is always a hand that you can hold on to Looking deeper through the telescope You can see that your home's inside of you Just know, that wherever you go, No, you're never alone, You will always get back home Home Home 93 million miles from the sun People get ready, get ready Cause here it comes, it's a light A beautiful light, over the horizon Into our eyes

sábado, 13 de abril de 2013

Não sonho mais

"Hoje eu sonhei contigo, Tanta desdita! Amor, nem te digo Tanto castigo que eu tava aflita de te contar. Foi um sonho medonho Desses que, às vezes, a gente sonha E baba na fronha e se urina toda e quer sufocar. Meu amor, vi chegando Um trêm de candango Formando um bando, Mas que era um bando De orangotango pra te pegar. Vinha nego humilhado, Vinha morto-vivo, vinha flagelado. De tudo que é lado Vinha um bom motivo pra te esfolar. Quanto mais tu corria Mais tu ficava, mais atolava, Mais te sujava. Amor, tu fedia, Empesteava o ar. Tu que foi tão valente Chorou pra gente. Pediu piedade E, olha que maldade, Me deu vontade de gargalhar. Ao pé da ribanceira acabou-se a liça E escarrei-te inteira a tua carniça E tinha justiça nesse escarrar. Te "rasgamo" a carcaça Descendo a ripa. "Viramo" as tripas, Comendo os "ovo", ai!, E aquele povo pôs-se a cantar. Foi um sonho medonho, Desses que, às vezes, A gente sonha e baba na fronha E se urina toda e já não tem paz. Pois eu sonhei contigo e caí da cama. Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga! Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!"

domingo, 7 de abril de 2013

Virgílio Dias

Essas fotografias mostram as as obras "Arrastão" e "Le Saint Amour", respectivamente. Virgílio Dias é um dos mais talentosos pintores brasileiros.

Encontrei seres