sábado, 31 de outubro de 2009

Porque eu gosto de Copacabana






Ela pediu que eu escrevesse embaixo da foto:"Eu sou a noiva mais feliz do mundo!"

Felicidades!

Cena inicial.

O filme inicia com essa cena, coreografada pelo genial Maurice Béjart.


Recomendo

Essa é minha cena predileta. Toda vez que a vejo fico emocionado. Ela á parte final do genial Retratos da Vida (Les uns et les autres) de Claude Lelouche, na qual os personagens retratados no filme se encontram no grande show no Trocadero em Paris ou de alguma forma o assistem.


Três dias e contando...


Faltam três dias para a decolagem e parafraseando Tom, minha alma chora, deixo o Rio de Janeiro. Já estou morrendo de saudades. Aqui desenvolvi laços de afeto, que muitas vezes são mais fortes que os sanguíneos. Essa última semana então foi arrebenta coração. Fui cercado por amigos. Isso me alimenta, me faz feliz. Houve ainda o fim de semana passado em Porto Alegre em que encontrei meus terráqueos de infância e amigos de longa data. Espero encontrar nos Alpes, terráqueos que se aproximem aos daqui.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Voltaire

Perguntei para alguns amigos se eles concordavam com a frase de Voltaire “Quem desconfia incita os outros a traí-lo.” A grande maioria disse sim, e embasou sua decisão nos mais diversos argumentos. Como discordo dessa afirmação, pois acho que ela é uma justificativa fraca para a traição cometida, receio estar ficando moralista (o que não combina comigo) ou estar traumatizado. Penso ao contrário. Acho que quem acusa, sem justo motivo, é que tem o desejo de trair. No entanto, fica mais fácil projetar no outro sua vontade de trair ou de terminar. Qual a sua opinião a respeito? Deixe seu comentário por favor.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Silêncio

Na semana passada um amigo comentou comigo uma passagem de “As Brasas” de Sándor Márai, na qual o personagem principal falava sobre a regra do silêncio que se impõe `as famílias. Silêncio esse que na vida real tornou seu casamento insuportável. Venho martelando sobre isso e talvez essa seja uma das principais razões que me motivaram a escrever esse blog. Sempre me incomodou o não dito, o barulho do silêncio, o lamento das palavras sufocadas, o medo de não poder voltar atrás. Essa necessária regra de sobrevivência permite a continuidade de frágeis relações mas afasta a possibilidade de que sejam externados de forma clara os reais sentimentos e obtida a cura.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Frases ao vento...

“O único pecado irremissível é a maldade no coração.”
De um pomposo advogado

“Venci o invencível,
Atingi o inatingível,
Alcancei o inalcançável”
De um pobre doido esquecido

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Indochine - Tango

Le temps qui court

A falta do amor nos faz envelhecer.
“Et toujours le temps qui court, court
Change les plaisirs
Et que le manque d’amour nous fait vieillir.”

Decolagem marcada

Daqui a uma semana decolo novamente. Vou revisitar os terráqueos dos Alpes, comer "foudue" e beber "vin chaud" (quentão metido a besta). As malas estão prontas, meu lugar na aeronave marcado, mas não está sendo fácil partir. Esse clima tropical, o mar, a floresta e os terráqueos locais me fascinam. Sou quase feliz entre eles. Não afirmo com certeza, pois ainda não sei qual é a correta definição de felicidade. Conheço a alegria, no entanto, que nessa cidade é fácil de encontrar.
Se você souber definir a felicidade, por favor me informe.

Maybe thist time - Cabaret - Liza Minelli

O fio da navalha.

From The Razor's Edge
William Somerset Maugham

“The sharp edge of a razor is difficult to pass over; thus the wise say the path to Salvation is hard."

"I have always moved in the best society in Europe, and I have no doubt that I shall move in the best society in heaven."

Essa é a história de um homem que após ver seu companheiro ser morto em combate, rompe com sua noiva e viaja pelo mundo em busca do sentido da vida. É também uma requintada análise do mundo após a guerra.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Para lembrar - Elisangela - Pertinho de você

Desejo

Do meu antigo psicanalista: "O desejo não é ético, mas o que você faz com ele é."

Paris é uma festa.


“A Moveable Feast” (traduzido como Paris é uma festa.)

"If you are lucky enough to have lived in Paris as a young man, then wherever you go for the rest of your life, it stays with you, for Paris is a moveable feast" - Ernest Hemingway.

Li esse livro há alguns anos atrás, um pouco antes de conhecer Paris. Nele Hemingway narra como a vida em Paris no início de sua carreira, a relação com a primeira mulher e o filho, a convivência com a intelectualidade local, bem como a estranha mudança interna ocorrida em razão dessa experiência. Além de ser uma leitura rápida, leve e com características quase jornalísticas, menciona seus restaurantes preferidos, hábitos e sentimentos, inclusive o de inveja com relação ao Scott Fitzgerald e o de deslumbramento pela riqueza. Ao voltar de uma viagem à Suíça soube que não seria mais o mesmo, e que sua vida simples com a mulher e o filho não seria mais possível. Ao encontrar a esposa, a abraça com um amor imenso, mas sabe que o casamento chegara ao final. Vale a pena ser lido. Em Paris, fiz questão de visitar alguns lugares e cafés mencionados pelo escritor e, mesmo estando já na casa dos 30, vivi momentos tão especiais que me fazem acreditar que trarei Paris sempre comigo.

Cidade maravilhosa

Do Stárietz Zossima (Irmãos Karamázov):

“Eles chegaram a um ponto em que acumularam objetos demais, porém ficaram com alegria de menos.”

Quais são seus objetos, o que lhe traz alegria?

Também do Stárietz Zossima:

“Havendo irmãos também haverá fraternidade, mas antes que haja fraternidade nunca haverá divisão de bens.”

domingo, 25 de outubro de 2009

Next stop Rio

Un homme et une femme

Leila Maria

Felicidade


Reconhecimento


Comecei por um lugar frio, de água agitada e de terra escura. Observei pássaros rasantes gritando quero-quero, poderosos quadrúpedes em vacarias, replicantes enganados e alguns bípedes famintos. A vegetação, uma bípede ingênua e algumas criaturas pequenas era o que havia de interessante. Para não ser descoberto, adotei um nome terráqueo. No local de aterrissagem, os tons eram de azuis, verdes e amarelos, mas fazia muito frio. Para mim não era o suficiente. Que desconforto. Precisei partir. De cima de um morro, olhei para a estrada, era curva e convidativa. Decidi atravessar a ponte de água escura, ver aonde ía chegar. Foi minha primeira viagem por essa terra estrangeira. Sabia que depois disso, tudo seria possível. Cheguei a um porto alegre. Fiquei deslumbrado com as luzes, possibilidades e locais. Parecia enorme. No início não foi fácil identificar os replicantes e os bípedes. Depois de um tempo descobri que pelo toque e pelo olhar era possível identificar os verdadeiros terráqueos, que eles me ensinariam a ser um deles e a sobreviver. Contudo, havia o exterminador. O infame replicante que a todos controlava e que com seu exército de replicantes e seres de uma outra dimensão havia decidido esmagar os seres pequenos, verdadeiros terráqueos. Conheci outros bípedes, claros, morenos, altas, magras e gordas. Em razão da exposição prolongada a esses seres locais, senti um peso estranho no corpo, uma sensação terrena, mencionada em alguns relatórios de outros viajantes. Algo que consome o corpo, os pensamentos e os sonhos. Senti pela primeira vez o que era a dor da perda. Descobri também que os terráqueos são exterminados e acabam escondidos na terra dentro de sacos azuis. Decidi partir antes que fosse tarde, que me dessem o mesmo destino.

Terráqueos


Quero me tornar um ser humano, não ser confundido com um replicante. No livro de instruções está escrita uma única regra. O único dever do homem é o dever de amar (Je ne connais qu' un seul devoir, et c'est celui d'aimer).

Aterrissagem


Terra à vista, quero aterrissar calmamente, sair da aeronave, me tornar um terráqueo, deixar de ser um estrangeiro. Não sei se é possível, tampouco imagino o que posso encontrar. No entanto estou otimista, sei que vou conseguir, vou me sentir em casa, conhecer esse planeta.

Encontrei seres