segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Desejo

Do meu antigo psicanalista: "O desejo não é ético, mas o que você faz com ele é."

7 comentários:

  1. Psicanalistas não vivem a sua própria vida, mas, sim, a dos outros e, por isso, talvez percam o bonde da história e deturpem a realidade. Prefiro a sabedoria da imcomparável Clarice Lispector: " - Não se preocupe em entender, VIVER ULTRAPASSA TODO ENTENDIMENTO".

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  2. Caro anônimo. Embora eu discorde da sua afirmacão sobre os analistas, gostei tanto da sua frase que vou publicar neste blog. Muito obrigado.

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  3. Terráqueo, os cornos (e os psiquiatras - por, talvez, também serem cornos) é que são moralistas! Cada um sabe a esquina que deve dobrar... Se um desejo chega a materializar-se é porque as duas pessoas permitiram que se chegasse a esse ponto... Diria o poeta Gonzaguinha: " - Não quero a razão, pois eu sei o quanto estou errado e o quanto já fiz destruir..." No mais, ainda fico com a Clarice (e vê se acorda, Alice!) - postado por Cláudio Depes

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  4. Então seriam pscinalistas não mais que simples observadores da vida dos outros? E além de tudo moralistas?
    A escolha consciente de cada um não seria o vivenciar dos próprios desejos?
    Chegamos ao mesmo ponto ou não?
    Mel

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  5. Querida Mel, talvez os psiquiatras sejam observadores da vida dos outros porque possa doer observar suas próprias vidas. " O grito do homem-voador ao cair em si...". Não quero julgá-los, mas acho que eles deveriam prestar atenção, também, a música que está dentro deles. Não se pode generalizar em nada, mas esse antigo psicanalista do Terráqueo (antigo e obsoleto) estava mais por fora que fe-o-fó de índio quando soltou essa pérola sobre o desejo.
    O HOMO SAPIENS é não é uma animal monogâmico, como os rinocerontes (que, quando perdem sua fêmea, não voltam mais a acasalar)... Somos sapinhos e pererecas num exercício louco da busca pelo parceiro ideal, pelo amor e (por que não?) pelo prazer.
    Já dizia o intenso e imcompreendido dramaturgo-poeta-francês Antonin Artaud: " - A crueldade é extirpar pelo sangue a sorte bestial da animalidade inconsciente humana. O homem, quando alguém o provoca, é um animal erótico. Há nele um tremor inspirado.".
    Pois, para esse psicanalista, " fica o dito, redito e o não dito".
    Por Cláudio Depes

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