segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Paris é uma festa II.

Paris, Paris...
Tudo pronto. O Reveillon em Paris está garantido. Para não perder de goleada para o Rio, somente Paris, e olhe lá. Adorei o hotel. Dica da minha prima "irmã" e do maior artista plástico gaúcho vivo, o Paulo Amaral, autor de algumas obras que estão expostas nesse blog super cultural e nada modesto. Começar o ano novo em um local tão especial só poderá trazer coisas boas. Liquidar de uma vez por todas com o ano triste que passou. Vou afogar com Champagne qualquer tumorzinho que por desventura resista. Anestesiar qualquer dor. Fortalecer meus passos, que serão de dança. Também em 2010 ninguém que eu goste vai morrer. Não haverá acidentes. Ninguém despencará da janela. Todos seremos felizes e mais mudanças ocorrerão. Algumas já tenho planejadas, mas ainda é cedo para publicar.
Ontem nevou pela primeira vez em Lausanne e eu fiquei com medo de dirigir. Nunca dirigi com neve e tenho medo de acabar no fundo do lago ou no saco azul antes que o ano termine. Sabe como é. Gato escaldado tem medo de água fria. Mas voltando às coisas boas, estou louco para ver a cidade toda em branco com a decoração de Natal que já é presente na maioria dos lugares. Lausanne está linda. Quero tirar muitas fotos e postar para vocês. Nesse fim de semana começaram também os mercados natalinos que funcionam durante o dia e a noitinha. Nesses mercados, presentes de Natal do mundo inteiro são vendidos em casinhas de madeira no melhor estilo chalé suíço. As coisas que eu mais gostei foram as do Peru e as da Colômbia. Estava imaginando ornamentos natalinos artesanais, mas a maioria das coisas são roupas, cristais e cerâmicas. O que vale a pena são as comidas, bolos, crepes, bebidas, o "vin chaud" (quentão), marroms, etc. Estou contanto os dias também para encontrar com a Maricota em Praga. Tenho certeza que vamos nos divertir a valer. Que bom que chegou dezembro. Agora só falta um mês.

Um simples corte de cabelo.

A Suíça é realmente um país desenvolvido. As pessoas para serem cabeleireiros estudam cerca de três anos. Nesse período aprendem as melhores técnicas possíveis para esculpirem os cabelos e para a utilização de diversos aparelhos elétricos. Como resultado, fica todo mundo com cabelo de pica-pau, com desenho de moita de praça de interior, ou de quem acabou de levar um choque elétrico. Como sou um bom moço do interior do sul do Brasil, prefiro o cabelo cortado à tesoura. Meu barbeiro no Rio tem 83 anos e demora uma meia hora para cortar os cabelos, fio por fio. O resultado é bem do meu gosto. Antigo, mas clássico. Todavia, mesmo alertado pelos brasileiros aqui residentes para que eu cortasse minhas madeixas em outro país (Itália ou França), corri o risco no sábado. Cheguei a um elegante “Coiffure” no centro de Lausanne e fiquei esperando pela minha vez. Enquanto esperava, observei um jovem ter seu lindo cabelo loiro e liso reduzido a uma penugem. O pobre diabo saiu com cara de pintinho recém nascido. Logo após, foi a vez de um bem vestido senhor ter seu cabelo raspado em cinco minutos. Saiu com cara de moribundo. Meu espanto foi tamanho que uma senhora percebeu que eu estava assustado. Para não causar constrangimentos, disse que eu estava atrasado e que precisava sair. Ela percebeu e quase riu. Busquei então um outro “Coiffure”. Fui atendido por uma bela Sérvia, em um luxuosíssimo salão “high tech”. Expliquei que queria cortar o cabelo, mas com tesoura. Que eu era dos anos 60 e que eu gosto mesmo são dos cabelos dos anos 70 “grandes e volumosos”. A pobre moça viu que estava diante de um neurótico e fez o melhor dentro de suas habilidades. Quando estava quase perfeito, resolveu dar uma desbastada. Não ficou exatamente feio porque eu, modéstia a parte, tenho um rosto que ajuda. Mesmo assim, me senti no colégio militar, como alguém que acabou de passar no vestibular. Da próxima vez, já sei o que fazer. Recortei de uma propaganda do Financial Times uma foto de um manequim da Ralph Lauren com o cabelo bem como eu gosto. Vou pagar o mico e mostrar a foto da vasta cabeleira. Pode ser que assim eles acertem.

Melhor é impossível.

A vida da gente é tão boa quanto pode ser. As vezes melhor é impossível, mas podemos ser muito felizes do jeito que der.

domingo, 29 de novembro de 2009

Esse filme está sempre voltando na minha cabeça.

Domingo em Lausanne

Depois de um sábado perfeito, fui almoçar na deliciosa Creperie D'Ouchy em frente ao Lago Leman. O edifício ao lado (Hotel Anglaterre) foi residência do Lord Byron e foi nesse lugar que ele escreveu o livro "The prisioner of Chillon". Chillon é um chateau medieval entre Lausanne e Montreux. Em 2006, fiquei impressionado com a masmorra. Além de gelada, existem minúsculas janelas que deixam entrar a umidade e até mesmo um pouco de água para adoecer rapidamente os hóspedes. De cima do castelo, perto dos luxuosos aposentos, existia uma portinhola que quando aberta permitia ao Conde de Savoy escutar os gritos das pessoas que estavam sendo torturadas no porão. Outro dado interessante, nunca esqueci do retrato da Condessa. Aquilo sim que era tortura. Mas o Conde fez por merecer. Depois dei uma caminhada e passei pelo "Le Musée Olympique". Senti imediatamente uma vibração pelos jogos no Rio. Como no banco em que abri conta eles perguntaram se eu queria ajuda para investir em imóveis e que que haveria disponibilidade de algumas "Maisons au bord du Lac", aproveitei que estava por perto para ver se havia algo do meu gosto. São lindas, mas ainda não é bem isso que eu procuro. Agora é hora de cair na realidade e voltar aos temas de francês.










I will dream a little dream of you.

Thank you.

sábado, 28 de novembro de 2009

Passeio em Lausanne

Hoje foi o primeiro final de semana com um dia realmente lindo. Aproveitei para caminhar até o lago. As duas sacadas abaixo da cobertura no pequeno edifício rosa são o meu cantinho. As montanhas do outro lado do lago são os alpes franceses (Evian).











sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Meu musical favorito - Billy Elliot



O video abaixo cantado pelo Elton Jonh mostra o encontro do Billy menino com o Billy adulto.



Electricity
Recorded for the musical Billy Elliot
Music: Elton John
Lyrics: Lee Hall

I can't really explain it, I haven't got the words
It's a feeling that you can't control
I suppose it's like forgetting, losing who you are
And at the same time something makes you whole
It's like that there's a music, playing in your ear
And I'm listening, and I'm listening, and then I disappear
And then I feel a change, like a fire deep inside
Something bursting me wide open, impossible to hide
And suddenly I'm flying, flying like a bird
Like Electricity, electricity
Sparks inside of me, and I'm free, I'm free
It's a bit like being angry; it's a bit like being scared
Confused and all mixed up and mad as hell
It's like when you've been crying
And you're empty and you're full
I don't know what it is, it's hard to tell
It's like that there's some music, playing in your ear
But the music is impossible, impossible to hear
But then I feel it move me
Like a burning deep inside
Something bursting me wide open
impossible to hide
And suddenly I'm flying
Flying like a bird
like Electricity, electricity
Sparks inside of me
And I'm free, I'm free
Electricity sparks inside of me
And I'm free, I'm free
Oh, I'm free

A vida real nem sempre é uma festa. Ela pode surpreender. Nada a perder, mas muito a ganhar se o amor decidir ficar.




"Nothing to Lose" (Henry Mancini/Don Black)
Nothing to lose

If we are wise

We're not expecting rainbow-colored skies

Not right away
Nothing to lose

It might be fun

No talk of spending lifetimes in the sun

Although we may
Both you and I have seen what time can do

We'll only hurt ourselves if we build dreams that don't come true
What can we lose

We know the score

Let's wait before we talk of evermore

One day we may
Nothing to lose

But much to gain if love decides to stay

Questionamentos inúteis.

Também deu no “O Globo”:
“Máquina do "Big Bang" obtém primeiras colisões de partículas
Publicada em 24/11/2009 às 19h09m
ZURIQUE - Cientistas dispararam feixes de prótons pela primeira vez no túnel de 27 quilômetros sob a fronteira da França com a Suíça, em um passo inicial em direção à descoberta de como surgiu o Universo.
Veja infográfico que explica como funciona o acelerador de partículas
Pesquisadores da Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern) esperam que os experimentos comecem a produzir as primeiras pistas sobre as origens do Universo nos próximos meses, quando o maior colisor de partículas do mundo operar à força total.
" É um grande feito ter chegado tão longe em tão curto espaço de tempo "
"É um grande feito ter chegado tão longe em tão curto espaço de tempo", afirmou o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, sobre a colisão. O feito foi obtido por meio de dois disparos de partículas subatômicas no túnel do colisor em direções opostas.
O disparo, executado na segunda-feira, aconteceu três dias depois que a "Máquina do Big Bang", ou Grande Colisor de Hádrons (LHC), ser religada depois de ter sido paralisada por um acidente 14 meses atrás, apenas 10 dias depois de ser ligada pela primeira vez.
O físico Steve Myers afirmou à Reuters que pode levar até 2011 para que os feixes de prótons atinjam a velocidade máxima no experimento que custou quase 10 bilhões de dólares e que conta com a participação de cientistas de vários países.
O objetivo principal do centro de pesquisa do Cern é tentar descobrir como o Universo tomou sua forma, depois que o Big Bang ocorreu há cerca de 13,7 bilhões de anos, espalhando matéria e energia a enormes velocidades e que acabaram se transformando em estrelas, planetas e em nós mesmos.
Experimentos em um colisor construído anteriormente pelo Cern, próximo de Genebra, ensaiaram colisões de partículas que produziram energia muito próxima da gerada no Big Bang.
O LHC operando à força total pode recriar as condições como a que existiu um bilionésimo de segundo depois da explosão primordial.
Os cientistas planejam agora aumentar a intensidade dos feixes de partículas e acelerar os raios mais ainda para que eles possam gerar dados de colisões suficientes até o Natal para criarem experimentos com base neles.”

Vejo que no mundo inteiro a polêmica ainda é grande sobre esse assunto, até mesmo no Rio de Janeiro. Há quem acredite que o acelerador de partículas criará um buraco negro que vai engolir tudo, ou seja, que o mundo vai acabar. Pobre humanidade. Fica difícil de acreditar que a comunidade científica fosse fazer um investimento de 10 bilhões de dólares se houvesse realmente o risco de destruir o mundo, ou até mesmo a pequena Suíça. Mas fico pensando. E se isso acontecesse? Quanto tempo eu demoraria até ser tragado pelo buraco negro? Segundos, minutos, ou meses? Como moro bem perto do túnel, provavelmente eu fosse um dos primeiros a ser atingido. Teria tempo para dizer adeus aos meus queridos? Tempo para postar uma última mensagem? Deixar um agradecimento? Comer a última caixa de chocolates? E o que aconteceria se todo mundo se convencesse de que o mundo fosse acabar, e isso não acontecesse, como no sambinha de Assis Valente? Será que a turma do alô além tem razão, que esse mundo vai mesmo acabar e todos vamos reencarnar como macacos em um planeta distante? E quem for ateu?

Inédito no Blog e talvez no Brasil: Corruptos condenados e o dinheiro será devolvido.

Copiei essa notícia do site do O Globo. Embora esse não seja um blog para assuntos sérios (a não ser que sejam do coração), esse blogueiro vibrou com a notícia. O que me chama atenção não é o fato de os suíços exigirem a condenação dos criminosos para devolver o dinheiro. Mas sim o fato de que esse tipo de bandido foi condenado no Brasil e o dinheiro será devolvido. Mesmo com a quantidade de escândalos envolvendo todos os níveis de governo, é a primeira vez que vejo algo não acabar em “champagne” para os corruptos. Temo, no entanto, que nosso judiciário somente tenha achado o conjunto de provas suficientes porque é necessária a condenação dos réus para que o dinheiro volte ao Brasil. Como já postei nesse blog, embora a Suíça tenha uma fama de paraíso fiscal, os bancos são muito sérios e atualmente exigem a comprovação da origem dos recursos para que possam ser trazidos para cá. Talvez um dia o Brasil seja assim e as pessoas tenham que demonstrar a origem de seus depósitos mesmo no Brasil. Queria ver os políticos justificarem a origem dos recursos para a compra de mansões, fazendas, etc., considerando que a maioria deles vem de famílias de classe média, bem média mesmo. Sei que o mundo está longe de ser perfeito e que corrupção sempre haverá. Mas não precisa ser tão deslavada quanto é no Brasil.

“Suíça devolverá dinheiro do propinoduto ao Brasil
Publicada em 27/11/2009 às 03h30m
RIO - A Suíça devolverá ao Brasil o dinheiro desviado dos cofres públicos no caso que ficou conhecido como propinoduto, descoberto em 2002. A garantia foi dada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, que está no país europeu.
Os quase US$ 30 milhões do chamado propinoduto serão devolvidos pelo governo da Suíça nas próximas semanas. O dinheiro, depositado naquele país, era originário de propinas pagas por empresas em troca de benefícios fiscais.
O chamado escândalo do propinoduto se tornou público em 28 de dezembro de 2002, numa nota publicada na coluna de Ancelmo Gois, no GLOBO. O Ministério Público e a Polícia Federal estavam investigando quatro funcionários da Secretaria de Fazenda do Rio e quatro auditores da Receita Federal. Eles eram suspeitos de extorsão, lavagem de dinheiro e remessa ilegal de divisas para o exterior. Os oito acusados teriam depositado o dinheiro em contas no Discount Bank and Trust Company, na Suíça.
Com o aprofundamento das investigações, o número de suspeitos cresceu, abrangendo 22 pessoas, entre elas, Rodrigo Silveirinha, subsecretário de Administração Tributária da Secretaria estadual de Fazenda durante a gestão de Anthony Garotinho. Nessa lista também estavam os empresários de futebol Reinaldo Menezes Pitta e Alexandre Silva Martins, acusados de enviar o dinheiro do esquema do propinoduto para paraísos fiscais no exterior, através de suas empresas.
Os fiscais do Rio envolvidos no escândalo foram condenados a penas que variam entre 14 e 17 anos por corrupção, lavagem de dinheiro, e organização criminosa. Essa era uma das condições para que os suíços aceitassem repatriar os recursos.”

P.S.: Espero que os condenados estejam na cadeia, cela comum, e não em luxuosos condomínios na Barra ou em Miami.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Love is in the air.

Para que a sexta seja perfeita.

Get Smart

Porque é tempo de ficar Smart



Esse é o meu seriado preferido. Vintage, politicamente incorreto, engraçado, inteligente, e sem vulgaridade alguma. Perfeito.

Adoro as frases:
Sorry about that chief...(quando ele faz uma trapalhada);
I missed it by that much....(quando ele não consegue fazer algo);
And loving it.....(quando ele faz algo perigoso ou chato para ele);
Would you believe..(quando ele mente);
I find that hard to believe. (resposta de quem não cai na mentira).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cousins- Um toque de infidelidade.



Essa cena não precisa de explicação. Dedico essa postagam à querida C.

Summer of 42



Na minha vida também houve um Summer of 42. Foi nos anos 80, e ela era uma amiga da minha irmã mais velha. A primeira vez que a vi, fiquei tremendo, completamente sem reação. Mesmo assim encarei. Depois foi a vez dela, eu estava na praia, ela me descobriu e foi na minha casa me conhecer. Não preciso dizer como ela foi importante para mim. As vezes ainda sonho com ela, mas é melhor que não nos vejamos mais.

The Sandpiper



Eu havia esquecido como eu gostava da Elizabeth Taylor. Ela não era apenas linda. Era uma grande atriz. Esse filme é inteligente, sensível, mostra o conflito de um puritano, que tem que decidir entre a mulher, que não ama, e o amor de sua vida. Maravilhoso. Eu deveria ter prestado mais atenção nisso. Talvez não tivesse entrado em algumas frias.

A semana inteira fiquei te esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver cantando...

Estou como na música do Tim Maia. Esperando a semana inteira, não penso em dinheiro, eu só quero amar, só quero amar. Às vezes também me pego cantando “Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. A minha estrada corre pro seu mar.” No meu caso seria “pro seu lago”. O meu astral é outro, estou achando o frio europeu super “chic” e aconchegante. Uma coisa é verdade, os restaurantes e hotéis suíços são muito charmosos. São autênticos. As paredes exalam temperos e contam histórias que envolvem gerações. E ainda por cima o povo daqui é tão chique que sabe até falar francês. Não é mêsss....(mesmo em minerêss)? Adoro isso, ou melhor "J'adore ça". A cada esquina uma escultura ou jardim, que mesmo no outono são lindos (I Love Switzerland in the Fall). Daqui a pouco, vou estar até dizendo que não me importo mais de morar em Bonne-Espérance, que não me importo que tenham roubado meus tênis novos na academia mais badalada de Lausanne (quando voltei da natação, desolé pra mim), que tenham expedido meus documentos com prazos errados (desolé novamente), que eu tenha ficado sem acesso ao computador, ao telefone e ao BlackBerry por um período grande, que o aquecimento do apartamento estivesse estragado no dia em que cheguei, que o GPS do Audi A4 que eu não sabia dirigir também não tenha funcionado, que a fechadura do meu apartamento tenha estragado e eu tenha ficado horas trancado em casa até conseguir desmontar a mesma com uma faquinha de ponta, e que a minha cama de casal não seja de casal (ela abre se eu durmo no meio e sou tragado para o chão). Isso tudo são apenas detalhes sem importância, e que renderam uma postagem pelo menos. O que importa é que sexta está chegando.

Dia de luz...

Dia de luz, festa do mar, e o barquinho a navegar....Não, isso seria um sonho, com a cara do meu Rio de Janeiro. Não convém exagerar que ninguém vai acreditar mesmo, e esse blog tem que ter credibilidade. Mas é que desde que cheguei à Suíça, hoje foi o primeiro dia de sol, com céu azul de brasileiro. Pelo menos de manhã cedo. Agora já estão aparecendo umas nuvenzinhas. Mesmo assim, o prazer de sentir o sol “queimando” no rosto enquanto eu dirigia foi algo inacreditável. Estou também a fazer planos para o fim de semana que promete ser bem animado e para a viagem com a minha querida Maricota e seu namorado para Praga no próximo dia 04 de dezembro. Essa é uma cidade que esse Terráqueo sempre sonhou em visitar, pois é famosa pela arquitetura, mas que havia deixado para mais tarde. Acho que esses lugares precisam de boa companhia. Não é que consegui. Estou muito contente por isso. Já peguei algumas dicas com a Camilla, do tipo, fazer “city tour a pé” com guia. Nunca faço isso, mas ela que é super viajada, tem ritmo de Bossa Nova, cara de personagem do núcleo “chic” de uma novela do Manoel Carlos, e de filme do Claude Lelouche, disse que em Praga isso deve ser feito.

Vocês vão achar que eu sou mais louco que a loucura, mas eu adoro olhar para as pessoas e pensar qual seria a sua música, de que filme seriam personagens, de que novelas fariam parte, de qual núcleo (o chic, o brega, o intelectual, o alternativo, o do bem ou do mau, o núcleo cômico, denso, ou “dramalhudo” que é uma palavra nova que significa muito mais que dramático). E o que é pior, as vezes ando pela rua olhando para as pessoas, e cantarolo na minha mente a música dos Normais "Você é doida de mais, doida, muito doida...". Basta eu fazer isso que começo achar todo mundo com cara de doido e a rir. Eu é que sou realmente doido, muito doido. No Rio isso é hilário de fazer. Agora quero ver como ficam os suíços com essa musiquinha. Não se assustem, no fundo eu não sou de todo mau. Só gosto de me divertir um pouquinho.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Edição Comemorativa de um Mês

Para comemorar, trouxe algumas das minhas deusas prediletas. Como diz um amigo meu, elas não são desse mundo.






Aniversário do Blog

Esse blog está comemorando um mês de aniversário. Como ele é pretensioso, trouxe uma das maiores divas do cinema para animar a festa. Agradeço aos terráqueos que tiveram paciência para lê-lo e também pelos comentários carinhosos. Achei que haveria vários esculachos, mas só recebi carinho.


Blog Cabeça - Unconditional Love

Queria que meu blog fosse profundo, denso, tipo blog cabeça, mas não consigo pensar em nada que não seja óbvio. É, não tenho cabeça para isso. Minha primeira incursão seria sobre a importância do amor condicional, pois acredito que o único amor incondicional é o de mãe, e mesmo assim deve ter um limite. Como a minha superficialidade me impediu de escrever tal texto, socorro-me de um “clip” do filme “Unconditional Love”, em que uma dona de casa abandonada pelo marido resolve refazer sua vida em outras bases. Acaba concluindo que o amor incondicional que ela sentia pelo mesmo não era suficiente. Ela queria reciprocidade. Advinhem quem canta com ela...

Elaborando o luto.

Ainda estou em processo de elaboração. As vezes vêm algumas coisas tristes, algumas coisas que me dão saudades,e até algumas coisas engraçadas. Essa noite sonhei com alguns familiares, da turma do alô além, que estiveram lá para nos apoiar.

Também nunca esquecerei a gentil senhora que se aproximou de mim e da minha irmã, se apresentou, nos abraçou por trás, quase furando minha jugular com sua unha pontuda, e contou: "Meu marido casou comigo por causa das minhas fazendas, que tenho todas elas até agora graças à Deus. Mesmo assim, cuidei dele até o final, porque onde se come a carne se rói o osso. Quando ele morreu, coloquei um maço de cigarros e um baralho no caixão porque o falecido adorava fumar e jogar."

Achei isso fantástico. O difícil foi me controlar. Coloquei as mãos sobre o rosto, fingi que estava chorando, e fui para fora da capela dar gargalhadas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dream a little dream of me.



Sweet dreams....

Copacabana

Desde o primeiro dia desse blog venho esperando o momento certo para postar o grande Barry Manilow cantando Copacabana. Adoro o momento do tiro. Como diz uma tia minha, que é do outro mundo, quase tive um êxtase. Se não fosse pelo quase naturalmente. Hoje quando voltava da academia para casa, feliz de ter passado para o nível seguinte no curso de francês, eis que ela aparece no rádio mais poderosa do que nunca. Copa, Copacabana, music and passion were always the fashion...

Cultura Inútil

ABSOLUTELY USELESS FACTS …
Women are estimated to buy 80% of everything sold.
Hitler was on the short‐list for the 1938 Nobel Peace Prize.
Britons eat 97% of the world’s baked beans.
No English manager has ever won the English Premier League.
Only five of every 100,000 paper clips are used to clip paper.
In Britain, trousers cause twice as many accidents as chainsaws.
More than 90% of plane crashes have survivors.
Mozambique’s flag features a Kalashnikov – the only gun on a national flag.

Saudades de Porto ALegre









Essas fotos foram copiadas do Depósito do Maia, um dos melhores blogs do País. Recomendado pela revista Veja.

domingo, 22 de novembro de 2009

Garotas da Laje - Mais um Big Sucesso no Blog do Terráqueo

Depois de estudar 4 horas intermitentes de francês (70 páginas de exercícios), fui apresentado por uma das minhas leitoras mais fiéis às Garotas da Laje. Valeu M.

Teste de Francês

Hoje vou me dedicar ao estudo. Amanhã tenho um teste para mudar de nível. Não quero decepcionar as professoras. A verdade é que acho que vou me sair bem. Passo o dia na rua conversando com todo mundo e perguntando como se fala em francês. Vou deixar a preguiça de lado e estudar muito.

Como o dia será dedicado ao francês, deixo uma pequena música francesa, cantada por Audrey Hepburn em Sabrina.

God Only Knows

Sucesso em Lausanne

Incrível. Essa música lota a pista em Lausanne. O melhor é que eles não entendem uma palavra.

sábado, 21 de novembro de 2009

Meus olhos brilham.

Estou achando que vou postar a musiquinha do Barry Manilow antes do que eu imaginava. Aquela música com a Goldie Hawn dirigindo um fusquinha amarelo. Não quero botar a carreta na frente dos burros, mas aconteceu uma coisa boa. Tem um problema de agenda no meio, mas senti que é recíproco e no final de semana que vem vamos nos ver de novo. Para que meus leitores saibam, não me interessei assim por um ano. Agora estou começando a me interessar.

Mudando de assunto, o jantar nos brasileiros estava sensacional. Como eles moram em uma pequena cidade na montanha, e havia um fog medonho, a viagem não foi fácil. O meu Tomtom (GPS) não funcionou direito, e eu me perdi diversas vezes. Precisei de muita orientação. Se não fosse pela boa vontade dos donos da casa, que me auxiliaram por telefone, eu jamais teria encontrado o caminho. A casa é de cinema, a vista para o lago é de tirar o fôlego, o menu mereceria três estrelas do guia Michelin, a música parecia ter sido selecionada por mim, tão do meu gosto que era (Maria Rita e Roberta Sá). Naquela casa escuta-se basicamente samba e bossa nova. Mas o que realmente me impressionou foi a cara boa dos anfitriões. Tanto o marido quanto a esposa são um show de simpatia. E o melhor, seus convidados (alemães, suíços, espanhóis e italianos) também. Adorei.

Para manter minha semana doce, enquanto o fim de semana que vem não chega, fiz um “rancho” de chocolates Blondel e me dei “de presente” mais uma caixinha de Macaron. Por falar em Macarons, hoje experimentei pela primeira vez comer um saco de Marroms. Marroms são uma semente grande, com o gosto e a consistência semelhante a dos pinhões brasileiros e são servidos quente em um saco de papel. As pessoas fazem fila para comprar. No mesmo quiosque (uma casinha no meio da praça), comi um crepe de “jambom et frommage” . Delicioso. Me senti super local. Daqui a pouco vou a um bar encontrar um amigo que está de aniversário.



O show que eu amaria ter visto.

Depois do post do barraco da Miss Brasil 2009, fiquei desesperado para melhorar o nível desse blog. Recorri aos Deuses da música.

Amores possíveis.

"Contratos feitos com o tempo. Amores são sempre possíveis."

Miss Brasil 2009

O barraco na eleição da Miss Brasil 2009 repercutiu até na Suíça. Recebi esse vídeo de um amigo sob o título Wild - Not all Brazilian are sweet.

Vacaria é moderna. Viva a Dona Briolandi.

Procurei uma notícia sobre Vacaria achando que iria ser difícil de encontrar. Me enganei feio. Não são só os suíços que curtem brinquedinhos. A gauchada também....

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Outro Lugar



Agradeço a minha carinhosa amiga que descobriu qual era a música. Imagine a minha sensação quando começou esse lalalala na autoroute. Antes de cair a ficha que era uma música brasileira eu já estava a mil. Viva a Salomé de Bahía. Espero não ter levado uma multa.
Esse clip é o máximo, ainda por cima, quando completa 1m09seg, mostra minha casa.

Vou fugir pra bem longe, outro lugar...

Hoje vou jantar na casa de uns amigos muito queridos. São brasileiros que para escapar da violência de São Paulo precisaram mudar para a Suíça. As vezes o Brasil trata muito mal os brasileiros. Os bandidos acabam tendo mais direito a desfrutar nosso país do que as pessoas de bem. Essa é uma amizade que surgiu durante a primeira vez que morei nessas paragens e que mantive um contato, ainda que modesto. Como eles já são suíços, tenho que correr, pois o jantar será as 19h30. Estou bem contente de poder reencontrá-los.

Hoje pela manhã, enquanto eu dirigia rumo a Saint-Prex, olhando para árvores amarelas, vermelhas e desfolhadas, em um deslumbramento total (havia até mesmo um fog), começou a tocar no rádio um la, la, la, la, lá sensacional. No início não percebi que era algo conhecido. Mesmo assim, cheguei a bater uma palma dentro do carro. Quando a cantora então soltou a voz, enlouqueci. Era uma música, não sei o nome, que dizia “Vou fugir, pra bem longe outro lugar......te esquecer...”. Entendi na hora a razão inconsciente da minha vibração. Se eu descobrir o nome da música (a cantora tem uma voz possante), posto no blog.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

All you need is love.



It is easy...

Progressos

Após uma semana de intensivos exercícios e doses maciças de medicação, consegui recuperar a força nas pernas, que já ameaçavam adormecer novamente. Embora sigam me lembrando de sua existência a cada instante, pude até mesmo nadar um pouco, o que há alguns meses era impensável. Em poucas semanas abrirão as estações de ski e quero novamente deslizar na neve, sentir o vento frio, a adrenalina da velocidade, tomar muito chocolate quente, beber muito vinho à noite. Se possível, quero descer uma montanha com um paraglider e abri-lo a durante a descida. Há alguns anos, vi várias pessoas voando no Mont Blanc em Chamonix e fiquei com essa fantasia. Adoraria que os bípedes estivessem lá para fotografar. Tenho certeza que o pequeno ficaria com o coração disparado. Meu francês está progredindo, e as professoras (a cada aula é uma professora diferente) estimam que em três meses esteja fluente. Hoje comecei o dia maravilhosamente. Fui olhar o apartamento novo, que acabei não gostando, mas antes disso passei na Ladurée para comprar uns deliciosos “macarons” que levarei a um jantar na casa de amigos brasileiros amanhã. Os “macarons” parecem biscoitos com a consistência de merengues recheados com caramelo, amoras, pistache, café, baunilha, nozes, etc. Eles fizeram esse simples terráqueo se sentir tão feliz. Desde os merengues batidos a mão pela madrinha Alaíde e assados no forno à lenha, lá no interior do interior da América do Sul, não comia algo tão gostoso. Tiveram que vir de Paris para bater tal iguaria. Entendo agora o deslumbramento da Carrie Bradshaw pelos mesmos. A Martim avec un “S” sempre falava neles também e, ao comer alguns, lembrei dela. Hoje descobri um edifício de apartamentos com serviço bem no centro de Lausanne. O ponto é maravilhoso. O edifício no entanto é de uma breguice que não combina comigo (embora eu seja um simples terráqueo, estou ficando metido à besta). Fica em um centro comercial, com supermercado e tudo. Poderia estar na Visconde Pirajá. Contraste total com o edifício residencial e bucólico em que resido. Mas nada é perfeito. Vou ter que optar por um deles.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Boas notícias.

Manhã de boas notícias. A partir de 1º de janeiro mudarei para um local bem mais central. Para alguém que acha Copa o máximo, morar em um bairro residencial e bucólico é o fim. Gosto de ver gente. Parar na lanchonete, tomar um café, falar com o pobre diabo sentado ao lado. Melhor ainda, meu documento de residência (permit) também foi expedido e será enviado para minha casa nos próximos dias. Assim, logo poderei começar minhas andanças. Sinto falta de viajar. Enquanto isso, concentro-me nas aulas de francês e nos temas. Eu havia esquecido como era chato fazer a lição de casa. Quando eu era menino, costumava acordar e fazê-las no quarto da minha mãe. Enquanto ela pôde ajudar, só tirei notão. Quando, no entanto, a matemática apertou e precisei do meu pai. Tadinho... Não vou contar o resto, se paciência ele não tinha, pelo menos acabou por pagar a professora particular. Para decorar os verbos em inglês minha mãe sempre sugeria associar com alguma coisa. Lembro dela dizendo para lembrar daquela música “I don’t want to stay here, I want to come back to Bahia.” Com esse frio, bem que eu gostaria de “come back to Bahia”ou "come back in time". Mas isso não é uma verdade absoluta. Estou começando a adorar a Suíça novamente.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

I'm Through With Love.





Sou como os adolescentes que usam as músicas para expressar o que querem dizer. Hoje estou assim. Fechado para o amor. Espero sair dessa logo para que eu possa postar “Ready to take a chance again” do fantástico Barry Manilow com a Goldie Hawn dirigindo um fusquinha na Rota nº 1. Enquanto isso não chega, curto esse momento ao lado de duas atrizes maravilhosas, o que chega a ser até prazeroso.

As cenas acima são de duas obras-primas: Quanto mais quente melhor (Some like It hot) e Todos dizem eu te amo (Everyone Says I love You).

Some like It Hot foi dirigida pelo Billy Wilder e é considerada a melhor comédia Americana de todos os tempos. Merece o título. Termina com uma frase impagável. Quando um dos personagens principais, travestido de mulher, diz que não pode se casar porque é um homem, o outro responde “Well, nobody's perfect.".

Everyone Says I love you é um musical montado pelo Woody Allen e retrata as aventuras de uma abastada família de Nova Iorque. Termina em Paris com um número musical interpretado pela Goldie Hawn e pelo próprio Woody Allen. Essa cena já se tornou clássica.

“I’m Through With Love
By Gus Kahn, Matty Malneck, Jay Livingston

I'm through with love

I'll never fall again.
Said adieu to love

Don't ever call again.

For I must have you or no one

And so I'm through with love.
I've locked my heart

I'll keep my feelings there.

I have stocked my heart
with icy, frigid air.
And I mean to care for no one

Because I'm through with love.
Why did you lead me
to think you could care?

You didn't need me
for you had your share
of slaves around you
to hound you and swear
with deep emotion and devotion to you.
Goodbye to spring and all it meant to me
It can never bring the thing that used to be.

For I must have you or no one
And so I'm through with love.
Why did you lead me
to think you could care?

You didn't need me for you had your share
of slaves around you to hound you and swear
with deep emotion and devotion to you.
Goodbye to spring and all it meant to me

It can never bring the thing that used to be.

For I must have you or no one

And so I'm through with love.”

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Parapluies de Cherbourg



Assisti esse filme há muitos anos atrás. Na época, eu idolatrava uma mocinha muito parecida com a personagem principal. Nossa história também não foi para frente. Mas nosso final foi feliz. Somos muito amigos e até hoje e ela mora no meu coração.

domingo, 15 de novembro de 2009

Fim de Semana




O suchi na sexta foi bem instrutivo. Os suíços (na verdade o anfitrião era um italiano) recebem muito bem em casa, deixam você a vontade, e têm uma conversa que vai desde tipos de piano, música “ancienne” de 1500, aos utensílios e produtos mais modernos para a prática sexual, que para eles admite possibilidades que fariam o povo de Ipanema sair correndo mais rápido do que de arrastão. Confesso que nós brasileiros estamos bem por fora (pelo menos eu) nesse assunto. Teve gente quem achou que eu estava fazendo gênero. Logo eu, francamente. É, se eu quiser agradar na Suíça tenho que me reciclar também nisso. E eu que achei que era só o cabelo e o vestuário. No Brasil, a vontade de agradar e um corpo em ordem são suficientes. Mesmo assim, no que der vou para Amsterdam ver o que há de novidade. Vou treinar por lá para não ficar com má fama por aqui. Quando perguntaram em francês qual era a receita brasileira predileta, respondi “steak”. Caíram na gargalhada. Se eu tivesse largado de “frango assado” talvez não tivessem percebido minha burrice. Da próxima vez eles me pagam. No Sábado, como eu havia prometido, fui ao Flon, comprei os chocolates da Blondel, mas não consegui minhas caneleiras e um saco de pipoca quente. Quando se trata de “chocolats” os suíços dão de rebenque na gente. Mas de pipoca eles não sacam nada. O único lugar em que eu vi tal produto foi no cinema (para mim pipoca tem de ser de pipoqueiro) e estavam frias. Nem pensar. O clima outonal, com folhas caindo, pessoas nas ruas, decoração de natal, me levou não sei o por quê ao Lausanne Palace. Acabei almoçando por lá mesmo. Verdade que os suíços já estavam jantando, mas sabe como é, depois de tantos anos no Rio acho normal almoçar tarde. O ambiente lembra muito o do Copa e, enquanto esperava um amigo, fui bastante assediado. Como não me interessei por ninguém, fiz que não estava entendendo. No final da tarde, quando começou o jazz ao vivo e tocaram Agua de beber e Corcovado me controlei para não chorar. Graças ao meu amigo, tive um sábado bem agradável. Pessoas inteligentes, sensíveis e cultas fazem toda a diferença. Se você estiver me lendo no tradutor do google, muito obrigado (merci). Mande notícias da Alemanha. Margot e Rubens, valeram as ligações, fiquei super contente. Vieram acompanhadas de um vento quente.

Autumn Leaves

“But I miss you most of all
My darling

When autumn leaves

Start to fall."





I do believe americans are cute, nice and smart.

sábado, 14 de novembro de 2009

Ferdinando


Esse filme foi feito em 1938. Em uma época em que tudo era in the closet.
Será que ele é?

Uma obra prima.



Me sinto o próprio Zé Carioca.

Gay Insurance



Um a cada 10 meninos nascidos na América são Gays. Como a "life membership" do fan clube da Madonna, tickets para a Broadway, roupas vintage, academia de ginástica, viagens, cursos de dança podem quebrar uma família, façam o Coming Out Insurance.

I need space - This is like I feel.



Creature - Comforts - Essa é uma série que foi feita colocando animações em vozes de pessoas entrevistadas em situações reais. Há quem diga que esse leão brasileiro sou eu.

Luta de Classes

Vivemos uma eterna luta de classes na vida, no trabalho, no casamento e nas famílias. Quem pode mais vence. Quem perdeu, como dizia Maysa, que aprenda a levantar. Dito isso, vou sair de casa, comprar minhas caneleiras, chocolates Blondel, um saco de pipoca e encontrar uma possibilidade de ser feliz, ainda que por poucas horas.

We'll always have Paris.



Ela não era uma terráquea. Era uma deusa que pousou por aqui. Sim, sempre teremos Paris.

So In Love



Essa talvez seja a cena mais emocionante do filme sobre a vida do genial Cole Porter. De-Lovely é um filme imperdível.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Une photo, vieille photo de ma jeneusse



Volta às aulas.

Estou feliz. A partir da semana que vem farei aulas diárias de francês (1h30min cada). Dentro de alguns meses pretendo deixar minhas primeiras mensagens na língua de Camus e Proust. Comprei um livro de Proust e não consegui ler nem a primeira página. Que vergonha. Embora eu já consiga entender e me comunicar em situações de emergência, sou completamente analfabeto, o que é inadmissível para alguém tão pretensioso. Mais tarde, tenho um “suchi” na casa de amigos. Graças a Deus (mas aqui eu sou ateu para não pagar o dízimo segundo o meu amigo Rubens), será preparado por um japonês que nasceu em Buenos Aires. Ai que saudades de Buenos Aires. Sempre adorei essa cidade, mas percorrê-la com a Bípede e o Sr. Bípede deu um outro sentido. Difícil, foi ficar sozinho depois que voaram para o Brasil. Sou passional e associo os lugares às pessoas. Meu teste será Paris. Será que conseguirei passear por aquela cidade sem que recordações queridas me façam sofrer? Somente para provocar meus leitores apresento meus lugares favoritos: Rio de Janeiro, Paris, Londres, Buenos Aires e Torres (se estivesse situada na Europa ou nos Estados Unidos, seria o lugar mais famoso). Deixa Carmel e Monterey no chinelo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Blue Moon - Cybil Sheppard



Presto minha homenagem a Cybil Sheppard, talentosa atriz que muito povoou meus sonhos. Blue moon.... Como diz meu grande amigo Rubens, a Cybil Sheppard não é terráquea, ela é do outro mundo.

Religião: Ateu


Quando compareci a autoridade cantonal, perguntaram a minha religião. Na terra de Calvino, fiquei com um pouco de medo de responder que era ateu. Todavia, não poderia fingir uma religiosidade que não tenho e contra a qual me rebelei durante anos. Esse requerimento sobre a religião é para o recolhimento do dízimo sobre os salários pagos na Suíça que é distribuído para as entidades religiosas. Isso mesmo, não é só o ignorante povo brasileiro que paga o dízimo. Até os cultos e refinados suíços sucumbem à religião. Para aqueles que me acusam de materialista, imediatista, sem espiritualidade, sem alma e até de espírito atrasado, meu sincero “desolé”. Feio é ser um ser de poucas luzes. Acredito apenas nessa existência e nos avanços da ciência, e nisso tenho boa companhia.

"Erro pensar que é a ciência que mata uma religião. Só pode com ela outra religião." – Monteiro Lobato.

Sonhando acordado.

Pior do que receber a indiferença é não ser indiferente. Não, não vou baixar o astral desse blogueiro. Vou aproveitar o fim de semana para “beliscar horrores” como fala um grande amigo. Essa terra tem um lado quente e animado. Enquanto espero pelo fim de semana, concentro-me no trabalho, que é bem interessante, e reforço minhas pernas para novas andanças. Em torno de duas semanas receberei meu “work permit”. A autoridade cantonal informou que pode demorar até dois meses, mas sabemos que em duas semanas o documento final já estará à disposição e poderei sair da Suíça e voltar. Quando isso ocorrer, Paris ou Londres me aguardem. Estou cheio de saudades de vocês. Um bom musical ou show em um cabaret, sem falar na beliscação. Mereço isso! Ou quem sabe Madrid? Nunca estive lá, gostei muito de Barcelona. Por que não? Viu como é fácil melhorar o astral. É sonhar um pouco que a gente acaba o texto com um sorriso nos lábios.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cidade Gótica






Essas fotos foram tiradas domingo à noite no centro de Lausanne. Por coincidência encontrei um amigo local, que me apresentou para mais dois amigos e fomos jantar um maravilhoso “foundue moitié-moitié” de queijo. Chamo-os de amigos porque trocamos telefones e e-mails, os quais foram utilizados. Ninguém disse: vamos marcar alguma coisa, aparece lá em casa, ou a gente se vê na praia. Cê tá me “understanding”? Voltando ao “fondue”, "moitié-moitié" significa um “fondue” metade de queijo "Gruyère" metade de "Vacherin Fribourgeois". Para os meus leitores amantes da boa mesa, informo que de entrada deliciei-me com pepinos, cebolinhas e uma deliciosa carne seca bem magra, cortada como presunto. O “fondue” é servido com batatas e pão. Algo bem no estilo do preparado pela minha queridíssima Camilla no Rio. Ao contrário da noite de sexta e de domingo, quando essas ruas se enchem de jovens, domingo a cidade fica vazia. O ar gótico fica acentuado. Não chega a me dar calafrios, como acontece nas ruas da Vieille Ville de Genebra, em que você jura que vai dar de cara com a Mary Shelley e seu Frankstein, mas é bem interessante e sombrio. No sábado conversei com diversas criaturas que transitavam por ali. Chamo de criaturas pois algumas estavam mais para replicantes do que para simples terráqueos como eu. Para terminar o fim de semana, recebi de uma criatura bem "eu faria" a seguinte de definição: cara de ser pai de família, com casa de campo, SUV (Sport Utility Vehicles), dois filhos e uma esposa loira e gorda. Implicaram também com a minha manta de cashmere e seda e meu cabelo de bom moço. Preciso me modernizar. O que antes me deixava estiloso, agora acentua meus 43 anos. Desde que cheguei estou controlando a balança porque aqui fica fácil meter o pé na jaca. Nesse fim de semana, no entanto, vou me dar de prêmio o melhor chocolate do mundo. O "chocolat Blondel", que desde 1850 funciona no mesmo endereço. Difícil será dormir depois desse pensamento. Desde 2006, salivo cada vez que penso nisso. Acho que estou podendo, pois estou "a fazer" musculação diariamente e, se tudo der certo, em pouco tempo voltarei a nadar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Força Estranha - Amo a Gal

Antes de sair do Brasil, fiz um suprimentos de CDs como de costume. Jamais sairia de casa sem levar a Gal, a Elis e a Betânia comigo. Para que não me achem preconceituoso dei uma colher de chá para a Billy e para a Ella. Afinal, estou perto de Montreux, e elas fizeram por merecer viajar comigo. Uma das músicas que mais ouço nesse momento é justamente essa.



Essa música me traz uma lembrança muito boa.

Como eu havia prometido, posto também Noites Cariocas.

É o amor...

Li no Blog da Bípede que não é a dor que mata, mas o amor. Isso voltou à minha cabeça várias vezes, desde então, pois embora eu não houvesse me dado conta disso nessas exatas palavras, o que entristece e diminui a minha vida são as saudades dos amores que perdi ou que estão distantes. O resto, tiro de letra. Embora quem me conheça superficialmente não se dê conta, fui e sou muito amado. É em razão desse amor armazenado que consigo dar a volta por cima nos revezes que sofro.

P.s.: Enquanto escrevo, estou usando um lindo pijama aquecido pelo amor de quem me deu.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Bonne-Espérance

Hoje estou mais contente. Me rebelei contra o sistema. Reclamei dos serviços mau prestados. Quase apelei que quem paga todas as contas somos nós. Exigi um tratamento eficiente. Falei que deveriam tratar os brasileiros melhor. Botei os suíços a trabalhar. Deixei eles sem graça. É melhor que se esforcem um pouco. Justifiquem que merecem nosso salário tupiniquim. Que alívio isso me deu. “Desolé” para eles! Tratem de trabalhar. Resultado, fui conectado a internet no trabalho, ganhei um telefone, e botei eles a ver outro local para minha moradia. E que resolvam também o problema com meus pagamentos e com o meu visto. Depois disso, acertei o caminho de casa, não empaquei a “auto route”, nem levei mais buzinada na cara porque estou devagar (tem que ser exatamente 100km/h). Fiquei orgulhoso de mim. Como preciso de rotina, sou um ser metódico, disciplinado, inscrevi-me em uma mega academia suíça de ginástica. Bonita de verdade. É na realidade um clube, com ginástica, luta, natação, etc. Fiz um sucesso, fui paquerado a valer. Adorei!. Só faltaram as caneleiras, fundamentais para as minhas andanças. Mas sou como a prima Diana que, além de acreditar que quem pede desculpas quer aprontar de novo, não se mixa para pouca coisa. Nesse fim de semana, se não viajar, vou ao “Flon”! Comprarei duas caneleiras, um guarda-chuva, e um saco de pipocas! Chega até mesmo a ser uma “mardade”, não é mesmo?

Conectado ao Século XXI

Finalmente estou começando a chegar ao século XXI. Sábado consegui comprar um telefone e pude também me conectar à internet em casa. Aqui faz um frio absurdo, e a noite em Lausanne não é das mais animadas. As pessoas são bem gentis e adoram falar com um brasileiro. Embora a cidade seja pequena, acho que é bem mais avançada e liberal que o Rio de Janeiro em muitos aspectos, e olha que eu adoro Copacabana e a Lapa. Não sou nada inocente. Cheguei a me sentir puritano com as coisas que ouvi e até vi. Legal ser um estrangeiro. Todo mundo pensa que não vai te ver de novo e solta o verbo. A única coisa que me aborrece é a baixa qualidade na prestação dos serviços. A classe baixa tem tanto dinheiro em comparação com a brasileira e o custo dos serviços é tão caro, que essa área fica a desejar. O medo do desemprego faz com que tenhamos serviços prestados com muita rapidez e eficiência. Para mim isso fica evidente quando visito os países do primeiro mundo, que em razão do alto custo dos serviços e da grande oferta de empregos, deixam muito a desejar na limpeza das casas, banheiros dos bares, cafés, aeroportos, shoppings, e em celeridade. Hoje pela manhã fui na autoridade municipal cumprir o protocolo para obter o "work permit" e abri minha conta bancária. Me senti o máximo. O problema é ter fundos para um banco tão chique. Você é recebido em uma sala luxuosíssima e confidencial para assinar o contrato bancário, e eles lhe explicam os diversos investimentos que você pode fazer. Eu bem que gostaria, mas a minha realidade econômica ainda é a brasileira. Comprar uma casa aqui é bem mais fácil do que no Brasil, e a hipoteca custa menos mensalmente do que o aluguel. O legal da Suíça é que você pode trazer dinheiro a vontade, mas tem que demonstrar a origem. Ou seja, eles não querem dinheiro sujo. Já tenho um convite para esse fim de semana, mas estou pensando em visitar Zurich que é uma cidade super interessante.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009



Caros leitores. Na postagem anterior houve tantos erros gramaticais que resolvi excluí-la. Melhor calçar as sandálias da humildade e contrarar um professor de francês. Meu local de trabalho é longe de Lausanne, situado no meio de propriedades rurais. Ao lado, existe um pequeno pomar de maçãs que lembra muito os da minha cidade natal. Esse fim de semana irei conhecer a balada suíça. Para quem está acostumado com as noites cariocas vai ser algo bem diferente. Por falar nisso, me deu uma vontade de ouvir a Gal cantando essa música. Vou procurar mais tarde e colocá-la no blog. Até logo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Prochain arrêt: Lausanne




Malas prontas e novos sonhos na bagagem. Estou pronto para decolar, cruzar o atlântico, romper fronteiras. Sei que a viagem vai ser longa e as saudades serão muitas. Novas possibilidade se abrem. Estou otimista, ansioso pelo velho mundo, e pelos novos caminhos que irei percorrer. O legal da vida é que ela sempre pode ser melhor do que imaginamos. Au revoir.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Prelúdio do III Milênio


Prelúdio do III Milênio

Você lê nos jornais.
No norte, há malária.
A terra treme.
O frio congela.
Gaviões matam pardais,
Em frente da candelária.
Mas há alguma coisa no ar...

Você lê nos jornais:
A camada de ozônio...
O efeito estufa...
A saúde está precária...
Não há leito nos hospitais.
E ninguém repousa na candelária.
Mas, há alguma coisa no ar...

Você lê nos jornais:
O mestre não é mestre.
E, sobre o ensino, tudo mais...
Tragédias em família.
Cada um em uma ilha.
E há uma mancha,
Na escada da candelária...
Mas, há alguma coisa no ar!
Talvez, pardais.

Ana Terra

Encontrei seres