terça-feira, 24 de novembro de 2009

Elaborando o luto.

Ainda estou em processo de elaboração. As vezes vêm algumas coisas tristes, algumas coisas que me dão saudades,e até algumas coisas engraçadas. Essa noite sonhei com alguns familiares, da turma do alô além, que estiveram lá para nos apoiar.

Também nunca esquecerei a gentil senhora que se aproximou de mim e da minha irmã, se apresentou, nos abraçou por trás, quase furando minha jugular com sua unha pontuda, e contou: "Meu marido casou comigo por causa das minhas fazendas, que tenho todas elas até agora graças à Deus. Mesmo assim, cuidei dele até o final, porque onde se come a carne se rói o osso. Quando ele morreu, coloquei um maço de cigarros e um baralho no caixão porque o falecido adorava fumar e jogar."

Achei isso fantástico. O difícil foi me controlar. Coloquei as mãos sobre o rosto, fingi que estava chorando, e fui para fora da capela dar gargalhadas.

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