quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Religião: Ateu


Quando compareci a autoridade cantonal, perguntaram a minha religião. Na terra de Calvino, fiquei com um pouco de medo de responder que era ateu. Todavia, não poderia fingir uma religiosidade que não tenho e contra a qual me rebelei durante anos. Esse requerimento sobre a religião é para o recolhimento do dízimo sobre os salários pagos na Suíça que é distribuído para as entidades religiosas. Isso mesmo, não é só o ignorante povo brasileiro que paga o dízimo. Até os cultos e refinados suíços sucumbem à religião. Para aqueles que me acusam de materialista, imediatista, sem espiritualidade, sem alma e até de espírito atrasado, meu sincero “desolé”. Feio é ser um ser de poucas luzes. Acredito apenas nessa existência e nos avanços da ciência, e nisso tenho boa companhia.

"Erro pensar que é a ciência que mata uma religião. Só pode com ela outra religião." – Monteiro Lobato.

4 comentários:

  1. Eu sempre respondi -- e não lembro de ter respondido a última vez -- que sou católico apostólico romano. Se me perguntassem hoje eu responderia que sou agnóstico. E, nessa hipótese, para onde vai o dízimo?

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  2. Nessa hipótese não incide o dízimo. Também pelo ponto de vista tributário ou trabalhista é vantajoso ser agnóstico ou ateu.

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  3. Estabelecendo uma diferença curta e grossa: ateu é aquele que nega a existência de deus e o assunto está encerrado. Agnóstico, por sua vez, é aquele que nega porque acha impossível a possibilidade de prová-la. Então, o ateu não paga a conta porque não é dele. E o agnóstico não paga porque acha que ela está errada.

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  4. Curto e grosso. É mais econômico não ser religioso. Queria saber como se comportariam aqueles serem ungidos pelo Divino, a turma do alô além. Negariam a sua santidade ou sentiriam a dor no bolso?

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Encontrei seres