quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Paris













Retrospectiva 2009 - Estilo Bípede

Um pai falecido enterrado ao lado da mãe que acabou em um saco azul, um tumor benigno no fígado, três outros tumores no fígado que precisam crescer um pouco mais para serem corretamente identificados, um pólipo na vesícula, 26 injeções nas pernas a cada 10 dias, muita musculação e dor, mas muito contente porque voltei a caminhar sem mancar, realizei o sonho de voar de parapente, mergulhei fundo nas aulas de francês, e voltei a morar na Suíça. Recuperei minha auto-estima, vi que ainda estou batendo um bolão. Melhores momentos passados com os bípedes em Torres, no Rio e em Buenos Aires, e com a Maricota em Praga. Recebi muito apoio de amigos antigos e novos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sea London Life Aquarium







Voltei a ser criança em Londres. Esse foi um dos personagens que escolhi e interpretei no Sea London Life Aquarium.
Fiquei completamente deslumbrado pelos tubarões, cavalos marinhos e pelas piranhas brasileiras onipresentes em qualquer lugar que se vá. Mas o que eu gostei mesmo foi quando o Nemo saiu da sua anêmona para passear em segurança com seu pai. Que pai é esse. Fiquei imaginando se o me pai faria o mesmo por qualquer dos filhos...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Véspera de Natal em Londres

Aproveitei a véspera de Natal para tirar a barriga da miséria. A carne daqui é maravilhosa, vem da Escócia. O problema é que a conta é em libras. Mas quem se importa? É Natal. Ainda mais que uma chuleta aqui tem nome de T-Bone.




quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Diversão Garantida

Porque eu sou um apaixonado por musicais nesse sábado terei diversão dobrada.
Finally vou conhecer Priscilla pesssoalmente e, se eu sobreviver a ela, descobrir os segredos do mundo de OZ. I am sure I will survive.


Prochain Arrêt "Londres"

Linha melodramática. Não se preocupem que mesmo só, infinitamente só, eu sou boa companhia para mim mesmo. Continuem suas vidas sem se importar com esse pobre terráqueo, abandonado e esquecido. Não é tão desesperador assim estar só em um país gelado em que falam 4 línguas diferentes. Uma delas, até hoje não conheci ninguém que falasse e não sei nem o nome direito. Por isso, só me resta mesmo ir para o exílio em Londres... A verdade , agora sem linha dramática, é que vou me divertir pra caramba. Estou bem animado e feliz. Beijos, Feliz Natal!


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

All I want for Christmas is you.

Sou ateu e não acredito em amigos imaginários. Mesmo assim, tenho um desejo de Natal. Quero que continuemos amigos por muitos anos. Estou muito longe para vê-los pessoalmente, mas recebam um grande beijo. Feliz Natal!

Terráqueo

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

People who have lived in Africa are very special.

Thank you for being so kind.

Politicamente Incorreto

Essa cena maravilhosa nos dias de hoje é totalmente politicamente incorreta. Mas eu amo os chinezinhos cantando "Fararararararara".


Em 2006, quando morei por aqui pela primeira vez, fiquei com o Fararara no ouvido por meses.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Estória policial. Quero cometer um assassinato, preciso de um cúmplice. Você.

Tenho lido e visto muitas histórias em que implacáveis assassinos matam rapidamente e saem dos locais perfeitamente vestidos e sem qualquer suspeita. Sentam-se à mesa e jantam como se nada tivesse acontecido. Agora mesmo na televisão assisti a um documentário sobre o genial Charles Chaplin que interpretou no final da sua carreira o papel de um assassino de mulheres. Se ele que era um velhinho adorável matou várias, eu que sou um mero terráqueo também posso. Estou me referindo ao assassinato de um personagem, que isso fique bem claro. Primeira dificuldade. A escolha da vítima. Para a escolha do pobre diabo, tentei buscar inspiração nas pessoas que estão ao entorno. Não vejo a menor graça em matar alguém sem qualquer conexão. Ficaria muito fácil. Dentre todos os seres, quem seria o possível candidato? Quem mereceria ser assassinado? Lembrei da Medusa, mas está longe e é muito chata. Sua descrição tiraria o charme do conto. Qual o motivo? Somente a vaidade de cometer o crime perfeito não me serve. Dostoievski já liquidou com o assunto. Verifiquei outra dificuldade. Com que arma? Detesto sujeira e odiaria que alguma gota de sangue viesse a manchar as camisas do assassino. Um revólver nessas paragens também é coisa difícil de encontrar. Se eu estivesse no Rio, era moleza. Qualquer "cem real" consegue uma pistola. Pensei em criar um falso acidente. Empurrar de cima da montanha ou embaixo do trem. Mas como atrair a vítima para esses lugares? E o que fazer com o corpo? Desapareceria ou deixaria para ser encontrado? Diante de tantas dificuldades e do avançado da noite, decidi esperar um pouco mais para escrever minha estória policial. Conto com ajuda dos leitores para me sugerirem as características da vítima, a arma do crime, e se eu tenho ou não que consumir com o corpo. O assassino informo desde já é um simples terráqueo, é brasileiro e mora na Suíça. Dispõe de um orçamento limitado, não é lutador profissional e não tem conexões com a máfia. Aguardo as sugestões.

P.S.: Por favor não me sugiram comprar um metro e meio de corda.

Lição de vida.

Meu pai era um moralista. Embora despejasse os piores palavrões quando estivesse com raiva (geralmente contra a própria família), não falava jamais em sexo com os filhos. Criticava tudo e a todos. Para ele tudo era pecado, vulgar e nojento. Bonito e viril, jamais demonstrou em público qualquer libido pela mulher. Tinha muita vergonha das duas irmãs serem separadas, e no que percebi isso comecei a massacrá-lo. Dizia-lhe que elas não tinham culpa. Isso era uma maldição da família, já que sua mãe e sua avó também haviam sido abandonadas pelos maridos. Deveriam ter contratado um bom pai de santo para quebrar a feitiçaria. Agora era tarde para reclamar. Mas ele também era um ser prático e determinado. Suas convicções e prioridades mudavam conforme suas necessidades. Cumpria com seus objetivos a qualquer preço. Para ele as férias eram sagradas. Todos os anos esperava ansiosamente o momento em que mudávamos da nossa casa serrana para nosso apartamento praiano. Ele contava os dias para isso. Minha mãe era oposto. Não criticava ninguém, compreendia as diferenças e, embora de poucas amizades, mas boas, gostava de apreciar e de conviver com pessoas pouco ortodoxas. Tinha uma simpatia imensa pelas prostitutas, um carinho pelas mães solteiras, e de vez em quando recolhia famílias da rua e as levava para almoçar lá em casa. Na cozinha, panelões imensos eram aquecidos no fogão a lenha para os meninos que compareciam todos os dias para o almoço. Por outro lado, era extremamente comodista. Foi criada com todo o conforto possível e contava com um séquito de colaboradoras que trabalharam para ela até se aposentarem. Houve época em que eram 4 ou 5. A casa era grande e os filhos precisavam estar bem atendidos. Mas o verão estava chegando, e não conseguia ninguém para levar para a praia por dois meses. Suas fiéis escudeiras eram casadas e tinham filhos. O desespero foi batendo nos dois. Mais nele, porque sabia que a mulher, sem pelo menos duas serviçais, não daria um passo para fora de casa. Ele mesmo tratou de providenciar. Como era médico, perguntou a uma paciente do INPS se ela estava empregada. Ela disse que não, que era ótima cozinheira e que sua irmã lavava e passava muito bem. Ainda por cima ela tinha nome de santa, chamava-se “Benta”, e a xereca estava perfeita. Ele não titubeou. Mesmo sem conhecê-la direito ou checar referências contratou imediatamente seus serviços. Naquela época eu tinha apenas 12 anos e ansiava por conhecer os fatos da vida. Saber os pormenores mais vulgares. Eu só pensava naquilo, mas ninguém tinha a decência de me explicar. Ao chegarmos na praia, verificou-se que era verdade o informado pela Benta. Os anjos a enviaram, pelo menos para mim. Cozinhava divinamente e tinha uma disposição impressionante. Após o jantar, as irmãs limpavam tudo rapidamente e sumiam, deixando a família com total privacidade. Perfeito. Como nunca fui bobo, comecei a reparar que elas se arrumavam muito e que chegavam tarde. Um dia ouvi uma perguntando para a outra quanto havia ganhado na noite anterior. Fiquei atento, passei a vigiar os passos e a ouvir as conversas. Elas gostaram de mim, pediram segredo e abriram o jogo. Estavam faturando alto, muito mais do que como domésticas. Faziam de dois a três programas por noite. A mais novinha cobrava 100, a mais velha 80. Melhor do que isso. Tinham senso empresarial. Haviam colocado inclusive a empregada do desembargador para trabalhar com elas, e a terceira irmã em breve chegaria para se unir às santas do “São Bento”, por coincidência, nome do nosso respeitável edifício. Foram extremamente generosas comigo. Me explicaram tudo o que faziam, e o valor diferente de cada ato. Beijavam inclusive, não tinham medo de se apaixonar por seus clientes. Salientaram o quanto uma língua faz por um relacionamento, e me descreveram como um homem deveria usar a sua se quisesse de verdade dar prazer à mulher. Lição essa que tenho como uma das mais valiosas. Não demorou muito a vizinhança estava comentando, e o fato chegou aos ouvidos do Dr. Fiquei com pena delas, minha mãe ficou apreensiva, pois gostava das mocinhas, e o bom Dr. com um problemão. O que fazer? Na sua casa duas rameiras a conviver com sua família. E o que é pior, uma das mocinhas era menor de idade. Isso era demais para seus rígidos princípios morais. Inadmissível. Uma mera conversa não resolveria. Ainda faltava um mês para terminar o verão e eles não poderiam ficar sem elas. Encontrou então a solução mágica. Deu-lhes uma palestra sobre moral, saúde sexual (era especialista nessa área), e recomendou-lhes o centro espírita mais próximo. Após dois ou três passes, elas poderiam ficar. Tudo estaria resolvido e, para que tivesse certeza que na sua casa imperava o respeito, fez questão de não tocar mais no assunto. Isso foi fofoca da vizinhança, inveja das outras patroas que não tinham serviçais tão prestativas e uma família tão bem constituída quanto a dele.

Inesquecível


La Vierge, l'Enfant Jésus et sainte Anne (Santa Anna Metterza), pintura de Leonardo da Vinci (realizada entre 1508 e 1510).

sábado, 19 de dezembro de 2009

Sunday Morning


Sunday morning rain is falling
Steal some covers, share some skin
Clouds are shrouding us in moments unforgettable
You twist to fit the mold that I am in
But things just get so crazy

Living life gets hard to do

And I would gladly hit the road
Get up and go if I knew

That someday it would lead me back to you
That someday it would lead me back to you

Someday..
CHORUS:
That may be all I need
In darkness she is all I see

Come and rest your bones with me

Driving slow on Sunday morning
And I never want to leave.
Fingers trace your every outline

Paint a picture with my hands
And back and forth we sway
Like branches in a storm
Change of weather
Still together when it ends
CHORUS:
That may be all I need
In darkness she is all I see

Come and rest your bones with me
Driving slow on Sunday morning

And I never want to leave.
Yeah, ooooohhh yeah!
But things just get so crazy
Living life gets hard to do
Sunday morning rain is falling
And I'm calling out to you

Singing someday it will bring me back to you

Find a way to bring myself back home to you
You may not know
CHORUS:
That may be all I need
In darkness she is all I see

Come and rest your bones with me

Driving slow on Sunday morning

Driving slow, yeah yeah, oh yeah yeah

Oh yeah yeah, oh yeah yeah
Oh yeah yeah, oh yeah yeah
There's a flower in your hair

I'm a flower in your hair
Oh yeah yeah, oh yeah yeah
Oh yeah yeah, oh yeah yeah

Whoa, yeah

Lausanne sous la neige.








Infância

Houve uma época em que eu passava o dia inteiro a sonhar, a visitar locais que um dia iria percorrer.

Neva lá fora e aqui está tão quentinho.


Verdade cruel.

"A heart is not judged by how much you love; but by how much you are loved by others." - The Wizard of Oz

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A Ingrata

- Sempre fui boa. Não entendo por quê o mundo é tão cruel comigo. Fui boa filha, boa esposa, boa mãe, e as pessoas foram tão más, tão ingratas. Me apelidaram até de chatinha. Meus filhos homens só pensam nos próprios umbigos. Casaram-se com aquelas moças esnobes que sempre torceram o nariz para mim. Não tenha filhos homens, eles não cuidam da gente. Minhas filhas também não serviram para nada. A Diana não foi nem ao enterro do pai. Desde jovem era uma Messalina no cio. Foi amaldiçoada com o dom da beleza. Espíritos obssessores passaram a rodeá-la ainda menina. Quando chegou a mocidade foi tomada pela pomba gira. Homem algum conseguia resistir aos seus encantos. Até a minha Santinha, a quem dediquei todo o meu amor, me abandonou. De uma hora para outra deu para gostar de homem e se casou com aquilo que você viu agora há pouco, me deixando sozinha. Graças ao bom Deus casei com o meu marido. Não vi homem mais ruim. Depois de velho, me abandonou. Como eu sou muito boa, mesmo assim fui visitá-lo no leito de morte. Me olhou assustado e, com um último esforço, já que não podia falar, me ergueu o dedo. Até hoje não sei por quê ele foi embora. Por um somenos saiu de casa. Mesmo assim, isso foi bom. Paguei todos os meus pecados, resgatei todas as minhas dívidas e na próxima vida vou renascer em um planeta mais evoluído, rodeada de espíritos de luz. Deus que me perdoe por dizer essas palavras, mas meu fim está perto e preciso desabafar. Sabe, na minha religião não nos confessamos, e sinto uma vontade de falar.

- Acho que não estou adequadamente vestida. Ao vê-la tão elegante em seu vestido de gala e rodeada por margaridas, acho que minha jaqueta tigrada não está muito bem. Como ela fica serena assim dormindo. Parece tão doce. Pena que já esteja amarelada. É melhor fechar o caixão antes que comece a feder. Você me leva em casa rapidamente para trocar de roupa? Ah, agora sim. Ficou muito melhor. Essa jaqueta é chiquérrima. Toda em “patchwork” da mais pura seda. Ganhei de um alemão lindo na Europa. Que homem. Ainda bem que a Santinha ainda não chegou. Não queria que ela me visse mal vestida. Ela sempre teve uma inveja doentia de mim. A coitada sempre foi feia, e por isso a preferida da mamãe. Eram a imagem e semelhança uma da outra. Mulher feia é um perigo. Dizem que casou virgem aos 40 anos. Bem feito. Eu, eu sempre fui linda. Casei com um homem que me cobriu de jóias e vestidos. Me deu até um Porsche. Mesmo depois de separados continuamos amigos. No último Natal, me presenteou com um cruzeiro pelo Caribe. Ela e a mamãe nunca agüentaram a minha beleza, o meu sucesso. Sempre foram feias e invejosas. Minha beleza tem sido um fardo na minha vida. Todas as mulheres me odeiam. Em compensação, os homens me adoram. Há alguns anos comecei a contar e já eram mais de 200. Depois, parei de contar.

- Você viu a Diana? Até que ela está bem. Continua bonita, o tempo não passa para ela. Impressionante. Agora está ruiva. Da última vez que a vi não a reconheci. Quando aquela loira entrou na festa e veio em minha direção cheguei a soltar um uau. Somente quando ela falou comigo é que eu vi que era nossa querida maninha. Está falando com a tua filha já faz tempo. Não acho uma boa influência para a menina. Se eu fosse você iria até lá e dava um jeito de afastá-las. Não foi uma boa filha. A mamãe se referia a ela como a “Ingrata” e a Santinha a detesta.

- Minha filha, há tantos anos que não lhe vejo. Acho que a última vez foi no velório da mamãe. Seu pai não me dá mínima e nunca fui próxima das minhas cunhadas. Mas você é tão linda, se parece tanto comigo. Eu também era assim. Mas não fique triste. Isso tudo passa. Ninguém merece nosso sofrimento. O que o teu pai fez é normal. Ele sempre foi um estúpido. Eu sim sofri. Muito mais do que você e estou aqui bem forte. Quando era mocinha meu pai começou a me tocar. A primeira vez foi durante o jantar. Senti sua mão sob a saia escolar subindo em direção da calcinha. Fiquei tão nervosa que não soube o que fazer. Congelei. Depois, começou a avançar cada vez mais. Eu tinha que fugir dele o tempo todo. Comecei então a me esconder em um quartinho que havia embaixo da escada. Meu tormento foi imenso. A mamãe descobriu e ficou uma fera. Achei que iria dar morte. Disse que eu era uma filha ingrata, que estava tomada pela pomba gira, e passou a me bater também. Quando eu tinha 17 anos casei e nunca mais voltei para casa. Não fui nem no enterro do maldito. Não sei por quê estou te contando tudo isso. Sabe, na minha religião a gente não se confessa, e sinto uma necessidade de desabafar.

Lula arrasou, Obama é uma vergonha.

Detesto o Lula e não faço segredos. Acho que se uniu com a pior espécie de gente possível e que finge não estar vendo a corrupção desenfreada do país. Todavia, reconheço nele um gênio, um exemplo de mobilidade social, uma esperança e a vontade de acertar. Hoje ao assistir seu pronunciamento em Copenhague quase me emocionei. Falou sem jamais ler o discurso e com muita sinceridade. Mesmo que o discurso não tenha sido preparado por ele, sua naturalidade e convicção impressionaram a todos. Fez muito bem o dever de casa. Foi aplaudidíssimo e mereceu os aplausos. Senti muito orgulho do Brasil que, mesmo com um grave problema social, se propõe a efetuar grandes mudanças e investimentos no meio ambiente pelo bem da humanidade. O "Filho do Brasil" é realmente "O cara". Na seqüência, falou a grande decepção do ano “o Obama Nobel da Paz”. Embora mais simpático que o Bush, sua origem africana não me emociona mais. Acho que ele está cada vez mais com a cara do texano. Seu discurso foi claramente dirigido ao eleitorado e apelou até para a segurança nacional. Falou que os Estados Unidos se propõem a fazer muito, sem mencionar que não se propõem sequer a cumprir com as metas que deveriam ter se comprometido em Kioto há muitos anos atrás. Continuarão a jogar a espalhar seu lixo no mundo e ainda por cima acham que estão fazendo muito. Não se importam em destruir boa parte da vida do planeta e até com o desaparecimento de alguns países que serão inundados e arrasados por tornados. L’Amérique a donnée un grand “désolé” au monde. Que vergonha.

L’hiver est arrivé. Il neige beaucoup en Suisse.

Finalmente neve de verdade, daquela que cobre tudo e a todos. Nessa manhã entendi a razão das pazinhas dentro do carro. Tive que raspar os vidros para poder enxergar. O problema é que quando você abre as portas, a neve do capô despenca para dentro. Nada fácil. Mas confesso, adorei a experiência. Fiquei um pouco apreensivo no início porque mesmo com a limpeza da “autoroute” o gelo se acumulava rapidamente. No pequeno caminho que leva ao trabalho, a neve estava quase nivelando a estrada ao campo. Lindo, perigoso, quiçá mortal. Me deu uma vontade imensa de parar, descer do carro e deixar minhas pegadas. Na rádio, excitados suíços mencionando a movimentação em direção às estações de ski. Os congestionamentos serão imensos, no melhor estilo dos brasileiros durante o verão. O meu vício está voltando. É mais forte do que mim mesmo. Não adianta as minhas pernas berrarem, a neve me chama. Preciso da adrenalina e da sensação de saciedade. Em poucas semanas estarei lá, no topo da montanha, rolando morro abaixo, mas feliz.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Tea with Mussolini

I invite you to have Tea With Mussolini. This is a real story directed by Franco Zefirelli. One of the most beautiful films I have ever seen.

Grotesco

No país do bom gosto, da perfeição, do luxo e do cuidado, não consigo mais pensar em amenidades. Confesso que tento achar um mote, mas não é fácil. Tudo parece tão chatinho. Agora a noite, assisti apaixonados casais patinando no gelo ao som de Burt Bacharah. Esse poderia ser um lindo tema. Algo mais que perfeito. Mas é chato. Chato como tudo que perde a espontaneidade, que precisa estar de acordo com o establishment. Nem cair no chão eles caem. Eu que sempre fui um revoltado contra a estética do grotesco, tão em voga na America Latina, passei a me sentir atraído por ela. Ando pelos sites mais esdrúxulos e pelos lugares sombrios da cidade gótica tendo imenso prazer. Há poucos meses assisti em um Cabaret portenho uma triste Priscilla dublar Pimpinela, que por si só já ultrapassa tudo o que se pode imaginar. Pois não é que hoje me deu uma vontade irresistível de escutá-la berrando com todo fôlego o mantra tão conhecido “me engañaste, me mentiste”.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Histórias Impróprias

Aviso. Se você for uma criatura sensível favor não ver esses filmes. Eles são vulgares e de mal gosto definido. Por favor não digam que eu não avisei ou que vocês não esperavam por isso. Aos que tiverem estômago para uma história tão feia, boas risadas.



Noite fria com neve.

Na noite fria com neve famintos terráqueos escondem-se em buracos muito quentes. Loiras nada geladas seduzem homens sedentos de prazer em frente aos seus maridos e com satisfação plena. Para cada mulher há cinco homens devotados. Estão todos nus e sem constrangimento algum. Há uma loira com um corpo perfeito, cabelos lisos pelo ombro, olhos azuis e um sorriso que enfeitiça. Ela é inteiramente rosa e dourada. Move-se lentamente com uma naturalidade rara. Senta-se displicentemente enquanto massageia as pernas e os pés. De repente alonga uma perna e dobra a outra. Sinto um calor subindo. No andar de cima, com os olhos vendados por uma toalha branca uma outra mulher esbanja prazer e sensualidade. Deve ter sido linda quando jovem. Mesmo na meia idade, os seios fartos e claros convidam ao toque. Atada no balanço de couro sua posição é de aparente vulnerabilidade. Suas entranhas estão a vista, sua cabeça está dependurada. Seu marido a apóia com a farta barriga enquanto acaricia os seus mamilos com os olhos fechados e com visível orgulho. Do outro lado, homens mais jovens a examinam como quem descobre algo novo, nunca visto. É uma mulher diferente. Provavelmente da idade das suas mães. Fico magnetizado por ela também. O que o casal busca é difícil precisar. Recuperar uma paixão, redescobrir a libido perdida, simplesmente sentir um pouco de vida, de juventude, de calor, provar que ainda são desejáveis. Não deve ser nada disso. O local não permite perguntas. Somente alguns gestos. Vários homens a tocam, sem contudo atreverem-se a ir além. Silenciosa ela se deixa tocar sem nenhum movimento ou ruído. Desconfio que ela esteja fingindo, pensando nas compras da casa. Mas, mesmo atada no aparelho sadomasoquista, mantém muito bem o controle da situação. Ele a ama profundamente nesse momento, mas seu prazer não é visível. Acho que esse prazer não importa mais. O que importa é vê-la tão desejada e o amor dela por ele, capaz de qualquer ato para mantê-lo submisso ao seu lado.

Orgulho para os brasileiros.

Na FM de Lausanne foi noticiado com destaque que o grande arquiteto brasileiro Oscar Niemayer completou 102 anos e que continua a produzir. Parabéns ao gênio.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

De um amigo suíço

The only way to escape "this world" is to know what you really want: Spiritually, mentally and physically. But the devil doesn't like us to think about what we really want.

Segredos de Liquidificador

Moí a carne com os pequenos ossos e a pele no liquidificador até que se tornou uma pasta rosada, apetitosa como quando ela era viva. A esse patê acrescentei maionese, cebolinhas raladas, ervas finas e “Sel de Camargue”. Espalhei pelo pão molhado em leite e em lágrimas de cortar cebolas. Decorei com rosas feitas com cascas de tomate, e coloquei na geladeira. Quando servi a torta fria foi o maior sucesso. Ninguém descobriu o segredo da minha receita. Comeram tudo até que não restasse nada. Quando acordei eu estava ensopado.

Make It Mine

Essa música me deixa louco para sair e dançar até não poder mais.


Make It Mine
Jason Mraz

Wake up everyone

How can you sleep at a time like this
Unless the dreamer is the real you

Listen to your voice
The one that tells you to taste past the tip of your tongue

Lip and the neck will appear

I don't wanna wake before

The dream is over

I'm gonna make it mine
Yes I... I know it
I'm gonna make it mine

Yes I'll make it all mine

I keep my life on a heavy rotation

Requesting that it's lifting you up
Up up and away

And over to a table at the graditude cafe

And I am finally there
And all the angels they'll be singing

Ah la la la ah la la la I la la la la love you

Well, I don't wanna break before
The tour is over
I'm gonna make it mine

Yes I... I will own it
I'm gonna make it mine

Yes I'll make it all mine

And timing's everything
and this time there's plenty

I am balancing
Careful and steady
And reveling in energy that everyone's emitting

Well, I don't wanna wait no more
No I wanna celebrate my whole world
I'm gonna make it mine

'cause I'm ... following your joy

I'm gonna make it mine

Because I... I am open

I'm gonna make it mine

That's why... I will show it

I'm gonna make it all mine
Gonna make, gonna make, gonna make,

Gonna make it, make it, make it mine. Oh, mine
Yes I'll make it all mine

O Produto dos Outros

Existem pessoas que são exatamente aquilo que “os outros” esperam delas. São o mais puro “Produto dos Outros”. Atendem a todos os critérios exigidos pelas mais rigorosas e provincianas comunidades locais. Não são nada autênticas, não se parecem com o que gostariam de ser. Preocupam-se até perto do último suspiro com o que os outros vão dizer. Ficam sonhando em silêncio, vendo novelas e folhando revistas. Raramente assistem a bons filmes ou lêem bons livros, pois isso as levaria a pensar e a frustração seria imensa. Acabam por fenecer, ficam invisíveis, imperceptíveis, bem ao gosto “dos outros” que na maioria das vezes são bem infelizes também. Só vão descobrir que os outros não existem quando precisam deles, e eles não aparecem. Muitas vezes é tarde, o tempo não volta.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tinta na cabeça.

Quantas coisas estão passando na minha cabeça ao mesmo tempo. A velocidade é incrível. Muito rápida para meus preguiçosos neurônios. Muitas decisões a serem tomadas brevemente que poderão mudar o curso da minha vida. Oceanos podem vir a me separar definitivamente das pessoas. Nesse estado de confusão mental é melhor não pensar tanto, sentir menos e tentar aproveitar o presente. Para melhorar o ânimo desse Terráqueo será bom passar uns dias em Londres, sonhar com um “White Christmas”, algum musical (se houver nessa época), e rezar para encontrar gente muito louca. Quero gente louca de poste, do melhor estilo diaba louca, coisa ruim ou peste dos infernos. Me cansei de gente quadrada. Em Londres vou mudar meu nome, minha história pessoal, meu visual, vou raspar minha cabeça, tingir o que sobrar de azul, escandalizar, ser um bad bad bad boy. Repensei, vou procurar gente louca, mudar meu nome, minha história, meu visual, ser um bad bad bad boy e tingir meus cabelos com tinta lavável. Nao vou raspar meus cabelos não. Em Paris quero fazer um outro personagem. Ainda não decidi qual.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Deusa absoluta

Esse blogueiro já havia postado algumas das maiores Deusas que aterrissaram nesse planeta. Todavia, eu vinha reservando a minha predileta para alguma ocasião especial. Mesmo sem a ocasião ter acontecido, resolvi postá-la hoje mesmo. Como dizia uma amiga minha, até a celulite da Vera Fischer é bonita, ela não é apenas linda, ela esbanja volúpia.


Protestos em Genebra e problemas na Suíça

Não é apenas o CPERS e o MST que infernizam os governantes. Até mesmo na elegante e pacata Genebra ocorrem incidentes violentos. Não vou entrar no mérito, somente considero inaceitável protestos com violência e destruição de bens públicos ou privados. Nessas situações o Estado tem que mostrar que detém o controle, exercer seu poder de polícia.

Não sei se está sendo divulgado no Brasil, mas há dois meses o filho do Kadafi bateu em uma empregada em Genebra e foi preso e algemado por isso. Em represália, alegando que ele tinha imunidade diplomática, a Líbia suspendeu por uma semana o fornecimento de combustíveis para a Suíça e mantém como reféns dois executivos suíços que entraram lá a trabalho. Como o governo Suíço não pediu as desculpas exigidas pelo Ditador da Líbia imediatamente, demorou para se curvar aos desmandos ditatoriais, os suíços estão presos até hoje. A percepção do povo suíço é de que o governo foi fraco, não defendeu seu povo, e que isso pode acabar em uma ação militar e até mesmo derrubar o presidente porque foi omisso e covarde. Espero que consigam uma solução pacífica. Mas francamente, petróleo não é tudo. Antes de resolverem os problemas das refinarias locais, deveriam ser salvas as pessoas. É o fim da picada um governo democrático como o daqui se curvar aos abusos do ditador líbio. E o conselho de segurança da ONU pelo jeito não fará nada. Não querem mexer no vespeiro.


Canzone per te.

Enquanto me preparo para ir a Geneve, escuto essa música maravilhosa e faço questão de dividir esse momento com vocês.

Delírio

Difícil de acreditar. Eu mesmo não acredito. Temo que me chamem de louco ou mentiroso. Por isso melhor não contar. Pensem apenas a respeito. Jamais vou contar. Não adianta perguntar. Deve ser delírio mesmo. Vou dormir.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Muitos anos se passaram, mas os afetos de verdade permaneceram.

Esse frio, essa ameaça de neve e a deliciosa preguiça que dá estar em um lugar calmo, tranquilo e bucólico, me dá uma saudades de sentar em frente a lareira, em uma poltrona com um pelego branco, comer uma nêga maluca, e assistir a fantástica Mary Tyler Moore com a Bípede e a Darling. Esses foram momentos que o tempo não pôde apagar.

Somewhere deep inside...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Copacabana III

Pesquisei na internet em existem duas hipóteses para o nome Copacabana. Segundo a primeira, a palavra viria da língua quechua e significa lugar luminoso ou praia azul. Aposto nessa hipótese. A segunda hipótese considera Copabana uma palavra originária da língua aimará que significa "vista do lago" (kota kahuana). Quem conhece a praia de Copacabana sabe que não há como cometer tal equivoco. É mar aberto e forte. De acordo com o postado no site da Wikipedia, "na Bolívia, Copacabana é o nome dado a uma cidade situada às margens do Lago Titicaca, fundada sobre um antigo local de culto inca homônimo. Segundo a lenda, Nossa Senhora teria aparecido no local para um jovem pescador, que em sua homenagem esculpiu a imagem da santa que ficou conhecida como Nossa Senhora de Copacabana: a Virgem vestida de dourado pousada sobre uma meia-lua. Por ser patrona das águas, muitos navios espanhóis que saíam dos portos do Peru e Bolívia levavam cópias dessa imagem, e assim foi que uma delas veio parar no litoral carioca, fundando-se a antiga igreja de Nossa Senhora de Copacabana, construída por comerciantes espanhóis, na freguesia que originalmente se chamava Sacopenapã. Logo a paróquia cresceu em importância e o bairro adotou o nome quêchua, abandonando o antigo nome tupi."

Copacabana II

Pobre Lola. Acabou na Help...

"They were young and they had each other
Who could ask for more"



Gosto tanto de Copacana que até mesmo seu nome cantado com sotaque me anima. Em Copa vivi momentos lindos e que mudaram minha vida de uma forma impensada, sob uma lua azul imensa que refletia no mar. É bagunçada, mal frequentada, mas ao mesmo tempo é um dos lugares mais bonitos, requintados e com imenso glamour. É a síntese do Brasil. Nela estão o mais refinado restaurante italiano do Brasil, o melhor restaurante francês do país, o melhor hotel, a melhor loja de discos, e a praia mais linda do mundo. Não adianta a província de São Paulo ter dinheiro e quantidade de tudo. Falo é de qualidade, de bom gosto, da displicência dos bem nascidos. A corte continua no Rio e pelo que parece cada vez melhor. Nela existe também o contraponto feito pelo vendedor de churrasquinho de gato na praia, a prostituta magrinha e morena com o turista loiro, gordo, vermelho e de sandálias com meias pretas, convivendo com elegantes senhoras das melhores famílias. Imagine ver o ano novo da sacada de um hotel enquanto exatamente a meia noite uma orquestra toca a Aquarela do Brasil. Como é bom também ao voltar para casa descer em Copa e caminhar pela Atlântica toda enfeitada com o seu colar de luzes. Talvez o nome indígena seja mágico e atraia essas coisas tantas. Alguém consegue imaginar um nome melhor para um Cabaret do que “Copacabana”? Eu não.

"At the Copa Co!, Copacabana Copacabana
The hottest spot north of Havana here
At the Copa Co!, Copacabana
Music and passion were always the fashion"


P.S.: Antes de ir assistir a Liza fui tomar um delicioso "champagne" no Copa, local em que evidentemente sendo ela uma pessoa de bom gosto estava hospedada.

Meu bem a cada instante que eu fico sem você aumenta a saudade e a vontade lhe ver.



Só espero não levar uma multa...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Praha III - Domingo

No Domingo a Maricota docilmente ligou para o quarto do tio, lembrando-o que já eram 10 horas. Normalmente não tomo café da manhã, mas nesse dia ele foi providencial. Quando saímos do hotel, havia uma fina garoa, mas nada que nos abalasse. Quem se criou habitando e estudando em instalações tão frias quanto as do interior do interior do Brasil acha esse friozinho coisa pequena. Por sugestão do L. que adora uma igreja (impressionante), fomos visitar a igreja de São Nicolau (the niciest segundo nosso guia). A missa que estava acontecendo era em inglês, o que eu achei antropologicamente interessante. Ao sairmos da igreja o tempo estava melhorando e decidimos dar uma olhada no centro, no teatro de Praga que é algo colossal, e dar uma caminhada até um outro castelo que ficava logo ali. Como não conseguíamos avançar sem parar para tirar fotos o tempo foi avançando, a fome foi apertando, e a Maricota que não reclama de nada começou a falar em restaurantes, mas o castelo era logo ali. Fui ficando preocupado pois não havia um taxi na região e tínhamos marcado com o motorista para nos pegar no hotel às 4h30. Quando finalmente conseguimos chegar no antigo Castelo (na verdade uma igreja dentro de uma fortaleza) já eram 3h. Felizmente havia um pequeno restaurante no qual solicitamos um taxi. De volta ao nosso hotel, fomos para um delicioso restaurante italiano com anjos barrocos pendurados no teto. Por coincidência, pegamos o mesmo vôo de Praga para Fankfurt. Nosso avião chegou atrasadíssimo e já estavam fazendo o meu embarque (do outro lado do segundo maior aeroporto da Europa). Não pude nem dizer adeus aos meus queridos e tive que sair correndo no aeroporto. Algo no estilo daquele filme esqueceram de mim. Não fiquei lá por detalhe. Por muita sorte o meu vôo para Genebra também atrasou e pude verificar que eles estavam sãos e salvos em frente ao embarque para o Porto. Foi bom que não tivemos tempo para despedidas demoradas, pois sou muito emotivo e largar duas criaturinhas tão adoráveis doeu no peito do velho tio. Essa foi sem dúvida uma viagem diferente e inesquecível.











Encontrei seres