domingo, 20 de dezembro de 2009

Estória policial. Quero cometer um assassinato, preciso de um cúmplice. Você.

Tenho lido e visto muitas histórias em que implacáveis assassinos matam rapidamente e saem dos locais perfeitamente vestidos e sem qualquer suspeita. Sentam-se à mesa e jantam como se nada tivesse acontecido. Agora mesmo na televisão assisti a um documentário sobre o genial Charles Chaplin que interpretou no final da sua carreira o papel de um assassino de mulheres. Se ele que era um velhinho adorável matou várias, eu que sou um mero terráqueo também posso. Estou me referindo ao assassinato de um personagem, que isso fique bem claro. Primeira dificuldade. A escolha da vítima. Para a escolha do pobre diabo, tentei buscar inspiração nas pessoas que estão ao entorno. Não vejo a menor graça em matar alguém sem qualquer conexão. Ficaria muito fácil. Dentre todos os seres, quem seria o possível candidato? Quem mereceria ser assassinado? Lembrei da Medusa, mas está longe e é muito chata. Sua descrição tiraria o charme do conto. Qual o motivo? Somente a vaidade de cometer o crime perfeito não me serve. Dostoievski já liquidou com o assunto. Verifiquei outra dificuldade. Com que arma? Detesto sujeira e odiaria que alguma gota de sangue viesse a manchar as camisas do assassino. Um revólver nessas paragens também é coisa difícil de encontrar. Se eu estivesse no Rio, era moleza. Qualquer "cem real" consegue uma pistola. Pensei em criar um falso acidente. Empurrar de cima da montanha ou embaixo do trem. Mas como atrair a vítima para esses lugares? E o que fazer com o corpo? Desapareceria ou deixaria para ser encontrado? Diante de tantas dificuldades e do avançado da noite, decidi esperar um pouco mais para escrever minha estória policial. Conto com ajuda dos leitores para me sugerirem as características da vítima, a arma do crime, e se eu tenho ou não que consumir com o corpo. O assassino informo desde já é um simples terráqueo, é brasileiro e mora na Suíça. Dispõe de um orçamento limitado, não é lutador profissional e não tem conexões com a máfia. Aguardo as sugestões.

P.S.: Por favor não me sugiram comprar um metro e meio de corda.

8 comentários:

  1. Terráqueo, para mim, veneno é sempre a melhor, mais filosófica e estética asséptica opção. Adoro a idéia de Cicuta. Quanto ao fim do corpo? Montanhas e Lagos gelados são sempre bons paradeiros. Sugiro alguns livros e filmes como espaço de pesquisa. "A menina do fim da rua", li aos doze anos, não sei o autor. Parece que depois fizeram o filme também. "Consolações da Filosofia" do Alain de Botton, suiço, aliás, "O nome da Rosa" do Eco. Os filmes agora se me fugiram. Essa história de digitar manetamente, some até com a memória, tão lenta..... mas: "O silêncio do lago", "Rios Vermelhos" este último com o Jean Reno... sugestões. Acho sempre que o melhor da festa é prepará-la.
    Boa sorte.
    Marie

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  2. darling só existe uma pessoa no mundo que eu gostaria de exterminar, já te disse várias vezes quem ela é, conto contigo para me tirar do xilindró se um dia eu ficar tão insana e realmente for as vias de fato um beijo

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  3. Terráqueo, você já matou alguns ETs de amor. Só te peço que não mate os bípedes de saudades...

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  4. Marie, sabe que também sou super adepta do veneno servido em uma bela xícara de um chá quentinho. Se eu tivesse de acabar com alguém, certamente, seria assim. Chá servido de samovar! ahahaha!
    Senhor bípede, não se assuste. Você não é um caso de chá nem vai ser, né, querido???

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  5. Marie, adorei as sugestões. Assisti "A menina do fim da rua." quando era adolescenteme. O Nome da Rosa li e vi o filme e acho genial. Os outros romances eu não conheço. Vou comprar os filmes para me inspirar. Interessante a sua sugestão de veneno. Há poucos meses vi um marido ensandecido acusar a mulher de o estar envenenando. Feitos os exames clínicos nada foi encontrado, mas tenho certeza que ele estava certo. Ele havia sido envenenado.

    Bípede, quem morre de saudades sou eu.

    Darling, ela é muito chata, não vale a pena.

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  6. Meu lindo, poderia contribuir com indicações para a lista de possíveis vítimas. Mas quer saber? Essas pessoas não merecem ser mortas por um assassino tão chique...
    Cicuta é bom sim, mas o assassino, teria que atraí-las de alguma forma e, nesse caso, não seriam pessoas com quem gostaríamos de dividir uma xícara de café ou mesmo um banco de metrô. Não, não, melhor não. Beijos

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Você arrasou com esse comentário. Meu personagem se sentiu super chique.

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Encontrei seres