segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Praha II - Sábado



















No sábado pela manhã solicitei ao Hotel um “tour” pela cidade. Nosso tour era bilíngüe (alemão e inglês). Confesso que não sabíamos quando começavam as explicações em alemão ou inglês. O velhinho que era o guia falava 30 palavras em alemão e depois dizia “This the castle” ou “This is the church”. No início cheguei a ficar irritado, depois tinha que me esforçar para não dar risada do sotaque. Isso sem falar que ele disparava e tínhamos que procurá-lo através de um guarda-chuva apontado para cima que ele portava para chamar a atenção dos turistas. Como sou distraído, preferi me concentrar na toquinha tigrada da Maricota. Quando eu me perdia, procurava pela toquinha na multidão e me localizava. É ótimo viajar com jovens, eles nunca se perdem. O L. sempre com um mapinha sabia todos os caminhos para nossa sorte. Para mim todas as ruas na Europa, à exceção das de Lisboa ou da Itália, que são coloridas, bagunçadas e personalizadas como eu gosto, são iguais. Cinzas ou bege, um pouco góticas ou um pouco afrancesadas, e, portanto, acabo me perdendo sempre. Seja como for, às duas da tarde estávamos novamente na praça, e pude tirar a barriga da miséria. Não agüentava mais comida francesa ou alemã. É só o que tem nessa terra (lingüiça, porco e uma carne ruim que eles colocam um molho para enganar a clientela). Não é que bem na praça central, em frente à árvore de Natal havia um restaurante com carne argentina e da Nova Zelândia. E que sobremesas. Depois disso, fomos comprar badulaques. Adoro isso. O saldo foi super positivo, vários magnetos de geladeira, xícaras, bonequinhas para a bípede, um marionete, ornamentos natalinos, um livro de fotos e até um jogo de xadrez. Adoro esses “souvenirs”. Não os acho nem um pouco cafona. Acho que são lúdicos, remetem a momentos bons e compõem muito bem com casas estilo bazar. À noitinha, que começa às 4h30, ainda sobrou tempo para caminharmos a valer e para tirarmos várias fotos da cidade. O programa cultural foi sugerido pelo L. Um concerto no Jazz Dock. Esse bar moderno fica na beira do rio e, enquanto você escuta um jazz de primeira qualidade, é possível ver uma paisagem super interessante do rio e das árvores no entorno. Quando o pianista e o guitarrista começaram a brincar com as dissonâncias fiquei preocupado. Minutos depois percebi que eles estavam era dando uma aula sobre tais acordes. Muito bom.

4 comentários:

  1. E as fotos onde estão?
    Prato típico da republica tcheca é o molho de natas com lombo de porco e chucrute bem azedo. E tarte de maçã, com molho de natas.

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  2. darling fiquei imaginando o guia de vocês e o quanto deve ter sido divertido um grande beijo da tua darling

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  3. Caro da Maia,

    Infelizmente você não estava lá para nos avisar a tempo. Por mais que nos esforcemos somos pessoas muito simples, nascidos no interior do interior do mundo. Conseguir pegar a BR 116 e não voltar já foi um grande passo. Mesmo assim, da próxima vez juro que não erro. Vejo que caímos no conto do turista pois o Goulash preparado em dois restaurantes que fomos era bem diferente um do outro e constava no menu típico de ambos. Falamos muito em você em Praga imaginamos você andando sorrindo. Um grande abraço,
    Terráqueo

    Darling,

    Também penso em você todos os dias da minha vida.

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