domingo, 31 de janeiro de 2010

Bodas de Ouro

Ela estava cansada, o imenso casarão era frio e trabalhoso. Sua única filha mimada e o marido despótico. O tédio era terminal e o arrependimento de ter se casado com ele visível. Embora fosse uma mulher na casa dos 30 anos e tivesse herdado uma quantia considerável, Vossa Excelência não permitia que ela fosse a qualquer lugar sem a sua presença e nem que dispusesse de seu dinheiro. O controle era doentio. Em uma ocasião, após ir ao cinema com a irmã, disse para o cunhado que ela somente entraria novamente naquela casa porque estava em sua companhia. Para superar as dificuldades agarrou-se a igreja. Deus iria lhe dar forças para superar a infelicidade e a monotonia. Não deu. Pelo contrário, as confissões ao padre passaram a lhe causar embaraço. Não sabia como demonstrar sua insatisfação, sem sentir-se envergonhada. Há muito sonhava com outros homens. Não podia mais nem ouvir a voz do marido. Ele também deu um jeito de afastá-la da sua família por inteiro. Brigou com todos, um a um. Para piorar as coisas, um dia, sem que fosse sequer consultada, o marido lhe informou que seu irmão viria morar com eles. Ela não pôde dizer nada. Ele jamais admitiria que uma ordem fosse questionada. Mandava e pronto. Resignada, ela preparou uma dos quartos do casarão para o cunhado. Embora modesto, ele era uma pessoa sensível e educada. Estava apenas precisando de ajuda pois o salário de funcionário público não era muito bom e havia sofrido uma grande decepção amorosa. Pelo menos essa foi a versão oficial contada aos amigos e parentes. Durante o primeiro mês nossa heroína, mesmo em casa, andava com roupas sóbrias e fechadas. Jamais atreveu-se a sair do quarto, sequer para pegar um copo d’água, sem que estivesse completamente vestida. Com o tempo a intimidade foi crescendo e com o cunhado começou uma amizade. Embora ele não tivesse a mesma posição social que o marido, era um homem com muitas qualidades. Seu corpo era bem feito, ele era simpático e mostrava-se sempre solícito a ajudá-la, o oposto do rabugento marido. Passou também a ser praticamente seu motorista, segurança e companheiro em todas as atividades externas, passeios com o cachorro, compras no supermercado, etc. A cumplicidade entre eles foi crescendo e o afeto também. Uma noite, após o jantar, ele se ofereceu para ajudá-la a lavar a louça. Foi quando acidentalmente suas mãos esbarraram pela primeira vez dentro da pia de água morna e cruzaram o olhar por quase um segundo. Desde então ela começara a sonhar com o cunhado. Nos seus sonhos vivia as mais loucas fantasias. Ela o amarrava na velha cama de ferro batido e o devorava por inteiro, tragando cada pedaço do seu corpo com força e violência. Ela o ebofeteava e o dominava. Tinha prazer em mordê-lo e queimá-lo com cera de vela. Gostava inclusive de penetrá-lo com seu dedo. Fazia com que ele sentisse muita dor antes de chegar ao prazer. Outras vezes ela sonhava que ele a possuía sobre a mesa da cozinha ou que por horas a acariciava somente com a língua e com a ponta dos dedos, para muito depois possuí-la. Quando tudo estava acabado ele dizia que a amava. Após seis meses nessa tesão ensandecida, ela estava decidida a tê-lo. Nesse ponto, o destino de nossa personagem poderia ter tomado diversos caminhos. Deixo para vocês apenas dois dentro dos diversos possíveis. No primeiro final, ela seduz o cunhado, e passa a ter com ele encontros furtivos durante a tarde. Depois, como não dava mais para segurar, passaram a se encontrar à noite mesmo. A configuração dessa relação como um casal ficou tão evidente durante os anos que seguiram, que os sobrinhos-netos e conhecidos pensavam que ela era casada com o cunhado. Mesmo após a empregada de longa data ter contado para marido que à noite nossa heroína ia para o quarto do cunhado, ele nada fez. Quando um dia, a filha mimada já adulta finalmente tomou coragem e disse para o pai que isso não poderia continuar, que era imoral, ele respondeu: “Nunca repita isso, sua mãe é muito braba”. Conviveram todos muito felizes nessa relação por cinquenta anos. Adotaram inclusive uma filha, registrada apenas pelo cunhado evidentemente. No velório do cunhado, uma sobrinha indiscreta lhe pergunta: “Titia, ele a amava?” Resposta: “Acho que sim.”. Acho esse final totalmente inverossímel, poderia um ser tão prepotente quanto Vossa Excelência concordar com isso por tantos anos? E um ser tão submisso ter dado essa volta por cima? Que estranho acordo concluíram aquelas três pessoas aparentemente tão felizes? No segundo final, nossa heroína vai para cima do cunhado, passa a assediá-lo. O pobre diabo sua bicas, diz que não poderia trair a confiança do irmão, que ainda estava preso ao antigo relacionamento e que por isso não se entregaria a nenhuma outra mulher. Como ela era determinada, ele foge acuado, evita ficar sozinho com ela em casa, até que muito constrangido lhe confessa que é apaixonado pelo jardineiro. Viveram então os três eternamente infelizes por muitos anos. O jardineiro chutou o cunhado logo depois.

Histórias Surrealistas.

Falta de Sorte

Ela estava para fazer 70 anos e decidiu fazer uma festa na fazenda. Foi um churrasco de arromba, com cerca de duzentos convidados. As autoridades locais e até mesmo o bispo compareceram. Como eram todas pessoas muito educadas, ela ganhou vários presentes que foram sendo depositados em um dos salões da velha casa da estância. Foram vasos de porcelana pintados a mão, baixelas de aço inox, trilhos para mesa feitos do mais delicado crochê, rosas de prata, e até mesmo uma reprodução da Santa Ceia pintada pela irmã Cecília. Ela agradecia gentilmente a cada presente, mas logo depois mencionava sem se dar conta “Eu não tenho sorte pra ganhar presente”.

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O Roubo

De uma hora para outra, sem nenhum motivo aparente, ela havia brigado com a melhor amiga. Ninguém conseguia entender o distanciamento de duas pessoas tão próximas. Para os mais chegados, resolveu dar uma explicação. A amiga havia roubado seu gosto. Como assim perguntaram? Ela roubou meu gosto, repetiu. Logo depois tascou: “Comprei um casaco para meu marido, ela comprou um igual para o seu. Comprei uma pasta executiva para meu marido, ela comprou uma igual. Pintei uma parede da minha casa de vermelha, ela pintou uma parede de verde na sua. Ela roubou meu gosto.”. Para o espanto dos presentes, um dos amigos entendeu o motivo e concordou com ela. Para confortar-lhe disse: “Isso é realmente muito grave, pois como ela roubou seu gosto e você precisa dele para seu trabalho de arquiteta, você ficou em uma péssima situação. Como vai trabalhar se já não tem mais gosto?”. O mais engraçado é que tempos depois as amigas fizeram as pazes e continuam inseparáveis. Só que esse amigo não pode mais vê-las juntas sem ter vontade de rir.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Jeannie

Nos anos 60 ela antecipou a revolução sexual. Em uma época em que era importante casar virgem, ela escolheu um homem bem mais jovem, decidiu que iria mudar para sua casa, acabou com o noivado dele, assumiu o controle da vida do casal, e estava sempre vestida com uma roupa para lá de sensual. Ainda por cima era linda de doer. Com a maior inocência, mas com grande sensualidade, foi logo dizendo que poderia realizar qualquer desejo que ele tivesse e passou a chamá-lo de amo. Antes que ele reclamasse, lhe tascou um beijo, e como ele estava indeciso com relação a ela, invadiu o seu quarto. Quem cresceu nos anos 60 e 70, sabe muito bem de quem estou falando. Jeannie foi um seriado que marcou uma geração inteira. Como as piadas eram sutis e inteligentes, até hoje adoro assistir. Francamente falando, Jeannie, A Feiticeira e Agente 86 batem qualquer um dos seriados atuais. Eram comédias que questionavam os costumes da época, e que por coincidência mostravam três mulheres independentes e no controle da situação. Naquela época, em que os efeitos especiais eram precários, um bom roteiro e a interpretação dos atores eram essenciais. Talvez seja por isso que esses seriados até hoje fazem tanto sucesso.




Fantasminha Legal

Esse frio de rachar me remete a infância na serra gaúcha. Naquela época um dos meus seriados favoritos era o Fantasminha Legal (Funky Phantom).

Memórias

Ela estava deitada. Seu rosto era pálido e doce. Seu olhar transmitia muito amor. Mesmo abatida, ainda era possível enxergar que um dia ela fora linda, jovem, vigorosa e muito amada. O desconforto era grande tanto para ela quanto para as pessoas que a viam nesse estado. Mesmo esquálida, sua barriga era imensa. Ela pegou na minha mão e me disse que somente havia estado assim quando os gêmeos estavam para nascer. Mas que o filho agora era outro. Era um bicho que a devorava por dentro. De repente, começou a cantar um trecho de Memory, e me disse que também havia sido bela e vivido momentos felizes. Que a realidade presente era seu pesadelo.

Tonight

Ao som de Tonight dos geniais Leonard Bernstein e Stephen Sondheim eles se abraçavam e se beijavam nus. Não tinham vergonha de sua cor exageradamente branca, de suas formas fartas ou do excesso de luz. Não eram jovens e também não eram bonitos ou atraentes para os padrões atuais. Não seriam escalados para nenhum filme de amor. Mas davam prazer um ao outro sem qualquer bloqueio ou restrição. Mais do que ação, havia cumplicidade, parceria nesse jogo sexual. Se algo fazia o outro feliz, imediatamente era feito. Enquanto um lia as sugestões na tela e digitava sua resposta em frente a câmera, o outro de joelhos lhe estimulava e obedecia. Era um casal de verdade buscando novas formas de prazer, interagindo sexualmente com o mundo. Definitivamente faziam sexo seguro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Je me sens dingue.




"Dingue, Dingue, Dingue" lyrics:

Je sais qu'on revient pas en arrière
Et que tu ne reviendras pas non plus
Mais si tu changeais d'avis quand-même

J'te jure que tu ne serais pas déçue
J'ferais des efforts vestimentaires

Je rentrerais à l'heure prévue

On passerait les dimanche à la mer

Comme on faisait au tout début
Alors laisse-toi faire
Et laisse-moi faire
Oui laisse-moi faire

Je saurai faire
Dingue, dingue, dingue, dingue
Ça me rend fou, dis-moi où je vais avec toi
Dingue, dingue, dingue

Car je suis raide dingue, dingue de toi
Dingue, dingue, dingue, dingue

Ça me rend fou d'avoir tout gâché avec toi
Dingue, dingue, dingue

Car je suis raide dingue de toi
Je dirai à mes potes la chance que j'ai
Ceux que t'aimes pas je les verrai plus

Tu verras cette fois-ci je changerai

Même si tu m'as jamais vraiment cru
J'ai trop le cœur en bandoulière
Et le corps aux objets perdus
J'préfère encore tout foutre en l'air

Que d'être sûr que c'est foutu
Alors laisse-toi faire
Et laisse-moi faire
Oui laisse-moi faire

Je saurai faire
Dingue, dingue, dingue, dingue

Ça me rend fou, dis-moi où je vais avec toi

Dingue, dingue, dingue

Car je suis raide dingue, dingue de toi
Dingue, dingue, dingue, dingue

Ça me rend fou d'avoir tout gâché avec toi
Dingue, dingue, dingue

Car je suis raide dingue de toi
Et je cours après toi
Même s'il est tard

Et je crie sur les toits

L'envie de te revoir

Il n'est jamais trop tard
Dingue, dingue, dingue, dingue

Ça me rend fou, dis-moi où je vais avec toi

Dingue, dingue, dingue

Car je suis raide dingue, dingue de toi

Dingue, dingue, dingue, dingue
Ça me rend fou d'avoir tout gâché avec toi
Dingue, dingue, dingue

Car je suis raide dingue de toi

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parabéns Rio de Janeiro, parabéns Tom, parabéns Infraero, parabéns TAP.

Eu vejo esse vídeo e choro. Isso não é força de expressão. No quesito beleza e alegria nenhuma cidade chega perto do Rio.

Berlim IV

Fiquei impressionado com o desenvolvimento de Berlim. Em 2006, quando a visitei pela primeira vez, ela era um verdadeiro canteiro de obras e hoje se vê o resultado. A cidade está impecável. Como adoro conversar, bati papo com pessoas de Frankfurt e Munique cujo sucesso profissional e boa condição financeira eram evidentes. Ficaram no entanto constrangidas quando perguntei se o imperador Francisco Jose I havia sido também imperador da Alemanha. Engasgaram, ficaram roxas de vergonha. Não sabiam nada da história do país. Eram idiotas com dinheiro e roupas bonitas. Entendiam de vinhos e sabiam tudo sobre NY. Surpreendentemente, perguntei ao taxista que deveria ter uns 40 e poucos anos, e ele me deu uma aula da história, me explicou sobre o imperador (sim, o Império Austríaco se estendeu sobre aquela região na época chamada de Prússia), me explicou sobre a unificação da Alemanha, a guerra entre a Austria e a Prússia, porquê a Alemanha mudou de nome (segundo ele foi uma sugestão dos americanos pois a palavra Prússia evocava militarismo), comentou os museus, etc... Percebi que ele havia recebido uma educação excelente, e que não era um idiota. Teve apenas o azar de se inserir no mercado capitalista muito tarde. Como ele havia nascido na Berlim Oriental, perguntei se ele achava melhor agora ou antes, se preferia a influência americana ou russa. Ele não titubeou. Falou que se a queda do muro era para deixar os alemães do lado oriental nessa situação, preferia como antes. Falou que embora os dois lados tenham pontos positivos, a Rússia havia feito muito pelos alemães orientais e que eles viviam melhor naquela época. Que na atual Alemanha o único valor é o dinheiro, que nada mais importa, e que os alemães orientais ficaram em uma situação muito mais difícil. Como sou um burguês convicto e de direita, fiquei decepcionado com a resposta, mas pensei nisso durante todo o vôo de volta. Até que o processo de idiotização dos alemães orientais esteja concluído, eles sofrerão muito (roubei essa expressão de um texto publicado no Depósito do Maia).
Depois da temperatura ter caído para -20C no sábado a noite, domingo amanheceu mais quentinho (-15C). Mesmo assim deu para dar uma passeada. Fui ao Checkpoint Charlie e também ao Portão de Brandemburgo. Depois disso, fiz um tour de táxi pela Berlim Oriental, pois estava muito frio para caminhar. Vi bairros muito bonitos que por milagre não foram inteiramente bombardeados. Também tem é claro aqueles edifícios tipo pombal que a gente vê muito em Brasília e São Paulo.
Voltei para a Suíça com vontade de ir de novo. Embora não seja propriamente uma cidade bonita, essa é uma cidade tão interessante quanto Londres, Paris ou Nova Iorque.








Esse grupo estava meditando pela paz mundial. Em alguns cartazes estava escrito para que as pessoas se juntassem a eles.

Berlim III - Nefertiti

Nefertiti (1380-1345 AC) foi a esposa principal do faraó Amen-Hotep IV, mais conhecido como Akhenaton. Seu nome significa “a mais Bela Chegou” e por isso alguns autores acreditam que ela teria origem estrangeira. Muitos séculos antes da turma de Ipanema, Akhenaton instituiu o atonismo (culto ao Sol), sendo essa a primeira experiência monoteísta conhecida. A nova religião pregava o amor ao belo na natureza e na arte e, segundo essa boa gente, Ra (o Sol) seria a manifestação física do Deus único, uma representação de Aton. Como loucura pequena é bobagem, o próprio Akhenaton compôs o grande hino de culto a Aton. Parece que as pessoas não acharam uma beleza, pois poucos anos após houve uma revolta (dizem que deram cabo nele), e acabaram com o "atonismo", tendo voltado o politeísmo ao Egito. Além do hino, Akhenaton ordenou a construção de quatro templos dedicados a Aton junto ao templo de Amon e fundou uma nova capital para o Egito situada entre Tebas e Mênfis, chamada Akhetaton (O Horizonte de Aton).
Quando Amen-Hotep IV decidiu mudar seu nome para Akhenaton, Nefertiti mudou seu nome para Nefernefernuaton (perfeita é a perfeição de Aton). Não se sabe ao certo porque razão ela desapareceu a partir do décimo-quarto ano do seu reinado. Há quem acredite que por volta dos 30 anos ela morreu vitimada por uma praga ou acidente, ou que tenha mudado de nome após a morte de Akhenaton e reinado por mais alguns poucos anos. Em 1912 seu busto foi descoberto em uma escavação realizada por uma expedição alemã, e ela voltou a vida se tornando símbolo de beleza atemporal. O sucessor de Akhenaton foi Tutankamon, seu filho com outra mulher menos importante.



Nefertiti e Akhenaton

Berlim II - Das Neue Museum

Com três câmaras mortuárias Berlim possui uma coleção de artefatos egípcios que datam de 2600 a 2300 AC, que não se encontra em outros museus. Li em algum lugar no museu que aqueles eram os hieróglifos mais antigos encontrados até hoje. Com exceção da Nefertiti é permitido fotografar o museu, desde que sem "flash".







Rei Amenemhat III (1840-1800 AC) - Faraó






Colossal Estátua de Helios
AC 136 -171
Provavelmente de Lycopolis/Assiut, Egito

sábado, 23 de janeiro de 2010

Berlim I

Berlim é tão sensacional que serão necessárias algumas postagens apenas para falar da mais nova sensação da cidade, o Neus Museum Berlin.
Esse museu foi fundado pelo Rei da Prússia Frederick Willian IV para literalmente educar os ignorantes. Assim, ele determinou a construção do segundo maior museu de Alemanha na época, também na Ilha dos Museus (fantástico complexo de museus no mesmo local), o qual foi inaugurado com a seguinte frase na fachada “ARTEM NON ODIT NISI IGNARIUS” que significa “Somente os ignorantes odeiam a arte.”
Esse museu passou desde então a abrigar uma das mais importantes coleções de arte egípcia, arte pré-histórica e da idade antiga. Durante a segunda guerra suas obras foram levadas para abrigos e o museu foi bombardeado, sendo parcialmente destruído. Os aliados após a vitória saquearam seus tesouros, sendo que boa parte foi levada para a Rússia. Em 1958 a Rússia devolveu a coleção de arte egípcia, todavia permanece até hoje com uma parte da coleção de arte clássica. É interessante que no museu existe um placa explicando que havia mais obras, mas que elas permanecem ilegalmente na Rússia. Esquecem eles que pouquíssimos objetos fazem parte da história da Alemanha. Será que eles são os legítimos proprietários de objetos que fazem parte da história de outros países? Os maiores tesouros são esculturas, templos transpostos do Egito, um pedaço da fachada do Partenon, tumbas de reis egípcios e até a famosíssima Nefertite que merecerá um comentário somente sobre ela. Fiquei completamente enfeitiçado por ela. Não apenas a escultura é uma obra de uma beleza eterna, mas os traços da rainha eram perfeitos. Uma mulher de uma beleza atemporal. Voltando ao museu, em 1980 os Alemães começaram sua reconstrução e ele foi finalmente inaugurado em Outubro de 2009. As filas ainda são grandes, mas valeu apena ter agüentado firme sob a temperatura de -9C. Fiquei mais do que feliz.








Semana da Valsa

Encerro a semana da Valsa com a minha predileta. A Valsa dedicada ao imperador Francisco Jose I da Austria.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Porque eu adoro Ballet.

Há muitos anos atrás, minha querida sobrinha dançou essa valsa durante horas para mim e para a "vovó", com um desembaraço que só é possível na infância. Depois disso assisti o Quebra Nozes diversas vezes, mas nada se comparou a graça da pequena bailarina.


Prochain Arrêt "Berlim""




Vou atrás de Nefertiti.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Aprendendo Francês

Minhas professoras estão sofrendo tanto quanto a Phoebe. Vocês precisavam ver a cara da "prof" quando eu disse : Oui, pou pou.

Valsa francesa executada magistralmente por cantora japonesa, nascida no Brasil

Lisa Ono - Descobri essa cantora que já é conhecida em vários lugares no mundo há uns dois anos atrás. Sou seu fã incondicional. Ela é uma brasileira, que mudou de São Paulo para Tóquio ainda menina, e que acabou por popularizar a bossa nova no Japão. Ela também canta em português, inglês, japonês, italiano e espanhol. Espero que o francês dela seja bom, mas isso não interessa, porque as notas musicais estão perfeitas. Tem uma afinação rara. A letra dessa valsa é linda e me toca fundo no coração.



Dernière Valse

Le bal allait bientôt se terminer
Devais-je m'en aller ou bien rester?
L'orchestre allait jouer le tout dernier morceau
Quand je t'ai vu passer près de moi
C'était la dernière valse
Mon coeur n' était plus sans amour
Ensemble cette valse

Nous l'avons dansée pour toujours
On s'est aimé longtemps toujours plus fort

Nos joies, nos peines avaient le même accord
Et puis un jour j'ai vu changer tes yeux

Tu as brisé mon coeur en disant adieu
C'était la dernière valse

Mon coeur restait seul sans amour

Et pourtant cette valse aurait pu durer toujours

Ainsi va la vie, tout est bien fini

Il me reste une valse et mes larmes
C'était la dernière valse

Mon coeur restait seul sans amour

Et pourtant cette valse aurait pu durer toujours

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A vizinha.

Após terminar um namoro com uma bailarina furiosa por causa da vizinha do andar de cima que, apesar de estar quase noiva, com freqüência batia na sua porta com uma pequena garrafa de Champagne, ele havia recomeçado a vida em outro endereço e sem confusão alguma. Vida nova, deixou Ipanema para trás e se instalou no Leblon, em um charmoso apartamento com vista para “o Corcovado o Redentor que lindo” e também para a lateral de um edifício de apartamentos totalmente devassados. Dentro de poucos meses, encontrou em São Paulo o amor da sua vida e achou que seria feliz para sempre. Mas por mais feliz que estivesse e por maior que fosse a sua paixão, as vezes lhe batia uma nostalgia, uma saudade de algo que fora bom no passado e que não era mais possível ter. Algumas feridas ainda não estavam cicatrizadas. Ele adorava ficar na rede da sacada a olhar o Cristo, e começou também a prestar atenção na vizinha do edifício ao lado. Reparou que ela via a novela, que sua sala era bem decorada, que havia uma estante cheia de fotos (pela distancia não conseguia saber de quem eram), e que todos os fins de semana, no domingo, ela montava lindamente a mesa da sala para seus convidados. Passou a sentir uma certa inveja, e a desejar estar lá também. Lembrava-se de que era tão bom quando, ainda na casa materna, deliciava-se com deliciosos cafés da tarde, em que cucas, sonhos recheados com goiabada ou doce de leite, nêgas malucas com cobertura de chocolate, e bolinhos de chuva eram servidos para a numerosa família. Como não se pode ter tudo, tratou logo de dizer para si mesmo que estava muito feliz, e que deixasse de cobiçar a comida alheia. Uma sexta-feira à noite, no meio da madrugada, foi acordado pela sua cara metade que o chamava para a sacada com um “Vem cá, corre...”. Meio sonolento ainda, ele foi até a sacada e olhou para o apartamento da vizinha. À meia luz, ela estava em pé, completamente nua, parada em frente a porta de vidro da sacada. Suas pernas estavam entreabertas, e suas mãos massageavam os próprios seios. Ela contorcia o rosto e mordia os próprios lábios em êxtase. Aos seus pés, encontrava-se ajoelhada uma moça cor de jambo, com coxas largas, uma leve barriga, seios fartos, e com longos cabelos negros puxados para trás, que lhe sugava a vulva com bastante intensidade. Ao constatar que era observada, a vizinha instintivamente deu um grito de susto, botou as mãos sobre o ventre, e correu da sala em direção ao seu quarto. Como o apartamento era lateral e as persianas estavam todas abertas, ele ainda pôde vê-la a cruzar a sala, o primeiro quarto e o segundo em disparada. A moça sem qualquer cerimônia ou constrangimento passou a vestir-se bem lentamente. Quase que como fazendo uma "striptease" ao contrário. Era visível sua satisfação em ser observada. Ela provocava até. Quando estava pronta, fechou uma a uma todas as persianas do apartamento e apagou as luzes. No sábado, ainda que envergonhado por ter sido descoberto em um momento de voyerismo, ele estava curioso para vê-la, saber como ela reagiria. No entanto, mesmo com o calor do Rio de Janeiro, nenhuma janela ou porta da sacada foi aberta. Tudo bem, pensou ele. Deixa ela, tadinha. Que pena que ele havia lhe estragado à noite justamente quando ela estava quase là. Além do mais, lembrou que isso não era da sua conta e que ele sempre achara muito feio espionar os outros. Era da teoria de que pior do que ser traído é pegar alguém propositadamente em flagrante. Para ele, a invasão de privacidade era ainda mais desrespeitosa do que a traição. Ela que vivesse a sua vida e ele que deixasse de ser abelhudo. No domingo, como era de costume, o apartamento foi aberto, a mesa posta com requinte, e pelas quatro da tarde ela estava feliz, rodeada pelos seus filhos e netos, enquanto a empregada, dessa vez com o uniforme, lhes servia um elaborado café da tarde.

João e Maria

Pesquei no google esse trecho de uma entrevista que Chico deu para a rádio Eldorado em 1989, sobre como surgiu a inspiração para fazer a letra dessa valsa composta pelo Sivuca quando ele tinha 17 anos. A maioria das pessoas considera essa música um protesto contra a ditadura, mas ela é tão bonita e se enquadra tão bem nas fantasias e amores infantis, que eu prefiro acreditar que foi uma alusão às emoções da infância. Meu primeiro amor foi poderoso, começou quando eu era um menino e entrou mocidade adentro. Na minha fantasia ela era a rainha que um dia eu iria coroar. Isso não aconteceu e amor infantil virou um amor fraterno. Mas ela ainda é tão linda de se admirar e eu a vejo toda vez que volto aos pampas.

"Cada música tem uma história. Eu tenho uma parceria com o Sivuca que é engraçada. Ele fez a música, que ficou se chamando João e Maria. Ele mandou uma fita com uma música que ele compôs em 1944, por aí. Eu falei: "Mas isso foi quando eu nasci." A música tinha a minha idade. Quando eu fui fazer, a letra me remeteu obrigatoriamente pra um tem a infantil. A letra saiu com cara de música infantil porque, simplesmente, na fitinha ele dizia: "Fiz essa música em 47." Aí pensei: "Mas eu criança..." e me levou pra aquilo. Cada parceria é uma história. Cada parceiro é uma história."


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Semana da Valsa

Gosto tanto de valsas, de compassos de três tempos, do balançar das pessoas que giram contentes, que selecionei várias que serão apresentadas uma a uma nesse blog durante uma semana. Espero que vocês também gostem. Aí vai a primeira, cantada no filme "Before Sunset" que conta a história de um casal que se apaixonou durante uma viagem, e que muitos anos depois se reencontra por um dia em Paris. Esse filme é uma continuação do "Before Sunrise", filmada com os mesmos atores muitos anos depois. É bem água com açúcar, mas é por isso mesmo que eu gosto. Embora não pareça, ele é um filme difícil de fazer, pois basicamente consiste em um diálogo muito bem interpretado pelos dois atores, sem outros personagens ou efeitos especiais. Parabéns pelo diretor que não matou todos de sono.

You were meant for me.

Porque hoje estou tão romântico que até acredito que pode haver alguém feito para mim. Onde estará o amor da minha vida?


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Valsa

Perfeição

Uma melodia maravilhosa, uma letra que diz tudo e mais um pouco, a voz irretocável, um violão, um filme preto e branco e uma filmadora primitiva fizeram esse registro que considero um dos melhores da MPB. Por favor cliquem e assistam. Trata-se de uma obra-prima de Lupicínio Rodrigues com o melhor de Gal.

domingo, 17 de janeiro de 2010

A Rosa

A Rosa é inesquecível.



Que perfeição essa valsa do Pinxinguinha.

Cecília

Nós também tivemos a nossa Sabrina. No Brasil ela se chamava Cecília e ganhou vida através da Regina Duarte que é uma atriz talentosíssima. Ela pagou caro por ser bonita e ganhar o rótulo de namoradinha do Brasil. Sucesso incomoda. Depois, quando finalmente reconheceram seu talento, foi execrada por dizer que estava com medo do Lula. Eu também estava. Se ele tivesse cumprido as promessas da primeira campanha, isso aqui tinha virado a Venezuela. Ela é uma grande atriz, e eu tive a sorte de assisti-la em Honra, montagem na qual contracenou junto com a sua filha Gabriela e deu um show de interpretação.


Carinhoso

Essa é a música mais presente na memória dos brasileiros e talvez na minha. Na minha infância essa era uma das poucas músicas que eu sabia tocar no piano e a minha queridíssima mãe pedia para eu tocar para ela à exaustão. Muitos anos depois, quando morávamos longe e ela já estava de partida, algumas vezes toquei Carinhoso no piano para ela que escutava feliz do outro lado do telefone. Ela sabia como eu era carinhoso e o tanto tanto que eu a queria bem. Para não fazer injustiça, acabei postando a Elis e a Marisa juntas pois a minha indefinição sobre a melhor versão estava me impedindo de brindá-los com essa obra-prima. Talvez, não seja bem isso. Talvez muita coisa ainda esteja doendo.

Novas apresentações e sintomas de saudade.

Acabei de descobrir a Mônica Salmaso graças à minha amiga Marie. Ela é muito boa. Vale a pena conferir.


Essa outra música foi recomendada pela minha querida Margot. A letra cabe muito bem no meu momento de vida, pois estou com sintomas de saudade dos meus amigos, do Rio e do Brasil, e talvez até de quem não merece. Também espelha meu carinho pela Margot que eu adoro cada vez mais.

Me dê a mão vamos sair para ver o Sol.

Vou fingir que é de manhã, que estou em um lugar lindo, verde, amplo, ensolarado, muito bem acompanhado, e que estou a ouvir as duas maiores cantoras que o Brasil já teve. Fico pensando, o que seria de mim se não fossem as músicas do Tom, a Gal, a Elis e a Betânia para me acompanharem nos momentos bons e tristes? Até mesmo quando cantam alguma música de fossa, fazem de uma forma tão linda que eu me distraio pensando no domínio da voz sobre cada nota, na harmonia perfeita, nas dissonâncias propositais, no talento absoluto dessas intérpretes, esquecidas e desprestigiadas até mesmo pela minha geração dos anos 60. Elas são arrasadoras. Agora o que vale no Brasil é a bunda music. É só isso que se vê e se escuta. Quando não é isso, são animadoras de festas pulando e gritando "axés" e "vamos lá minha genteee". Pena. Tirando algumas exceções como a Marisa Monte, a Adriana Calcanhoto, a Maria Rita, a Roberta Sá e o Caetano não vejo nada realmente talentoso. Por favor descubram mais Toms, Ritas, Caetanos, Chicos, Cazuzas, Cartolas, Noéis e Pixinguinhas. O que houve com o talento?

A Diaba Veste Zara

Vi essa maravilha no blog "A Diaba veste Zara" e não aguentei. Tive que dividir com vocês.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Whatever Works

Doido, louco varrido, ele estragou a minha noite. Não vou mais conseguir dormir de excitação porque adorei e de raiva porque eu queria ter escrito algo assim. “Whatever Works” é o filme mais inteligente e bom astral que eu vi nos últimos anos. Como dizia uma filha de índia com um taipeiro alemão no sul do Brasil que durou quase cem anos e era uma grande sábia, o filme “diz aquilo que é”. É pura verdade e mostra que qualquer amor que você possa ter ou receber, qualquer felicidade, ainda que temporária vale a pena, seja o que for funciona. Nunca desista de viver, “whatever works”. Woody Allen pode ver o todo, the “whole picture”, e isso faz dele um gênio. Que inveja que ele me dá. Para completar “Desafinado” faz parte da trilha sonora. Surpreendentemente, parece que a crítica não elogiou muito. Whatever.

Qual a utilidade dos juízes?

O comentário do Maia sobre a minha penúltima postagem me inspirou a escrever sobre esse assunto. Venho já há algum tempo me perguntando sobre a utilidade dos juízes. Para que eles servem mesmo? Em que tipo de assuntos deveriam dar o seu pitaco? No direito internacional ou em questões de grande monta ou de complexidade pouco atuam, e quando atuam demoram muito. No frigir dos ovos, e eu acho isso ótimo, na maioria das vezes os juízes nesses tipos de conflitos acabam servindo apenas para homologar decisões arbitrais proferidas por profissionais que raramente são advogados, pois em uma arbitragem são selecionados para decidir profissionais que realmente conheçam a matéria. Em uma questão que envolva engenharia provavelmente um dos árbitros será um engenheiro altamente qualificado. Observo também que dentro do Brasil, quando as partes querem celeridade para resolver disputas referentes a contratos realmente grandes, é na arbitragem que se socorrem, pois se forem esperar pelo judiciário as empresas amargarão grandes prejuízos até que a lide seja resolvida. Quem pode esperar 10 anos até que o judiciário decida se a empresa contratada para determinada empreitada tem obrigação ou não de construir determinada obra? Como ficarão os compromissos assumidos pela parte contratante perante os governos para a obtenção de uma concessão enquanto não for resolvido o impasse? Antes de uma sentença final com trânsito em julgado a empresa estará falida ou terá amargado um prejuízo de centenas de milhões. E o que é pior, as decisões são muitas vezes completamente descabidas ou presas a formalidades. Ao invés de examinarem o mérito, os juízes brasileiros buscam de todas as formas um defeito processual para extinguir o processo. Isso é justiça? Assim, para esses tipos de causas os juízes não são realmente úteis.
Na Inglaterra raramente alguém vai a corte, pois o “Barrister” mais barato começa em 800 Libras a hora. As partes acabam se socorrendo da arbitragem. Há muitos anos atrás, quando eu fazia contencioso no Brasil, participei de algumas ações mais complexas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. Era impressionante a dificuldade dos juízes de entenderem uma matéria que saísse do arroz com feijão. Lembro de uma ação que envolvia a distribuição de gás, e a juíza desconhecia totalmente o regramento a respeito. Felizmente, após dizer muita bobagem e levar um delicado “passafora” de minha parte, ela caiu na real e me perguntou na própria audiência qual era a legislação aplicável e onde deveria verificar a regulação do setor. Acho que o Brasil deveria repensar rapidamente sobre a necessidade de manter um judiciário tão grande e comprovadamente ineficiente e despreparado para uma série de questões que lhe são submetidas. Os juízes são eficientes e realmente úteis apenas para pequenas causas ou para assuntos específicos como direito de família, administrativo, criminal e do trabalho por exemplo. Mesmo assim, demoram muito e nem sempre atuam no melhor interesse das partes envolvidas. Veja-se quanto tempo para resolver o caso do menino Sean Goldman. E o que é pior, ficou um empurra empurra processual danado, super traumático para o menino, para finalmente retirá-lo do padrasto e devolvê-lo ao pai. Como os juízes brasileiros, também não entrarei no mérito se era melhor para o menino ficar com o pai ou com padrasto. Existem vários tipos de pais e de padastros, embora minha experiência com uma madrasta (e eu já era adulto) tenha sido péssima. Também acho sempre muito complicado um juiz julgar um contrato de construção de uma grande planta, usina, ou que envolva o transporte internacional, ainda que os problemas ocorram em águas territoriais brasileiras, por exemplo. O mundo mudou e até mesmo no Brasil as empresas cada vez mais utilizam "standards" internacionais que para a compreensão dos juízes brasileiros haveria a necessidade de muito estudo até mesmo fora do Brasil. Infelizmente o judiciário brasileiro não tem condições de custeá-los e as universidades brasileiras, salvo algumas honrosas exceções, ainda desconhecem tais matérias. Os nossos juízes, pobrezinhos, somente sabem falar de Carnelutti ou Chiovenda. E se acham cultos e preparados. Piadão. Aliás quando conseguem um curso no exterior é sempre sobre processo, pois essa é a saída mais fácil para acabar com um caso sem julgamento de mérito e esvaziar o judiciário de trabalho. Acabam fazendo da vida dos advogados um verdadeiro inferno. Isso é realmente útil? Nosso sistema judiciário é preso ao processo e a formalidade, enquanto no Direito Inglês por exemplo busca-se o mérito. Os prazos e procedimentos são acordados pelas partes. O que se busca é uma decisão de mérito, e não uma saída processual que diversas vezes acaba por ser inútil para ambas as partes. Na Inglaterra, um “Barrister” (advogados que são nomeados pela corte para representar as partes) atua em um ou dois processos ao mesmo tempo e por isso conhecem cada detalhe do caso em exame. As empresas procuram os “Solicitors” (Escritórios) que dão o ponta-pé inicial. Mas perante as Cortes são os “Barristers” nomeados pelos juízes que atuam. Quando a parte recebe a fatura do escritório está lá o quanto foi pago para o “Barrister”. Isso gera eficiência, julgamento de mérito, e reduz a indústria de processar alguém por qualquer coisa. Como os “Barristers” são nomeados pelos juízes, eles também não permitem que a parte fique litigando de má-fé buscando ganhar tempo, algo que comumente acontece no sistema brasileiro. Assim, peço desculpas a todos por essa postagem que começou perguntando sobre a utilidade dos juízes para abordar outro aspecto comparativo e que provavelmente nem as pessoas da própria área achem interessante. Mas afinal para que servem os juízes mesmo? No que eles realmente são úteis? Sobre o que eu estava escrevendo mesmo?

Amor verdadeiro

Porque eu acredito em true love.

Quém, quém...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sexo e Dinheiro

Há pouco tempo atrás, em uma noite fria com neve escrevi meu primeiro conto erótico o qual foi publicado nesse blog. Mas agora, com toda essa neve derretendo lá fora e espalhando lama pelas calçadas, falta-me criatividade para escrever sobre qualquer coisa. Como gosto de ter sempre uma postagem nova, e para chamar atenção, resolvi apelar para os dois temas mais delicados de se conversar na intimidade e que mais interessam em geral (sexo e dinheiro). Lembrei que ainda nessa semana li em um jornal Suíço que os homens pensam em sexo a cada 10 minutos. Me dei conta então que inspiração não deveria me faltar. Bastaria utilizar, como ponto de partida, minha última fantasia ou pensamento erótico, mas nada publicável brotou. Pensei também em algumas memórias ou histórias de amigos que pudessem ser usadas. Todas elas muito batidas. Não eram novas ou surpreendentes. Resolvi então procurar material mais profundo. Buscar nas minhas taras mais secretas alguma inspiração. Mas veio a censura e fez com que eu ficasse com vergonha de usá-las, ainda que camufladas em ficção. Preciso de mais psicanálise para isso. E olha que algumas eu já realizei, gostei e repeti. Parti então para a pesquisa. Fui para a Internet, para os sites que falam sobre sexo e relacionamento. Interessantes, algumas coisas valem uma postagem séria, sem gozação, pois abordam aspectos culturais, jurídicos e científicos. Mas eram muito chatos. O Papa criticando os casamentos gays, com todas as denúncias de pedofilia e homossexualismo dentro das escolas e igrejas católicas, até que seria um bom tema. Ainda escreverei sobre isso. Mas imagine se eu resolvesse escrever sobre os problemas da impotência ou frigidez. Isso afastaria para sempre os meus leitores. Rapidamente, mudei para os sites de sacanagem que são bem mais divertidos (quem quiser os endereços, me mande o e-mail que eu envio). Cheguei a anotar algumas coisas bem engraçadas mencionadas pelas pessoas que espiam os casais ou pessoas solitárias fazendo o que lhes vier na cabeça em frente a câmera. Além das frases óbvias (como os internautas são dos mais diversos e remotos cantos do planeta é interessante tentar descobrir o significado das mesmas nas mais diversas línguas), há uma grande profusão de sons escritos ao lado das telinhas que mostram as pessoas na rede. Anotei algumas mensagens que devem ter sido agradáveis para quem recebeu (wow, mmm, jjjj, aaaa, zz, wowow, yee) e outras totalmente desnecessárias e cruéis (fat, small, sad....). Imagine ser filmado nú enquanto lê que é “gorda” ou enquanto é apresentado a realidade de que você é um “tadinho”, que tem algo “tão pequeno, triste”. Isso acaba com o momento de glória de qualquer exibicionista e corta com qualquer tesão. Sem dizer que se as pessoas pudessem escolher seus corpos seriam todos lindos. Vi então que eu deveria deixar esse assunto de lado, ou escrever sobre isso com tempo. Uma coisa que vale uma reflexão é a diferença de postura das lésbicas, das mulheres, dos homens e dos casais nos sites de relacionamento e de sexo. Tinha uma italiana no site das lésbicas que se desmanchava em sorrisos quando lhe escreviam (chel bel sorriso, adoro la tua boca). Você só via seu bonito rosto. Já os sites de casais ou de homens, são uma baixaria só. Os homens avacalham mesmo, vão logo falando bandalheiras e se exibindo. Constatei também que as mulheres heterossexuais escancaram a genitália e são bem mais desinibidas que as lésbicas.

Pensei, então, em escrever sobre dinheiro ou economia. Sobre as perspectivas da recuperação do mercado norte-americano ou dos setores que podem ser lucrativos na bolsa, dois assuntos para lá de batidos e com farto material em revistas e na internet. Mas não era bem isso que eu queria. Dei uma espiada na Inteliggent Life (Life, Culture, Style da The Economist), na própria The Economist e na Bilan (revista sobre economia publicada na Suíça), mas mais uma vez não encontrei nada inspirador. Não sei se é vendia no Brasil, mas a Inteliggent Life é sensacional, e nesse fim de semana tenho certeza que me dará várias idéias. Voltando ao assunto, quando eu já havia decidido não escrever mais nada, olhei para o lado, e bem na capa do Le Nouvel Observateur dessa semana estava escrito “ Êtes-vous payés à votre juste valeur? Métier par métier . Quels sont les plus utiles .Comment ils sont rémunerés .Le jugement des Français." Esse é um assunto realmente interessante e muitas vezes delicado. Especialmente se você está reivindicando um aumento. Será que sabemos o nosso valor? Cobramos mais do que valemos? Ou, ao contrário, nossa baixa auto-estima faz com que sejamos explorados, mesmo diante de um mercado favorável? Interessante que a matéria analisa as profissões sob três óticas que acabam não tendo relação direta: prestígio, utilidade e salário real. Os pesquisadores, enfermeiros, professores e engenheiros gozam de maior prestígio e são considerados mais úteis que os advogados, por exemplo. Porém seus salários são em média bem inferiores. Já os magistrados tem prestígio e salários altos, mas são considerados de baixa utilidade. Tenho a mesma impressão dos juízes brasileiros. Os médicos sempre por cima da carne seca também na França gozam de mais prestígio, de salários mais altos e são considerados mais úteis. Os deputados foram considerados os profissionais menos úteis. Pelo jeito os deputados franceses são iguais aos brasileiros.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Alegria contagia.

A mensagem abaixo foi repassada pela minha Terraqueana do coração. Achei fantástica e foi o ponto bonito do meu dia. Me contagiou com a alegria. Bati com o pé enquanto assistia o vídeo. Essa é uma idéia excelente, imagine isso acontecendo na Central do Brasil. Que efeito positivo traria para as pessoas.

"Este video foi feito na Estação Central (de trem) de Antuérpia,
Bélgica, no dia 23 de março de 2009... sem qualquer aviso aos
passageiros que circulavam pela estação.

Às 08:00, uma gravação de Julie Andrews cantando 'Do, Re, Mi' começou a tocar no sistema público de som. À medida em que, deliciando-se, os passageiros olham perplexos, uns 200 dançarinos começam a aparecer da multidão e das entradas da estação.
Eles criaram esta beleza com somente dois ensaios! - Aproveitem!"

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Paixão por uma cidade

Quando em 1999 mudei para o Rio de Janeiro vivi um momento mágico. Por quase um ano sequer instalei a TV. Quando chegava em casa imediatamente colocava uma bermuda e um tênnis e ía correr de Ipanema ao Leblon. Depois caminhava até o arpoador e sentava para tomar uma água de côco e olhar o reflexo das luzes sobre o mar. Como a minha paixão pela cidade foi aumentando, comprei vários CDs do Tom, do Caetano, do Gil, da Gal e da Betânia, em que as musicas sobre o Rio eram tocadas o tempo todo. Um dia acordei no escuro e achei que tudo havia sido um sonho. Que eu ainda morava na cidade de origem, que eu gosto até hoje, não me entendam mal. Mas quando acendi a luz e vi que estava no Rio, quanta felicidade. O tempo passa, estou longe, em um lugar agradável, admito, mas a minha saudade é imensa. Depois que perdi o convívio diário com a nave mãe e com as minhas pequenas terráqueas, os momentos mais lindos foram passados por lá. Alguns terminaram de forma doce, outros nem entanto, mas o meu amor pela cidade somente cresce. Morro de saudades não só das pessoas. Acho que o Rio é uma cidade que tem alma. Ela te faz companhia. Ai como eu queria em um dia de sol, com o mar azul, andar pela praia até o Leblon. Isso pode parecer bobagem, mas quem viveu isso no Rio não se acostuma com menos não.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mais Londres

Um amigo faz sempre muita diferença, mas esse não é o ponto dessa postagem. Nessa minha última viagem tive o apoio de um amigo super descolado, que embora seja brasileiro, conhece como poucos, não só a Londres jurídica mas também a Londres do “beautiful people”. Eu sei que a expressão é péssima, totalmente incorreta politicamente, mas eu gosto é de gente bonita, cidade bonita, histórias bonitas, quadros bonitos. Não gosto de nada feio, triste ou cinza. Sou um esteta. Um dos lugares que me levou foi um simpático restaurante italiano em Chelsea chamado La Famiglia. A comida é ótima e é freqüentado pelos moradores do bairro em um ambiente que lembra o do Carlota de São Paulo. Uma coisa bem Terráqueo. Depois fomos para um lugar em Notting Hill que, embora com uma decoração inglesa clássica muito elegante, tem uma atmosfera que lembra muito a do meu queridíssimo Londra no Rio. Chama-se BBB – Beach Blanket Babylon. No porão de tijolos e pedra fica um restaurante requintado e em cima um bar central rodeado de pessoas na faixa dos 30 para cima, que conversam entre si de uma forma descontraída e acabam meio que dançando. Parece o Rio. Quando cheguei, morri de inveja do DJ que tem o cabelo azul bem no tom do que eu queria ter. Como se não bastasse, eles fazem uns “mojitos” que somente se diferenciam das nossas caipiroscas em razão da hortelã. No final (a balada acaba cedo em Notting Hill) ainda tocou muito Michael Jackson, que mesmo quando era brega eu adorava. Muito bom também o tour "London by Night" recebendo as informações sobre os lugares. Só senti não ter ido para o autódromo ver a até quanto agüenta aquele fantástico carro esporte. Aquilo não é comum nem na Suíça. Agora, como nada é perfeito, estou na terra do “désolé” e já estou bem desolado, mas prestes para dar um grande, um big “désolé”. Aguardem os próximos capítulos. Haverá uma mudança de direção considerável.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Who loves you?

Ja na faixa dos 80, o Frank Valli continua cantando muito.



Who loves you pretty baby?...
Who's gonna help you through the night?

Who loves you pretty mama?...
Who's always there to make it right?

Who loves you pretty baby?...
Who's gonna help you through the night?

Who loves you pretty mama?...
Who's always there to make it right?

Who loves you?...
Who loves you pretty baby?
Who's gonna love you mama? (who loves you)

Who loves you pretty baby?

(ah ah ahhh) When tears are in your eyes,
And you can't find the way.
(ah ah ahhh)

It's hard to make believe
You're happy when you're gray.

(aaahhhhh) Baby when you're feelin' like (baby... baby)
You'll never see the mornin' light.
(Do do do do do)

Come to me...
Baby you'll see.

Who loves you pretty baby?...
Who's gonna help you through the night?

Who loves you pretty mama?...
Who's always there to make it?

Who loves you?...
Who loves you pretty baby?
Who's gonna love you mama? (who loves you)

Who loves you pretty baby?

(ah ah ahhh) And when you think
The whole wide world has passed you by.
(ah ah ahhh)

You keep on tryin'
But you really don't know why.

(aaahhhhh) Baby when you need a smile (baby...baby)
To help the shadows drift away.
(Do do do do do)

Come to me...
Baby, you'll see.

Who loves you pretty baby?...
Who's gonna help you through the night?

Who loves you pretty mama?...
Who's always there to make it?

Who loves you?...
Who's gonna love you, love you?
Who's gonna love you?

Who loves you?...
Who's gonna love you, love you?
Who's gonna love you?

(Instrumental break)

Ba-by...
Ba-by...
Do do do do do

Come to me...
Baby, you'll see.

Who loves you pretty baby?...
Who's gonna help you through the night?

Who loves you pretty mama?...
Who's always there to make it?

Who loves you,
Who's gonna love you, love you?
Who's gonna love you?

Who loves you?...
Who's gonna love you, love you?
Who's gonna love you?

Who loves you pretty baby,
Who's gonna love you, love you?... (fade out)

London Again

Amo essa cidade. Ela vale qualquer sacrifício. Valeu a longa viagem, ter aguentado um atraso de 4 horas na saída do vôo de Genebra, ter ficado mais uma hora esperando dentro do avião em Londres, ter perdido o Heatrow Express, perder o horário do metrô, não ter encontrado nenhum taxi, e ter acabado em um ônibus gelado até Trafalgar Square para finalmente chegar no hotel às 2h da manhã. De Lausanne ao hotel em Londres foram 13 horas. Jersey Boys é um músical lindo, que relata uma história real. Começa com essa música December, 1963 (Oh What a Night) gravada nos anos 60 pelos Four Seasons, cantada em francês, que é atualmente um grande sucesso na França, e depois volta no tempo para contar a história de Frankie Valli e do Four Seasons (conjunto em que ele começou).



Ela estourou com tanta força há alguns anos que foi gravada inclusive pelo Les Enfoirés, já postado nesse blog com Le Temp qui Court. Todos os anos os artistas mais famosos da frança se unem para fazer um grande show e gravar um CD cuja renda é dirigida à assistência social. Eles gravam então o CD Les Enfoirés.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Sempre Libera

Do aeroporto de Genebra deixo para vocês com muito carinho duas das minhas árias preferidas, cantadas pela Diva Maria Callas.




Italiano

O mio babbino caro
Mi piace, è bello, bello
Vo' andare in Porta Rossa
a comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
e se l'amassi indarno,
andrei sul Ponte Vecchio,
ma per buttarmi in Arno!
Mi struggo e mi tormento!
O Dio, vorrei morir!
Babbo, pietà, pietà!
Babbo, pietà, pietà!


Tradução para o inglês.

Oh my dear papa
I like him, he is handsome, handsome
I want to go to Porta Rossa
to buy the ring!
Yes, yes, I want to go there!
And if my love were in vain,
I would go to the Ponte Vecchio
and throw myself in the Arno!
I am being consumed and tormented!
Oh God, I'd like to die!
Papa, have pity, have pity!
Papa, have pity, have pity!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Prochain Arrêt "Londres II"

Gostei tanto de Londres que vou de novo amanhã. Até 5 minutos atrás eu estava em dúvida entre Londres e Berlim, mas olhei a meteorologia e a previsão de sensação térmica de - 9 C em Berlim me fez decidir rapidamente por Londres. Advinhem o que eu vou ver.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Où je vais?

Esse é o grande sucesso em Paris. Toca sem parar por aqui também, e eu adoro.

Ao
Chanter,
chanter pour se dessiner un monde
C'est pas si loin le temps
ou je m'en allais,
Errer, pour sentir les mélodies
qui m'inondais d'espoir,
Je chantais pour oublier
tapis dans l'ombre,
Tu me regardes dans les yeux
me prends par la main,
et me souris enfin,
D'un geste tu m'apaises
et me réchauffe un peu
Je suis bien,
mais est-ce vraiment ce que je veux ?

REFRAIN:
Mais qu'est-ce que j'ai fais ?
Ou Je vais ?
Ce poème , est un Adieu à ce que j'étais.
Pourquoi moi ? Je ne sais pas
Quel est ce monde ou Tu m'emmènes ?
Et je revois,
le cours de ma vie
Je crains que rien ne sois plus pareil,
mais je ne regrettes rien !
Non, je ne regrettes rien ...

Pleurer,
pleurer, mes amis
mes illusions,
Purifier derriére les murs d'une prison,
Dorer, mais garder l'envie,
Vivre ma passion
qui sépare un écran de télévision,
Sortis de l'ombre,
Je te regardes dans les yeux,
Et je te sens si fragile
dans ton châteaux d'argile,
D'un geste tu me nargues,
Et disparait un peu ainsi soit-il ...
Car c'est vraiment ce que je veux !

Mais qu'est-ce que j'ai fais ?
Ou Je vais ?
Ce poème , est un Adieu à ce que j'étais.
Pourquoi moi ? Je ne sais pas
Quel est ce monde ou Tu m'emmènes ?
Et je revois,
le cours de ma vie
Je crains que rien ne sois plus pareil,
mais je ne regrettes rien !
Oooh
Qu'est-ce qu'il m'arrive ?
Je dérives,
et ce poème, est un Adieu à ce que j'étais.
Pourquoi moi ? Je ne sais pas
Tout ces délires, ou tu m'emmènes !
Et je revois,
le cours de ma vie
Je crains que rien ne sois plus pareil,
mais je ne regrette rien !

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Quando sair de casa de manhã é uma fria, ou melhor, uma gelada.

Agora virou rotina. Além de tomar banho e fazer a barba, todos os dias tenho que perder uns 15 minutos raspando a neve e o gelo sobre o meu possante carro. A neve sai fácil, mas o gelo é bem trabalhoso. Para ganhar tempo, não me atrasar para as aulas de francês, e ver se fico parecido com o Père Noel, decidi deixar a barba crescer por uma semana. Na semana que vem mostro o resultado.
Possante.

Minha rua.

Vista do trabalho (os pomares de maçã me perseguem). Fugi da roça, mas sempre tem algo para me lembrar as origens.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Paris é uma festa VI

J’ai beaucoup aimé la gastronomie parisienne. Samedi, par hasard, je suis allé dans un petit bistrot au Marais et j’ai mangé un delicieux plat de fruits de mer avec des praires, des clams, des bulots, des huîtres et des crevettes. Comme déssert une dame blanche. Et pour accompagné mon repas un petit vin blanc. Dimanche, sur la recommandation de mon ami Paulo Amaral, je suis allé au restaurant "Benoit", le bistrot d’Alain Ducasse. Chez Benoit ce n’est pas cher (34,00 euros pour le menu dégustation) et le repas est extraordinaire.Il faut réserver.





Terrine de foies de volaille.


Tranche de boudin noir rissolée aux deux pommes.


Savarin au rhum, crème fouettée.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Paris é uma festa V

Sou um ser super adaptável. Facilmente gosto dos lugares por onde ando, sejam desenvolvidos ou não. Mas paixão mesmo, são apenas por duas cidades. A minha, que é o Rio da vida sempre bela, e Paris que me alucina. As outras cidades que me perdoem, mas beleza é fundamental.






Encontrei seres