sábado, 23 de janeiro de 2010

Berlim I

Berlim é tão sensacional que serão necessárias algumas postagens apenas para falar da mais nova sensação da cidade, o Neus Museum Berlin.
Esse museu foi fundado pelo Rei da Prússia Frederick Willian IV para literalmente educar os ignorantes. Assim, ele determinou a construção do segundo maior museu de Alemanha na época, também na Ilha dos Museus (fantástico complexo de museus no mesmo local), o qual foi inaugurado com a seguinte frase na fachada “ARTEM NON ODIT NISI IGNARIUS” que significa “Somente os ignorantes odeiam a arte.”
Esse museu passou desde então a abrigar uma das mais importantes coleções de arte egípcia, arte pré-histórica e da idade antiga. Durante a segunda guerra suas obras foram levadas para abrigos e o museu foi bombardeado, sendo parcialmente destruído. Os aliados após a vitória saquearam seus tesouros, sendo que boa parte foi levada para a Rússia. Em 1958 a Rússia devolveu a coleção de arte egípcia, todavia permanece até hoje com uma parte da coleção de arte clássica. É interessante que no museu existe um placa explicando que havia mais obras, mas que elas permanecem ilegalmente na Rússia. Esquecem eles que pouquíssimos objetos fazem parte da história da Alemanha. Será que eles são os legítimos proprietários de objetos que fazem parte da história de outros países? Os maiores tesouros são esculturas, templos transpostos do Egito, um pedaço da fachada do Partenon, tumbas de reis egípcios e até a famosíssima Nefertite que merecerá um comentário somente sobre ela. Fiquei completamente enfeitiçado por ela. Não apenas a escultura é uma obra de uma beleza eterna, mas os traços da rainha eram perfeitos. Uma mulher de uma beleza atemporal. Voltando ao museu, em 1980 os Alemães começaram sua reconstrução e ele foi finalmente inaugurado em Outubro de 2009. As filas ainda são grandes, mas valeu apena ter agüentado firme sob a temperatura de -9C. Fiquei mais do que feliz.








4 comentários:

  1. Que saudades tenho de Berlim. Morei 5 meses em 1985 e nunca mais voltei. Morava perto do Castelo de Charlotemburg, Eu era vizinho da Nefertiti, que estava (está?) no Museu Egípcio naquela região. Tinha de levantar cedo para tomar o U bahn que me levava até a Kudam, onde ficava o Goethe Institut. Na Kantstrasse tinha o Abraxas que tocava boa música. Gostava de frequentar Kreuzberg e Neukoln. De vez em quando atravessava o muro no Checkpoint Charlie e perambulava pela cinzenta Ost Berlin. E os suburbios de Berlin são lindos, é uma cidade cheia de parques, lagos e gente interessante. Aproveita que vale a pena.

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  2. Maia, creio que essa cidade ainda faz a tua cabeça. Não é propriamente uma cidade bonita, mas é interessante, clássica e arrojada ao mesmo tempo. Posso te imaginar caminhando por Berlim (mesmo com a temperatura de -20C.) com aquele sorriso de aprovação. Embora não seja mais a Berlim dos Cabarets dos anos 30, com a Marlene Districh cantando Lili Marlene, tem festas louquíssimas em que tribos completamente diferentes convivem bem. Há também um pouco de preconceito contra os Mauricinhos. Em uma festa literalmente "underground" fui barrado porque não estava adequadamente vestido. Ao invés de minhas confortáveis botas italianas, deveria estar usando um tennis, e meus Jeans Osklen não foram considerados esporte. Deveria ser uma calça esporte, do tipo agasalho para ginástica. Como eu era minoria no país dos outros, respondi OK e virei as costas. Désolé para mim.

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  3. Pois é. É mesmo a cidade dos contrastes, e confrontos. Meio do tipo ame ou odeie. A namorada do meu filho, que mora e estuda lá, faz parte do segundo time. Acho que ela tem motivos, que são meio ancestrais ( ela é polonesa). Eu, o pouco que estive lá, gostei imensamente. Quanto ao complexo de museus, de que falas, mesmo com as pernas moidas pela maratona, teria ido visitar. Mas fui voto vencido. Vou ter que voltar.
    Tuas fotos, como sempre, estão maravilhosas. Eu peguei Berlim super colorida pelos tons do outono.
    Beijo krido.

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  4. Eu estou em "love" por Berlim. Tem muita coisa ainda que eu quero visitar. Sem dizer que a Filarmônica terá uma série de concertos e operas que eu amaria ver. Obrigado pelo elogio para as fotos.

    Beijo,

    Terráqueo

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