segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Berlim III - Nefertiti

Nefertiti (1380-1345 AC) foi a esposa principal do faraó Amen-Hotep IV, mais conhecido como Akhenaton. Seu nome significa “a mais Bela Chegou” e por isso alguns autores acreditam que ela teria origem estrangeira. Muitos séculos antes da turma de Ipanema, Akhenaton instituiu o atonismo (culto ao Sol), sendo essa a primeira experiência monoteísta conhecida. A nova religião pregava o amor ao belo na natureza e na arte e, segundo essa boa gente, Ra (o Sol) seria a manifestação física do Deus único, uma representação de Aton. Como loucura pequena é bobagem, o próprio Akhenaton compôs o grande hino de culto a Aton. Parece que as pessoas não acharam uma beleza, pois poucos anos após houve uma revolta (dizem que deram cabo nele), e acabaram com o "atonismo", tendo voltado o politeísmo ao Egito. Além do hino, Akhenaton ordenou a construção de quatro templos dedicados a Aton junto ao templo de Amon e fundou uma nova capital para o Egito situada entre Tebas e Mênfis, chamada Akhetaton (O Horizonte de Aton).
Quando Amen-Hotep IV decidiu mudar seu nome para Akhenaton, Nefertiti mudou seu nome para Nefernefernuaton (perfeita é a perfeição de Aton). Não se sabe ao certo porque razão ela desapareceu a partir do décimo-quarto ano do seu reinado. Há quem acredite que por volta dos 30 anos ela morreu vitimada por uma praga ou acidente, ou que tenha mudado de nome após a morte de Akhenaton e reinado por mais alguns poucos anos. Em 1912 seu busto foi descoberto em uma escavação realizada por uma expedição alemã, e ela voltou a vida se tornando símbolo de beleza atemporal. O sucessor de Akhenaton foi Tutankamon, seu filho com outra mulher menos importante.



Nefertiti e Akhenaton

2 comentários:

  1. Ela é tão linda e tão intacta. Quando a gente chega perto dela dá aquele tremor no coração, é o peso da história.

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  2. É impressionante. Eu fiquei um tempão na sala, olhei todo o museu e voltei para me despedir.

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