sábado, 6 de março de 2010

Budapeste I

Linda, linda, linda, porém muito mal cuidada. Se percebe o caos econômico em que viveram os húngaros durante os anos do comunismo em todos os lugares. A maioria dos prédios, embora lindos e habitados, estão como os da Lapa do Rio de Janeiro. Gritam por socorro. Muitos carros velhos e um comércio voltado para classe média baixa é o que mais se vê (talvez eu esteja tendo essa impressão porque comparo com a Suíça). Ainda falta muito para virar Europa de novo. Fico imaginando o choque cultural quando após a segunda guerra veio o comunismo e mudou tudo. Fica evidente pela beleza e riqueza dos palácios, monumentos, ingrejas, casas e edificações que Budapeste era uma das jóias do Império Austro-Húngaro e uma das principais cidades da Europa. Detalhe, a imperatriz Elisabeth (Sissi) é nome de ponte, estátua em praça, etc., e foi aqui que Lizt compôs algumas de suas mais importantes músicas. A ocupação dessa área do Danúbio começou no império Romano (entre 13 a 19 a.c) e conheceu seu apogeu no século II. Na idade média as cidades de Obuda e Peste foram crescendo em importância, até que em 1242 a invasão dos tártaros pôs fim a primeira época de glória das cidades. Nessa época a Colina do Castelo foi povoada, e surgiram as muralhas, casas igrejas e palácios em estilo gótico e renascentista. A época moderna teve início com a ocupação turca de 1541 a 1686 a qual introduziu as mesquitas, minaretes e edifícios de banhos turcos. No século XVIII, a região foi retomada pelos cristãos e foi incorporado barroco na arquitetura das cidades. Em 1872, com a unificação das das três cidades (Obuda, Buda e Peste), Budapeste se tornou a capital da Húngria e uma das mais importantes metrópoles da Europa na época. Uma pena que vieram as guerras, o comunismo, e a cidade entrou em franca decadência. Espero que eles dêem a volta por cima logo. Já se verifica, porém em uma escala tímida, várias obras de reconstrução.








Eu e a mademoiselle.


2 comentários:

Encontrei seres