terça-feira, 30 de março de 2010

O encontro

O encontro foi inesperado. Ele não soube como agir. Depois de tanto tempo, ainda não estava pronto. Não quis deixar transparecer a felicidade do reencontro e a imensa tristeza pela iminente separação. A dor voltou imediatamente, um pouco mais fraca, mas ainda muito forte. Seus olhos revelaram o impossível de dizer. Melhor seria não ter acontecido. Os dois haviam perdido muito, e ele não era um bom perdedor.

13 comentários:

  1. Nossa! Fiquei sem ar. Que nó na garganta.

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  2. E um aperto no lugar do coração...

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  3. Forte demais!
    Parabéns pelo espaço...
    Estarei por aqui, na sua cola! rs
    Abraço
    Mari

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  4. As surpresas da vida...
    e cabe a nós ressignificá-las...
    existem reencontros...que são dor...pura dor
    Adorei o texto...
    só pra variar...
    fiquei pensando...

    Adorei Terráqueo...
    A bela esplanação que você deixou lá no Mínimo...já vi que você entende do assunto...adorei o "apenas neuróticas"...
    Ao menos nada cindiu ali...
    Incrível...
    o comentário ficou melhor que o meu texto...
    Parabéns...

    Beijos
    Leca

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  5. Bipede e Apple,

    Conheço bem o nó e o aperto.

    Mari,

    Bem-vinda. Volte sempre por favor.

    Leca,
    O teu texto está muito bom.

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  6. Quando o encontro dói mais do que a ausência, o melhor remédio ainda continua sendo o tempo...

    De Oração ao Tempo / Caetano Veloso

    Tempo tempo tempo tempo
    És um senhor tão bonito
    Compositor de destinos
    Por seres tão inventivo
    E pareceres contínuo
    És um dos deuses mais lindos
    E quando eu tiver saído
    Para fora do teu círculo
    Não serei nem terás sido
    Tempo tempo tempo tempo...

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  7. Lindo, mas o tempo leva tanto tempo.

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  8. As mensagens da Lucia são sempre assim, inteligentes e com uma carga de afeto.

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  9. Recebi da Bípede Falante (como comentário a um post meu no Mínimo Ajuste) e agora repasso para você:

    Não se afobe, não, que nada é pra já
    O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio
    Num fundo de armário, na posta-restante
    Milênios, milênios no ar
    E quem sabe, então o Rio será alguma cidade submersa
    Os escafandristas virão explorar sua casa
    Seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos
    Sábios em vão tentarão decifrar
    O eco de antigas palavras
    Fragmentos de cartas, poemas
    Mentiras, retratos
    Vestígios de estranha civilização
    Não se afobe, não, que nada é pra já
    Amores serão sempre amáveis
    Futuros amantes, quiçá
    Se amarão sem saber
    Com o amor que eu um dia
    Deixei pra você

    Futuros Amantes / Chico Buarque

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  10. Tenho paixão por essa música. Muito obrigado pelo carinho.

    Terráqueo

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  11. Esse filme é de chorar um grande beijo

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Encontrei seres