quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fim

- Oi, sou eu, estou ligando para lembrar você de fazer as malas. Procure ir cedo para o aeroporto para não chegar tarde e perder o vôo. Estou louco de saudades.
- Olha, eu mudei de idéia. Não vou mais.
- Como assim? Não estou entendendo.
- Isso mesmo, não vou mais. Mudei de idéia.
- Por que? O que houve?
- Não tenho mais nada a dizer. Só isso.
- Espero um pouco, o que houve?
- Adeus.

4 comentários:

  1. Voltando ao fim, agora, sem susto, é lamentável quando as palavras faltam. A gente fica com a sensação de que falta também vida em quem não as diz.

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  2. Que triste! Acho que todos merecem saber o porque de nossas atitudes... ou não.
    Às vezes a cegueira e a surdez do outro transformam em nada as nossas palavras e aí não há mais motivo para dizê-las.
    Essa minha mania de tentar enxergar sempre os dois lados da história me deixa assim: contraditória, ou não!

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  3. Essa falta de palavras ou explicações é como um suicídio. A pessoa mata não somente a relação, mas também qualquer admiração ou amizade que pudesse sobreviver. Também penso que quando a cegueira e a surdez transformam nossas palavras em nada, não vale a pena mais nem um verso.

    Beijos,

    Terráqueo

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