sábado, 3 de abril de 2010

Istambul I - Gran Bazar

Istambul antiga Constantinopla ultrapassa tudo o que se pode esperar. Primeiro é uma grande metrópole (em torno de 15 milhões de habitantes), que apesar do trânsito caótico, é bastante limpa e organizada. Embora a Turquia ainda não faça parte da União Européia, fiquei impressionado com o fato de não ver ninguém pedindo dinheiro nas ruas nem tampouco favelados. Acho que isso está relacionado diretamente aos fortes princípios religiosos. Embora exista uma grande população modesta, os turcos são vestidos com dignidade e comportam-se com muito decoro e educacão (desde que não estejam tentando te empurrar alguma coisa por um preço mais caro do que em qualquer shopping no Brasil, após imposto de importação, frete e custos). A cidade preserva seu patrimônio histórico e arqueológico de milênios, mas é ao mesmo tempo uma cidade moderna, que nada deve em termos de cafés, lojas, e prédios modernos a São Paulo por exemplo. Para quem tinha uma expectativa de atraso absoluto, foi uma lição merecida. Talvez sejam menos ricos que os Paulistas, mas as casas são lindas, os prédios modernos, e os jovens estão presentes em todos os lugares confraternizando tal como os jovens ocidentais católicos. A noite então a cidade borbulha. Os Turcos são apenas mais educados e comedidos, não bebem álcool, e é claro preservam algumas tradições que para a civilização ocidental é difícil entender. Fiquei impressionado como as mulheres apesar de seguirem as tradições, trabalham e são independentes, ainda que usem burcas e lenços coloridos. Também pude ver em diversos parques casais namorando, desmoronando a noção que eu tinha de que os casamentos eram arranjados. Depois de toda a polêmica gerada na Suíça em razão do plebiscito que determinou a proibição dos minaretes naquele país e de a França ter proibido o uso de burcas, recebi outra lição de aceitação das diferenças. A Hagia Sofia, construída originalmente como uma Igreja e depois convertida em Mesquita, hoje não é considerada nem igreja, nem mesquita, mas sim um museu. Foi a forma que os Turcos encontraram para conviver com as duas realidades tão ricas e distintas culturalmente. Pena que a Suíça e a França estejam sendo tão preconceituosas e racistas, alegando razões arquitetônicas ou de segurança nacional, para interferirem nos costumes religiosos. Escrevo isso, porque pertinho de Lausanne tem uma Igreja Universal de arquitetura pavorosa, e os Padres e as Freiras católicos, usam aquelas roupas horríveis em ambos os países, e são bem vistos socialmente, apesar de todos os escândalos envolvendo pedofilia. O problema, é quando a religião é muçulmana. Faço esse comentário sem qualquer apego religioso, pois sou completamente ateu.
Como o dia não estava bonito na sexta, e eu havia me organizado para visitar as Mesquitas hoje e fazer um passeio de barco pelo Estreito de Bósfaro, ontem visitei o Gran Bazar, fundado em 1453, e que possui quase 5000 lojas. Enlouquecedor, comprei o que não precisava, o que não tenho espaço para carregar, e gastei mais do que devia. Tudo bem, valeu. Vou sempre olhar para os objetos adquiridos nessa viagem, e lembrar das sensações fantásticas vividas nesse país. Enquanto escrevo, escuto um CD de musicas Turcas tradicionais maravilhoso. Também já provei da deliciosa comida e de sobremesas que não consigo nem dizer o nome. Enchi os olhos com belas paisagens e monumentos. Agora vou para a balada. Amanhã postarei as fotos dos passeios de hoje. Eles foram sensacionais e as fotos estão maravilhosas (a modéstia passou longe de mim).

Peguei na Wikipédia algumas informações sobre Constantinopla, hoje Istambul:

"Constantinopla (em grego: Κωνσταντινούπολις, transliterado Konstantinoúpolis, "cidade de Constantino", em latim: Constantinopolis, em turco otomano formal: قسطنطينيه Kostantiniyye), atual Istambul, foi a capital do Império Romano (330–395), do Império Bizantino ou Império Romano do Oriente (395–1204 e 1261–1453), do Império Latino (1204–1261) e do Império Otomano (1453–1922). Estrategicamente localizada entre o Corno de Ouro e o Mar de Mármara no ponto em que a Europa encontra a Ásia, a Constantinopla Bizantina havia sido a capital da Cristandade, sucessora das antigas Grécia e Roma. No decorrer da Idade Média, Constantinopla foi a maior e mais rica cidade da Europa, só a China possuia cidades maiores e mais ricas.
O nome da cidade é uma referência ao imperador romano Constantino I que tornou esta cidade a capital do Império Romano em 11 de Maio do ano 330. Dependendo do contexto de seus governantes, teve diferentes nomes com frequência no decorrer do tempo; entre os mais comuns estão Bizâncio (Gr.:Βυζάντιον, Byzántion), Nova Roma (Gr.: Νέα Ῥώμη Néa Rhōmē), Constantinopla e Istambul. Ela foi também chamada de Tsargrad ("Cidade dos Imperadores") pelos eslavos, enquanto que para os vikings era conhecida como Miklagård, "a Grande Cidade", semelhante ao nome com que também era chamada pelos gregos: "a Cidade" (ἡ Πόλις, hē Pólis). Em 1930, mediante a Lei Turca de Serviço Postal, parte das reformas nacionais do governo de Atatürk, foi renomeada oficialmente como Istambul, que deriva da expressão "para a Cidade" ou "na Cidade" (em grego antigo εἰς τήν Πόλιν).
Após ser capturada pela Quarta Cruzada em 1204 e depois recapturada pelas forças de Niceia, sob o comando de Miguel VIII Paleólogo em 1261, Constantinopla e o Império bizantino foram tomados pelo Império Otomano a 29 de Maio de 1453 (artigo principal: A queda de Constantinopla). Nos tempos otomanos, ambos os nomes Constantinopla e Istambul foram usados, apesar de os ocidentais invariavelmente usarem o nome Constantinopla. Quando a República da Turquia foi fundada em 1923, a capital foi movida de Istambul para Ancara."





Do outro lado do Estreito está a Ásia

















Passeata pela Paz, contra a guerra.




Incêndio quase ao lado do meu hotel.


10 comentários:

  1. Adorei a viagem ( não gastei nada hihihi).
    Só faltou a foto das sobremesas e o cheiro...
    Beijocas!!!

    ResponderExcluir
  2. Mari,

    Por favor não me fale em sobremesa. Exagerei. Eles tem um doce típico chamado Lokum que parece uma Maria Mole. Comprei agora a noite um de cada tipo para experimentar. Era tão enjoativo, que tive que voltar para casa. Mas eu vou publicar as fotos sim. Quanto aos cheiros eu havia escrito um comentário a respeito, mas preferi não publicar. Poderia ser mal interpretado, e eu magoria meus amigos alemães, franceses, suíços e italianos. Mas eu posso falar de mim mesmo. Depois de comer todos os tipos possíveis de carneiro, eu passei a transpirar carneiro. Acho que o cheiro forte que se encontra em pessoas de vários países está associado a alimentação, e não só a higiene. Por exemplo quem comer carneiro, cury ou alho vai cheirar a isso na certa. Desculpe o comentário pessoal, mas foi o que me ocorreu com relação ao cheiro. Agora vai o politicamente correto. Os jardins de Istanbul estão tão floridos, que é possível sentir o perfume das flores de longe (não é exagero). Pelas ruas do centro (Taksin) o cheiro de Kebab e batatas fritas apetece os transeuntes.

    ResponderExcluir
  3. Que fotos maravilhosas, aliás, como sempre! E que jóias, fantásticas. A segunda foto de um homem sentando num banco, contemplando a paisagem, bem que podia estar numa tela minha, é o tipo de imagem que me atrai, as flores amarelas dão o toque final. Lindo! Que viagem rica, em todos os sentidos, teve até incêndio!rs

    ResponderExcluir
  4. Lúcia,

    Istambul é muito diversificado. O mix de culturas é incrível. Aquela foto foi tirada de dentro do taxi, chegando do aeroporto. Achei linda a composição e não resisti. Bati a foto no instante.

    ResponderExcluir
  5. Querido Terráqueo,
    só gosto de carneiro no pasto é mais romântico.
    Vou esperar as fotos dos doces, pura curiosidade, sou dona de confeitaria.
    As fotos, só pra variar são lindas...parabèns pela sensibilidade.
    Bjs

    ResponderExcluir
  6. Concordo que eles são românticos no pasto, mas bem assados de vez em quando são uma delícia.


    Obrigado pelo elogio às fotos. Bj.,

    Terráqueo

    ResponderExcluir
  7. Estou doida de curiosidade para saber o que você comprou no bazar para a sua casa!

    ResponderExcluir
  8. Além de gostar imenso das fotos, que são sempre lindas, sobretudo quando atendem aos detalhes e dão uma vontade danada de saltar para dentro delas, também gosto dos textos, das explicações históricas... Faço uma viagem sem sair do lugar :)
    Obrigada!

    ResponderExcluir
  9. Amei o mercado, as tulipas, o texto...
    beijos

    ResponderExcluir
  10. Obrigado Zaclis, essa cidade é fascinante. Bjs.

    ResponderExcluir

Encontrei seres