quarta-feira, 14 de abril de 2010

Suicídio assistido

A associação de assistência aos suicidas na Suíça (L’association Exit) registrou mais de 2000 adesões no ano de 2009. Ao todo ela já conta com cerca de 70.000 pessoas. A grande maioria delas tem a partir de 40 anos de idade. No ano passado a Exit ajudou 217 pessoas a passar dessa para uma melhor, contra 167 pessoas em 2008. A grande maioria dos candidatos ao suicídio sofre de câncer. A “Exit” somente presta assistência aos suíços, mas a sua concorrente chamada “Dignitas”, acusada de oferecer o turismo da morte, ajudou diversos estrangeiros, pois a Suíça é um dos poucos países no mundo que não pune o suicídio de uma pessoa que está terminal. Uma pesquisa demonstrou que 60% dos médicos do Canton de Vaud (parte francesa) são favoráveis ao suicídio assistido. Coisas de país desenvolvido. Espero que o Brasil siga o exemplo logo.

9 comentários:

  1. Tenho muita dificuldade em gerir este assunto. Na minha familia vivemos a violência de doenças terminais, num sofrimento injusto e incompreensivel, num desgaste para todos, mas essa não me parece uma solução. Compreendo todos os argumentos, racionalmente são válidos e com sentido mas não suporto essa ideia. Egoismo de quem tem saúde e quer adiar o mais que pode a despedida de quem ama. No meu caso particular perdi os meus amados cedo de mais e, embora saiba que já não havia nada a fazer, até ao ultimo suspiro acreditei que sim e, até hoje, penso por vezes se poderia ter feito mais. desculpa a confusão no texto, mas isto mexe muito comigo.
    Bj

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  2. Vivi isso também, e sei como é dolorosa essa saída de cena.
    Bj.,

    Terráqueo

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  3. Talvez não faça muita diferença, mas estamos a falar aqui de eutanásia ou mesmo "suicídio assistido"? É que a primeira eu até entendo - é como a "legalização" do aborto. Independentemente daquilo em que acredito, acho que cada um deve poder escolher por si, sem condenação moral e com certeza sem pena de prisão. Um doente terminal que escolha, por ele próprio, abreviar o sofrimento de uma morte lenta e certa, pode chocar-nos, pode magoar-nos se nos for próximo por nos "roubar" assim um pouco do pouco tempo que sobra, mas acredito que é um direito que ninguém lhe devia negar e devia poder ser assistido condignamente na execução dessa decisão. Agora, "suicídio assistido" parece um conceito um pouco mais vasto e aí eu confesso que já tenho algumas reservas.

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  4. Os psicanalistas, assim como a Igreja, se ocupam deveras em julgar o suicídio - nao o assistido, do qual só a Santa Madre se ocupa -, mas qualquer tipo de suicídio. Sempre considerei esta uma matéria de foro pessoal, intimíssimo.Onde andas agora, Terráqueo ? Abs.

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  5. Eu não sei o que penso sobre o assunto. Se eu estivesse sofrendo muito, é possível que quisesse. Mas possível não quer dizer certo. Vou pensar...

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  6. No suicídio assistido você tem a participação de médicos que lhe ajudam a efetuar isso da forma menos dolorosa. Na prática é uma eutanásia, em que os médicos preparam tudo, facilitando o ato de morrer e aliviando a dor do paciente.

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  7. Também não entendo para que prolongar um sofrimento cujo desfecho já é certo e conhecido. Acho que pacientes terminais devem sim ter o direito de escolher o momento em que, suas forças já esvaídas pela dor e pela agonia, desejam partir com dignidade. Eu gostaria de ter esse direito e exercê-lo se assim me aprouvesse.

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  8. Eu também sou a favor de ter o direito. Poder escolher o próprio destino, com o mínimo de dor é sofrimento possível. Quem for contra, não precisa procurar tais serviços, que espere pacientemente seu momento, que ele chegará mais cedo ou mais tarde. Sofri muito vendo três pessoas queridas nessa situação, sendo que as duas mais sensatas mencionavam a dificuldade e a dor física para morrer.

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  9. Darling esse assunto é extremamente complicado e eu teria muita dificuldade de saber que alguém amado fez tal opção, mas deve-se respeitar as vontades de cada um. beijos

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