sábado, 26 de junho de 2010

Corrida contra o tempo

Depois de enfrentar seres mitológicos, fantasmas e espíritos do mau, finalmente conseguiu fugir do casarão assombrado em que estava preso. Começou a correr, e em pouco tempo adquiriu a velocidade de um condor. Como estava na altura das nuvens, começou uma descida íngrime entre campos e florestas de araucáricas em direção ao mar. Quando percebeu estava voando sobre as ondas que quebravam no rochedo, sem qualquer medo. Havia somente o vento, o sol, as rochas e o mar que pareciam se mover em alta velocidade sob seus pés. Ele esquecera de tudo. Com uma manobra incrível, conseguiu aterrissar entre duas pedras pontudas. Mas já era tarde, havia perdido a corrida contra o tempo. A condenação fora aplicada. Restava-lhe apenas a saída de cena.

9 comentários:

  1. Fico tão feliz de ter ver escrevendo literatura :)

    ResponderExcluir
  2. Obrigado Bípede. Ainda me sinto um pouco inibido em exibir meus pensamentos insanos.

    ResponderExcluir
  3. Não são insanos. São profundos. Vá em frente!

    ResponderExcluir
  4. Só espero que não sejam de profundo tédio para meus estimados leitores.

    ResponderExcluir
  5. Tem quem se entedie com tudo. Esses não nos interessam.
    Mudando de assunto, o pequeno bípede veio queixoso me dizer que ninguém olha o blog dele, nem o dindo. Então, please.

    ResponderExcluir
  6. Belo texto, belas imagens.
    Sair de cena no momento certo requer sensibilidade para perceber que o ato está completo, as palavras foram ditas e não há mais como prolongar algo que se tornou supérfluo.

    ResponderExcluir
  7. Interessante interpretação. Um grande beijo,

    Terráqueo

    ResponderExcluir
  8. Achei lindo, saudades.

    ResponderExcluir

Encontrei seres