quinta-feira, 22 de julho de 2010

Libertação impossível

Estranho quando alguém diz que libertou o objeto do seu amor para que ele pudesse ser feliz com uma outra pessoa, pois não temos o poder de prender quem não quer ficar ou de libertar quem já partiu há muito tempo. Não existe tamanha generosidade enquanto ainda amamos. Podemos, no máximo, depois de um bom tempo, desejar boa sorte e, de preferência, que essa felicidade ocorra longe dos nossos olhos ciumentos e cansados de chorar.

11 comentários:

  1. Terráqueo...

    Tuas palavras me deixaram a pensar. Concordo com elas. Mas entre ter uma pessoa pela metade, é preferível vê-la partir, mesmo a amando... Dói, claro. Amar, uma hora ou outra, vai fazer sofrer. Sabe que quanto mais procuro entender essas coisas do coração, mais perdida me sinto?

    E uma contradição minha já: "ter pela metade"... Ninguém tem ninguém, não é mesmo?

    Beijo.

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  2. Renata,

    De fato, ninguém é proprietário de ninguém, mas quem pode negar que temos na palma da nossa mão quem nos ama com paixão. Assim, temos, ainda que pelo curto momento da paixão. O meu ponto é que não temos alguém pela metade, pois os enamorados estão juntos ou não estão, na segunda hipótese estarão todos fingindo. Quando um coração se apaixona por outra pessoa, mesmo que de alguma forma aparente estar ao nosso lado, não estará mais conosco. Teremos na melhor das hipóteses um grande amigo piedoso.

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  3. E piedade é a última coisa que queremos de quem amamos, não por ser um sentimento menor posto que nobre, mas por que, no caso do amor ou da paixão, a piedade nos coloca num lugar onde não queremos estar, um lugar ocupado por quem, de uma certa forma, foi relegado ao plano das pessoas comuns, que orbitam nossa vida e para quem às vezes resta a indiferença, o pior dos sentimentos para quem ama.

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  4. Só liberta quem possui. E o amor não é posse.

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  5. Lucia, concordo contigo. A indiferença é o pior dos sentimentos para quem ama, segundo Freud, a indiferença é o oposto do amor.

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  6. Grande bípede. O amor não é posse, será? Existem laços mais poderosos do que o amor?

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  7. fiqueiaqui pensando sobre isso do amor não ser posse...não é mesmo, se considerarmos que não temos o outro. Mas deixamos que o outro se aposse de nós, mesmo que não nos saiba ter, nós sabemos...somos dele.

    beijos

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  8. Meu querido, só agora pude passar aqui e te agradecer por vc estar lá no meu espaço.
    Olha...essas coisas de amor são tão complicadas.
    Realmente, acho que quando a gente atinge esse estágio de "Desprendimento", a gente pode realmente dizer que amadureceu.
    Óbvio que não devemos JAMAIS ter alguem do nosso lado pela metade (Deus me livre de tamanha piedade), mas desejar ao outro boa sorte com outra pessoa é algo que só o tempo pode ajudar.
    Eu duvido que alguem que amou (Ou ainda ama), pode desejar isso logo de inicio.
    Ahhh, deixa ele ir.... Humanos meu querido, somos tão humanos.
    Mas como vc bem disse, uma hora isso acontece.
    A gente até deseja mesmo isso a alguem que passou e marcou nossa vida.


    Adorei aqui.

    Um beijo!

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Andrea,

    Acho que amor é posse. Não é contudo propriedade. Por um tempo, dispomos do afeto imenso de alguém, temos direito de usá-lo, mas não de dispô-lo.

    Sil,

    Não precisamos deixar o amor ir, porque ele vai mesmo contra a nossa vontade. Creio que dou boa sorte de coração, mas longe de mim. Eu não quero ver tanta sorte enquanto eu estiver sofrendo. No mínimo me lembra um fracasso. Obrigado por ter voltado.

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