sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Destino dos pirilampos

Mutação perene transforma antigos seres dourados em insetos de brilho fraco e intermitente, estrelas decadentes que ao passarem finalmente se apresentam como pirilampos sem brilho, a louca arrependida que, ao lado da barata voraz, chora lágrimas enquanto implora a luz da redenção, e a chama antiga que, castigada pelo frio, esconde seu ardor dentro do anel de vidro.

“Não te maldigo, não!... Em vasto campo
Julguei-te — estrela, — e eras — pirilampo
Em meio à cerração...
Prometeu — quis dar luz à fria argila...
Não pude... Pede a Deus, louca Dalila,
A luz da redenção!! ...”
Castro Alves

2 comentários:

  1. Não sei quem são os pirilampos. Tem tanto louca e tantos dedos feitos para anéis de vidro no repertório da nossa história! Depois, você me diz quem são os inspiradores, please.

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  2. Castro Alves...
    era um pirilampo...
    beijos
    Terráqueo...da Leca

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Encontrei seres