sábado, 25 de setembro de 2010

Libéria - Monróvia

A Libéria nasceu no século XIX , por determinação da da Sociedade Americana de Colonização, organização criada por Robert Finley nos Estados Unidos da América em 1816, cujo objectivo era levar para a África negros livres ou negros que haviam sido libertos da escravatura. Em 1824 a colônia recebeu o nome de Libéria (do latim, "terra livre"), e em 1847 declarou sua independência, tornando-se o primeiro país africano a se tornar independente. É um país agradável, com povo gentil, educado e bonito, que está ressurgindo com uma democracia que promete um desenvolvimento econômico próximo. A comida é muito boa (especialmente os frutos do mar), e lembra muito a região norte e nordeste do Brasil. O fato é que sou completamente encantado pela dignidade do povo africano, suas roupas, sua música, suas obras de arte, e pela geografia da África, continente do qual todos nós partimos.






12 comentários:

  1. Terráqueo, estou me emocionando pois sou fanática por fotos e imagens. Sempre na minha leitura Imagens,fotos e palavras se completam. suas fotos são excelentes. tenho uma matéria da Libéria que vou te passar. Ontem por conta da primavera fria, fiquei em Casa e mais um Texto saiu. "meus Segredos". Ficarei feliz se lá for e deixar um comentário como o fez no anterior. Obrigada.
    Fique bem e saiba, já tenho um album com teu nome e todas suas fotos. Se perder alguma é só me pedir.*risos*
    com carinho,
    Sílvia

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  2. Terráqueo o artigo que possue é de 92:
    Libéria
    Conforme narrado por uma testemunha ocular
    “QUANDO os elefantes brigam, a relva também sofre.” Quão bem este provérbio da África Ocidental resume o que aconteceu durante a recente guerra na Libéria! Cerca de 20.000 pessoas perderam a vida, e metade da população do país, de 2,6 milhões de habitantes, ficou sem ter para onde ir. A maioria dos que sofreram não eram soldados; eram “a relva” — homens, mulheres e crianças inofensivos.
    A Expansão da Guerra
    A guerra teve início na fronteira da Libéria com Côte d’Ivoire, e logo os refugiados começaram a fugir para a capital, Monróvia, cidade com mais de meio milhão de habitantes. De março a maio de 1990, à medida que a guerra avançava para o sul, os missionários das Testemunhas de Jeová foram retirados, primeiro de Ganta e depois de Gbarnga. Eles se achavam entre os últimos da população a saírem dessas cidades. A guerra chegou a um clímax quando forças armadas entraram em Monróvia, em 2 de julho de 1990...

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  3. ...Ninguém estava preparado para os horrores que seguiram. Três exércitos diferentes lutavam um contra o outro nas ruas, com artilharia pesada, foguetes e bocais para lançamento de granadas. Os que não foram mortos por serem membros de tribos odiadas foram submetidos a constantes molestamentos e buscas. Certa noite, em agosto, mais de 600 homens, mulheres e crianças, que haviam procurado proteção na Igreja Luterana de S. Pedro, foram executados por um esquadrão da morte enlouquecido pela guerra.
    Centenas de pessoas fugiram dos combates apenas com a roupa do corpo. Famílias foram desagregadas e não puderam reunir-se senão muitos meses depois. A inteira população de Monróvia parecia ter-se mudado, e casas abandonadas eram ocupadas por soldados e por refugiados que haviam fugido de outras partes da cidade. Mais da metade da população de Monróvia foi deslocada. A maioria perdeu tudo o que possuía, bem como pelo menos um parente na morte. Alguns perderam muitos.
    A situação atingiu um ponto tal de crise que cinco outros países da África Ocidental enviaram soldados para tentar restabelecer a paz. No fim de outubro de 1990, a maior parte dos combates tinha gradualmente cessado. Mas então o espectro da fome instalou-se, como uma mortalha, sobre a cidade incendiada. Agências de socorro relataram que, em certa altura, quase um terço das crianças de Monróvia, abaixo de cinco anos, estavam desnutridas e que mais de cem pessoas morriam diariamente. A ação de aproveitadores em nada contribuiu para melhorar as coisas; muitos roubavam o arroz enviado como provisão de emergência e, daí, vendiam-no a 20 dólares ou mais por xícara. Doenças estavam sempre presentes, especialmente a cólera, visto que os serviços de abastecimento de água, de saneamento e de energia elétrica da cidade estavam completamente destruídos...

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  4. ...A maioria fugiu da cidade e foi para o interior, ao passo que outras fugiram de navio para Gana e para a Nigéria, ou por terra para Côte d’Ivoire ou para Serra Leoa. Entre julho e dezembro de 1990, muitos a vida. Algumas foram mortas a tiro, enquanto outras morreram dos efeitos das doenças e da fome. Alan Battey e Arthur Lawson, missionários americanos, formados da Escola de Treinamento Ministerial, pelo visto estavam entre os que foram mortos...

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  5. ...À medida que a guerra grassava, muitos que ficaram sem ter para onde ir refugiaram-se na filial das Testemunhas de Jeová e num lar missionário no outro lado da cidade. Alguns procuraram proteção por serem membros duma tribo que os soldados na respectiva região queriam matar. A maioria recebeu designações de trabalho e foi de inestimável ajuda na cozinha e na limpeza, ao passo que outros foram designados a apanhar folhagens comestíveis nos pântanos das redondezas quando as condições portas afora permitiam.
    Dormiam em todo canto: nas camas dos missionários, nos corredores. Cavamos e mantivemos latrinas. Algumas mulheres foram designadas a servir como enfermeiras, e cuidaram com êxito de muitos casos de malária e de febre. A diarréia era um constante problema.
    Providenciamos procedimentos especiais para a casa, incluindo ensaios de bombardeio. Assim, quando forças oponentes atiravam bombas de artilharia pesada, estávamos treinados a ir rápido para zonas de abrigo. Embora o nosso muro de três metros desse alguma proteção, não bastava para impedir a penetração de balas que ricocheteavam. Nosso telhado logo ficou parecendo uma peneira, de tantos buracos que havia nele!...

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  6. ...Muitos arriscaram a vida para proteger outras daqueles que queriam matá-las por pertencerem a uma tribo odiada. Certo dia, uma cristã chegou chorando com os filhos sobreviventes, um deles sendo um bebê de quinze dias. O marido e um filho adolescente haviam acabado de ser mortos a tiros diante dos seus olhos. Ela e os outros filhos foram escondidos com êxito por outra família quando os assassinos voltaram para procurá-los.
    Outra família chegou com uma Senhora que havia ajudado a salvá-los da morte às mãos do povo da tribo dela. Daí, quando a situação mudou essa Senhora passou a correr perigo, a família salvou-a do povo da tribo deles.
    Os missionários muitas vezes tiveram de conversar com homens armados no portão da filial para tentar dissuadi-los de fazer uma busca nas instalações ou de saqueá-las. Uma vez, um grupo irado entrou à força, colocando-nos na mira de armas e insistindo em que estávamos escondendo membros de determinada tribo. Eles ficaram surpresos de ver quão calmamente as comunidades locais se comportavam, sentadas em silêncio e escutando na reunião que realizávamos. Fizeram uma busca na casa, mas não encontraram o que procuravam. Sempre pudemos assegurar aos intrusos que não estávamos escondendo soldados nem nenhum dos inimigos deles. Como cristãos, éramos neutros...

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  7. ...Eram bem limitados os suprimentos de alimentos. Já antes de a guerra começar, os comerciantes pararam de importar mercadorias. Assim, restavam pouquíssimos alimentos na cidade. Nosso suprimento de alimentosl teria durado muitos meses para os 12 membros da família, mas às vezes havia 200 pessoas morando conosco, incluindo vizinhos, que precisavam desesperadamente de ajuda. Todos se limitavam a uma única pequena refeição por dia; sobrevivemos com tais rações por diversos meses. Todos estavam famintos. Fraquinhos, nos braços dos pais, os bebês eram só pele e osso.
    Nosso suprimento de alimentos estava para acabar. Onde conseguiríamos mais? Não havia lojas abertas em Monróvia. Para onde quer que se olhasse, havia pessoas famintas perambulando nas ruas à procura de comida. As pessoas comiam qualquer coisa — até cachorro, gato e rato. Dois missionários da filial decidiram tentar ir a Kakata, cidade que ficava a uns 60 quilômetros, onde os combates já haviam cessado.
    Depois de passarem por várias barreiras, eles foram parados e interrogados por um homem grande e troncudo que tinha granadas penduradas no peito e um revólver na cintura. Se identificaram e disseram-lhe que desejavam chegar a Kakata para conseguir alimentos.
    “Sigam-me”, disse ele. “Sou o comandante aqui.” Ele os levou ao seu quartel-general. Ao saber que os missionários estavam abrigando pessoas desalojadas, ordenou a seus homens que entregassem na filial 20 sacas de arroz, cada uma com 45 quilos! Além disso, concedeu-se permissão para que fossem a Kakata, e um soldado armado foi designado a conduzi-los em segurança pelas demais barreiras...

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  8. ...Em Kakata, encontraram Abraão, um amigo, que tinha uma loja. Ele havia reservado caixas de alimentos para nós, incluindo leite em pó, açúcar, legumes enlatados e outros itens necessários. Foi realmente maravilhoso ver a maneira como os nossos amigos foram cuidados em sua viagem. Nosso Criador deve ter-se agradado de que partilháramos nosso alimento com os amigos e com os vizinhos, pois agora os nossos suprimentos estavam sendo reabastecidos. — Provérbios 11:25.
    No outro lado de Monróvia, os missionários de um lar missionário também estavam cuidando de pessoas desalojadas e também receberam ajuda de fontes inesperadas. Por exemplo, um missionário adquiriu três sacas de arroz de um soldado que se lembrou dele da época em que servira na região do soldado uns 16 anos antes. Outro missionário adquiriu quatro sacas de arroz depois de uma entrevista pessoal com o líder de uma das facções em guerra.
    Em certo momento, parecia que teríamos de evacuar a filial por falta de água. Nosso poço, por algum tempo, era a única fonte de água potável para muitos na comunidade. No entanto, o suprimento de combustível para o gerador elétrico da nossa bomba começou a escassear. Ao ficar sabendo do nosso problema, um senhor, que recebera proteção na filial nos primeiros dias dos combates, encontrou combustível para nós por causa do apreço que sentia pelo que havíamos feito por ele, de modo que o nosso suprimento de água nunca chegou de fato a faltar...

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  9. ...Quando os últimos de nós, missionários, fomos instados a deixar a Libéria, em outubro de 1990, o que mais nos preocupava era: como é que os que aqui ficaram enfrentarão esta situação? Dos relatórios que temos recebido desde aquela época, fica evidente que eles se têm mantido ocupados.
    Cuidados com Outros
    “Os irmãos da nossa igreja estavam muito ocupados matando uns aos outros [de tribos oponentes] durante a guerra, nunca tendo tempo para os concrentes”, comentou um parente não-cristão de uma família cristã.
    O presidente duma equipe de socorro da vizinhança, por exemplo, escreveu aos missionários que cuidavam da filial em fevereiro de 1991: “Esta carta serve como sinal de gratidão e apreço aos senhores e a sua instituição pelas instalações para armazenamento que os senhores continuam a nos conceder durante a distribuição de alimentos ao nosso povo. Este gesto humanitário mostra sua disposição como Sociedade para trazer paz e boa-vontade ao país. Queiram continuar com os seus bons serviços.”
    Terráqueo, pode deletar após ler. É um artigo que tenho e por conta dele fui em busca de saber mais sobre a Lebéria naquela época onde poucos falavam desse lindo País.
    Por isso amei suas fotos e já as guardei.
    Desculpe tanta matéria. Não sou de fazer isso. Só o fiz pois esse artigo me emociona em perceber que quando praticamos o 'UM POR TODOS E TODOS POR UM" há ajuda mútua e muitos são beneficiados!
    Beijos com carinho,
    Sílvia

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  10. Silvia,
    Adorei o artigo, mostra como a guerra e a violência causam sofrimento para todos, principalmente para os inocentes. Hoje em dia a Liberia é um país calmo, com um governo democrático, inteligente, bem preparado, e está se desenvolvendo. Se continuarem nesse ritmo, logo será um país com uma boa infraestrutura. Quando ao povo, fiquei impressionado com a beleza, alegria, altivez e dignidade. Estou gostando imensamente.

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  11. Que nome lindo e inspirador: terra livre. Quantos significados podem duas palavras conter?

    Terra
    Terráqueo
    Livre
    Liberdade
    Liberto
    Livre arbítrio
    Terreno
    Terra à vista
    Terra ao sol

    "Terra, terra
    Por mais distante
    Ou errante
    Navegante
    Quem jamais
    Te esqueceria?"

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  12. Gostei de conhecer. Muito. Por aqui.
    obrigada.

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