sábado, 30 de outubro de 2010

O que é a felicidade suprema?

Não sei o que é a felicidade suprema, embora deseje isso para todos, principalmente para mim. Quanto ao filme, a fotografia e a música são belíssimas, o cenário foi cuidadosamente trabalhado, mas não é um filme fácil ou feliz. Também não é triste. É um filme de autor, bem Jabor. Quem viu "Eu te Amo" e e" Eu sei que vou te amar", sabe que seus filmes não são óbvios ou lineares, e que as vezes são um pouco chatos. Mas o subtexto é muito bom. Gostei. Mesmo não tendo achando maravilhoso, recomendo. Tammy di Calafiori dublando a Marilyn Monroe em "I am through with love" é um dos bons momentos, e Jayme Matarazzo é um grande ator.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sogras e Noras

O curioso Miguel, com apenas 3 anos, entrou correndo na cozinha, viu a porta do armário de baixo da pia aberta, e passou a tirar as panelas, derrubando as tampas e canecas no chão. Sua avó, Dona Terezinha, falou:
- Miguel, você não pode fazer isso. Você pode se machucar.

A nora respondeu:
- Meu filho, você não está na sua casa. A gente não mexe na casa dos outros.

A avó imediatamente replicou:
- Miguel, a casa da vovó é sua também. Eu estou dizendo que você não pode brincar com as panelas para te proteger, e também para te dar educação.

Dois meses depois, enquanto a mãe esticava-se no sofá da sala, o pequeno Miguel entrou correndo na cozinha da avó, escorregou, e se estatelou no chão, abrindo um berreiro. A mãe e a avó ficaram aflitas e passaram a consolar o menino. De repente, a nora mencionou:
- Acho que precisamos levar ele ao médico. Não sei como vocês deixaram isso acontecer.

A avó logo respondeu:
- Não se preocupe, não foi nada grave. Aquela vez que você derrubou o Miguel de ponta cabeça no chão, a batida foi muito maior, e nada aconteceu.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Então feche seus olhos para o que é uma bela maneira de ser, ciente das coisas que somente seu coração deveria ver

Wave

So close your eyes for that's a lovely way to be
Aware of things your heart alone was meant to see
The fundamental loneliness goes
Whenever two can dream a dream together
You can't deny
Don't try to fight the rising sea
Don't fight the moon the stars above
and don't fight me
The fundamental loneliness goes
Whenever two can dream a dream together
When I saw you first the time was half past three
When your eyes met mine it was eternity
By now we know the wave is on its way to be
Just catch the wave don't be afraid of loving me
The fundamental loneliness goes
Whenever two can dream a dream together
So close your eyes for that's a lovely way to be
Aware of things your heart alone was meant to see
The fundamental loneliness goes
Whenever two can dream a dream together
You can't deny
Don't try to fight the rising sea
Don't fight the moon the stars above
and don't fight me
The fundamental loneliness goes
Whenever two can dream a dream together
When I saw you first the time was half past three
When your eyes met mine it was eternity
By now we know the wave is on its way to be
Just catch the wave don't be afraid of loving me
The fundamental loneliness goes
Whenever two can dream a dream together
Together,together,together

Porto Alegre

Bem interessante esse vídeo sobre Porto Alegre.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quando a fumaça toma conta

Um dia frio de sol, passos rápidos, o Senna, um vinho no Le Grand Colbert, um olhar prolongado, tornando-se memórias esfumaçadas pelo passar dos dias.



Que reste-t-il de nos amours

O que restará do nosso amor
Que reste-t-il de ces beaux jours

O que restará daqueles dias bonitos
Une photo, vieille photo

Uma foto, velha foto
De ma jeunesse

Da minha juventude
Que reste-t-il des billets doux
O que restará dos bilhetes doces
Des mois d' avril, des rendez-vous
Do mês de abril, dos encontros

Un souvenir qui me poursuit
Sans cesse
Uma lembrança que me persegue sem cessar

Bonheur fané,
Felicidade debotada
cheveux au vent

Cabelos ao vento
Baisers volés,
Beijos roubados
rêves mouvants
Sonhos que se movem

Que reste-t-il de tout cela

O que restará disso tudo
Dites-le-moi

Diga-me
Un petit village,
Uma pequena cidade
un vieux clocher
uma velha torre
Un paysage si bien cache
Uma paisagem tão bem escondida
Et dans un nuage le cher visage
E em uma nuvem a querida face

De mon passé
Do meu passado

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gosto de vinho

Depois da longa viagem aos confins do passado, eles sentaram no banco de trás, e ficaram em silencio admirando os raios e os trovões, enquanto o carro escuro descia a serra em direção a cidade. Durante o sinuoso percurso, não trocaram nenhuma palavra, apenas se olhavam, sem jamais largarem as mãos coladas. O tempo transcorreu em câmera lenta. Eram os dois, a chuva e a estrada, nada mais. Até o motorista havia se tornado invisível. Ao chegarem, foram direto ao restaurante reservado, degustaram o vinho tinto, gota por gota, e voltaram para o hotel. Na manhã seguinte, foi duro se despedir. Ficariam separados por algumas poucas horas, logo voariam para se encontrar de novo, mas, mesmo assim, era tão difícil. No fundo, sabiam que um dia seria adeus.

domingo, 24 de outubro de 2010

Batuque na Cozinha

Uma fada madrinha, que durou 92 anos, sempre cantava essa música, quando o Terráqueo, a Bípede e a Darling começavam a fazer bagunça na cozinha.

sábado, 23 de outubro de 2010

A dança

Para a pinguela, que cruzava o estreito rio, eles se dirigiram. Ela subiu os primeiros degraus e segurando-se nos cabos de aço que sustentavam a pequena ponte pênsil, ergueu uma das pernas, e lentamente começou a girar. Ele a olhava da calçada fixamente. Sob o luar que refletia em sua pele dourada, ela sentiu-se mais segura, soltou os braços, ergueu-os para cima, e passou a girar com desenvoltura. Seus cabelos movimentavam-se ao redor do próprio corpo, como um circulo de luz. Num impulso de enorme emoção, ele engrossou sua voz e do fundo do seu peito berrou:“Te voglio benne assai”. Ela continuou a rodopiar mais uns instantes, parou lentamente, olhou para ele, desceu a escada e o beijou.

Dúvida

Será que acertei ao partir? Sei que a vida muda tudo. Separa as pessoas que se amam quer queiram ou não. Depois de um certo tempo, ainda que estejam vivas, não é possível mais regressar, e se olharmos para trás será ainda mais difícil seguir. Se pudéssemos voltar para as casas que já não existem, para as pessoas que ficaram e que talvez já tenham nos esquecido, e para as que partiram também , como seria mais fácil. Mas como abandonar os novos afetos, cujos laços também já serão grandes e, ao mesmo tempo, como abrir mão das novas mudanças, das emoções das novas chegadas, das novas pessoas que iremos conhecer? Mesmo tendo a certeza de que a partir de um dado momento, teremos mais perdas do que ganhos, lutamos para seguir, mas como viver quando a esperança acabar? Que esse dia demore muito. Só quero uma coisa da vida, que as pessoas que eu mais amo, me sobrevivam.

O espectador

Desde menino ele passava a semana inteira esperando a matinê de Sábado. Na cadeira do cinema, ele ia a guerra, voava com Buck Rogers, viajava com Flash Gordon, e dançava com a mocinha. Logo apaixonou-se pela Elizabeth, Vivien, Marilyn, Natalie, Grace e Ava. Quando não estava a olhar imagens, estava a ler histórias. Na hora de casar, não escolheu muito. A primeira que apareceu com cara de boa moça dos filmes dos anos 50, foi pedida em casamento. O que interessava era o rosto e o figurino, o resto ele dava um jeito. Mas a vida se impôs, com a mulher vieram os filhos, e o trabalho passou a demandá-lo cada vez mais no mundo real. Que maçada. Quanto ao trabalho, não havia nada a fazer, pois era essencial para sua sobrevivência e para sua chegada ao paraíso. Somente através do trabalho altruísta as portas do céu lhe seriam abertas, e uma boa reencarnação lhe seria garantida, mas quanto a família, ela podia esperar. Jamais brincou com os filhos, ou teve uma conversa mais íntima. A única concessão que fazia a um dos filhos, era levá-lo ao cinema quase todas as noites, mesmo que a sessão fosse imprópria. Ele entendia essa necessidade do filho de também ir ao cinema. As demais, jamais entendeu. Foi um excelente provedor é verdade. A beleza da mulher diminuiu, os filhos passaram a criticá-lo, e cada vez mais isolado em seus filmes, o espectador ficou. Até mesmo, durante as festas de família e dias festivos passou a refugiar-se em seus filmes, atrasando os jantares e a vida de todos. Com o tempo, a tecnologia chegou e sua coleção de livros, discos, filmes, Cds e Dvds não parou de crescer. Como um polvo, seus teres tomaram conta do casarão, projetado e decorado no melhor estilo dos filmes norte-americanos. Mas o mundo girou com pressa, ele perdeu sua mulher, sem jamais tê-la conhecido, afastou-se totalmente da família e passou a ver mais e mais filmes. Como não gostava de esquentar o jantar, arrumou alguém para quebrar esse galho, reclamando, no entanto, que a pobre criatura não tinha nível cultural para assistir seus filmes. Dizia que ela era burra, mas precisava dela para cuidar-lhe. Definiu seu segundo casamento como um “Romance de Outono”. O filho retrucou que o que para ele era um “Romance de Outono”, para ela seria a “A Primavera de uma Solteirona.”. Ele que não era de achar graça, riu bastante, e perguntou aonde o filho havia visto esse filme, se estava a venda em DVD. Quando percebeu que estava prestes a morrer, inesperadamente olhou para o filho e disse: "Meu caso é grave. Nem um milagre me salva. Viva, viaje, não deixe de comprar o que você gosta, de ir aonde você quiser, aproveite a vida, ela passa muito rápido.". Meses depois morreu, infelizmente não teve tempo para ver "O Nosso Lar".

Quando passa, passa...

Mas quando é mesmo que passa? Será tudo assim tão certo?

Mais um motivo pelo qual eu amo o Rio de Janeiro: A Confeitaria Colombo

Criada em 1894, a Confeitaria Colombo é uma das maiores tradições do Rio de Janeiro. No primeiro andar, é possível almoçar saladas, omeletes, frios, salgados, e maravilhosos doces portugueses, franceses e brasileiros. No segundo andar, funciona um delicioso buffet, cujo forte são as sobremesas. Nos sábados é o dia da feijoada. É um dos meus lugares favoritos.















quarta-feira, 13 de outubro de 2010

África - Moçambique e África do Sul 2008

A volta dos que não se foram. Minha viagem para a Libéria foi adiada em dois dias. Como estou em ritmo de África, divido com vocês fotos do Hotel Polana em Moçambique, cujo arquiteto foi o mesmo que projetou o Copacabana Palace e a sede social do Fluminense no Rio de Janeiro. A foto do nascer do sol está fora de foco, mas o momento foi tão mágico que jamais esqueci (eu estava acordando para ir ao Kruger Park na África do Sul).









Kruger Park - África do Sul








Partindo para África novamente.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Windmills of your mind

E o seu nome gira como moinhos na minha cabeça.



Round, like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel.
Never ending or beginning,
On an ever spinning wheel
Like a snowball down a mountain
Or a carnaval balloon
Like a carousell that's turning
Running rings around the moon

Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes on it's face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind

Like a tunnel that you follow
To a tunnel of it's own
Down a hollow to a cavern
Where the sun has never shone
Like a door that keeps revolving
In a half forgotten dream
Or the ripples from a pebble
Someone tosses in a stream.

Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes on it's face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind

Keys that jingle in your pocket
Words that jangle your head
Why did summer go so quickly
Was it something that I said
Lovers walking allong the shore,
Leave their footprints in the sand
Was the sound of distant drumming
Just the fingers of your hand

Pictures hanging in a hallway
And a fragment of this song
Half remembered names and faces
But to whom do they belong
When you knew that it was over
Were you suddenly aware
That the autumn leaves were turning
To the color of her hair

Like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel
Never ending or beginning,
On an ever spinning wheel
As the images unwind
Like the circle that you find
In the windmills of your mind

Pictures hanging in a hallway
And the fragment of this song
Half remembered names and faces
But to whom do they belong
When you knew that it was over
Were you suddenly aware
That the autumn leaves were turning
To the color of her hair

Like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel
Never ending or beginning,
On an ever spinning wheel
As the images unwind
Like the circles that you find
In the windmills of your mind

Em volta
Como um círculo em uma espiral
Como uma roda dentro de uma roda
Sem fim nem começando
Em uma roda sempre-girando

Como uma bola de neve abaixo uma montanha
Ou um balão de carnaval
Como um carrossel que está virando
Anéis correntes ao redor da lua

Como um relógio cujas mãos estão varrendo
Além dos minutos de sua face
E o mundo está como uma maçã
Girando silenciosamente em espaço

Como os círculos que você acha
Nos moinhos de vento de sua mente

Como um túnel que você segue
Para um túnel de seu próprio
Abaixo um buraco para uma caverna
Onde o sol nunca lustrou
Como uma porta que continua revolvendo
E um sonho meio-esquecido
Ou as ondulações do seixo
Alguém lança em um fluxo

Como um relógio cujas mãos estão varrendo
Além dos minutos de sua face
E o mundo está como uma maçã
Girando silenciosamente em espaço

Como os círculos que você acha
Nos moinhos de vento de sua mente

Chaves que tinem em seu bolso
Palavras que chiam em sua cabeça
Por que fez verão vá tão depressa
Era isto algo que você disse

Amantes caminham ao longo da costa
Pegadas partindo na areia
É o som de tocar tambor distante
Há pouco os dedos de sua mão

Quadros pendurados em um corredor
E os fragmentos de uma canção
Nomes e faces lembrados pela metade
Mas a quem pertencem eles?

Quando você soube que terminou
Você estava repentinamente atento
Que as folhas de outono estavam virando
Para a cor do cabelo dela

sábado, 9 de outubro de 2010

Centro do Rio de Janeiro

O centro do Rio de Janeiro aos poucos vem sendo restaurado. Uma pena o abandono do prédio do Palácio Capanema cujo foi projeto foi elaborado por Lucio Costa, Niemayer, Eduardo Reidy, sob a supervisão de Le Corbusier. Inacreditavelmente, as paredes, com painéis do Portinari, se tornaram um imenso mictório, e o ministério da Educação e Cultura, sediado ali mesmo, não toma a menor providência (passo pela frente há 11 anos e é necessário segurar a respiração). Os demais prédios são o da Receita Federal, o Palácio Tiradentes, o Paço Imperial, os prédios do Arco do Teles, a Igreja da Candelária, e o Centro Cultural Banco do Brasil. Belíssimos.
























Encontrei seres