terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gosto de vinho

Depois da longa viagem aos confins do passado, eles sentaram no banco de trás, e ficaram em silencio admirando os raios e os trovões, enquanto o carro escuro descia a serra em direção a cidade. Durante o sinuoso percurso, não trocaram nenhuma palavra, apenas se olhavam, sem jamais largarem as mãos coladas. O tempo transcorreu em câmera lenta. Eram os dois, a chuva e a estrada, nada mais. Até o motorista havia se tornado invisível. Ao chegarem, foram direto ao restaurante reservado, degustaram o vinho tinto, gota por gota, e voltaram para o hotel. Na manhã seguinte, foi duro se despedir. Ficariam separados por algumas poucas horas, logo voariam para se encontrar de novo, mas, mesmo assim, era tão difícil. No fundo, sabiam que um dia seria adeus.

4 comentários:

  1. Olhares sem palavras são mágicos...
    O amor também. Ele não segue qualquer lógica.
    Beijos.

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  2. Regina,
    Esses olhares marcam.

    Bípede,
    A gente sempre sabe.

    Obrigado Marta.
    Um grande beijo para vocês todas.

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