quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Salvem o Rio. Acabem rápido com os consumidores de drogas.

Por que apenas se combate o tráfico nas favelas, se os grandes consumidores são os abastados moradores da Zona Sul? Nos sábados e domingos fica difícil respirar nas praias de Ipanema e Leblon, sob o sol das duas da tarde, tamanho o cheiro de maconha. Somente existe a profissão de traficante, porque existe um enorme mercado consumidor que paga bem. A raiz do problema está nos consumidores, mas nenhum governo se mete com eles. Cutucar os moradores da Zona Sul é muito mais problemático do que enfrentar bandidos desdentados, armados com fuzis e granadas. Por favor não pensem que gosto de bandidos, pois não gosto mesmo. Mas fico com pena de vê-los sendo caçados, enquanto os consumidores vão para a praia se divertir, contando inclusive com a segurança da polícia, que finge não estar vendo nada. Zero choque de ordem, zero ocupação do Estado na Vieira Souto ou Delfim Moreira nos Sábados e Domingos a tarde. Essas praias são um território de drogados “ricos” e ninguém faz nada. Já nas comunidades, quando a polícia entra é matar ou morrer. Salve-se quem puder. Não existe a hipótese de rendição. Isso está certo? Mesmo sendo bandidos, os traficantes são seres humanos, acuados e infelizes, que tiveram sua dignidade aviltada desde o nascimento. Imagino a dor dos seus familiares e amigos com essa situação. Não devemos julgá-los tão friamente, pois não tiveram as mesmas chances que tivemos, e precisam de alguma forma alimentar seus familiares. Acho essa guerra ao tráfico muito hipócrita. Talvez fosse melhor para a nação combater os crimes de colarinho branco, que sempre ficam impunes. Sei que o governo precisa intervir, que o Estado deve estar presente nas comunidades para que a população mais pobre possa ter cidadania, mas essa intervenção é muito traumática, e causa a morte de muita gente inocente, inclusive de crianças. Por que não atacar o lado "A" do tráfico, o lado dos consumidores endinheirados, ao invés de atacar o lado mais pobre? Certamente, se atacássemos o tráfico pelo lado dos compradores, não haveria balas ou granadas, pois os abobados da maconha vão para a praia apenas com I-Phones, chinelos, mochilas, dinheiro e muita droga. Quero também a intervenção do Estado nas praias do Leblon e de Ipanema. Quero uma prefeitura dando choque de ordem em que deveria dar exemplo, mas pelo contrário corrompe quem não tem trabalho decente, um prato de comida razoável. Governador, Prefeito, livrem o Rio de quem alimenta a indústria do tráfico por favor.

3 comentários:

  1. Para os desinformados como eu, qual é a opinião dos ilustres nomes citados?

    ResponderExcluir
  2. Não sei a deles, mas sei a do PoPa: é preciso atuar na demanda e na oferta. Dos quase 500 mil habitantes daquela região, quantos se dedicam à droga, ao crime? Exagerando, uns 5%? Os outros 95% tiveram alguma diferença nas chances de vida?

    O PoPa também não gosta de bandidos, nem de consumidores. Mas gosta menos ainda da hipocrisia...

    ResponderExcluir

Encontrei seres