sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Melhores momentos em Istambul, Berlim, Buenos Aires, na Suíça e na França com amigos brasileiros de longa data, e em Porto Alegre com a família bípede, com a darling e com a terraqueana. Ninguém morreu na família, nenhum amigo caiu da janela, e algumas feridas começaram finalmente a cicatrizar. Voltei para o meu adorado Rio. Duas pernas operadas, 8 meses de fisioterapia diária, com muito apoio por parte de um grande amigo. Um curso de Direito Marítimo na FGV, promoção no trabalho, muitas viagens (até demais), e finalmente comecei os exercícios de musculação que me deixarão apto a maiores caminhadas, pois para voar não preciso de pernas. Ganhei um quadro sensacional de uma talentosa artista da Bahia (Panopramanga de Lucia Alfaya), uma feijoada inesquecível de boas vindas quando vim ao Brasil em março para o aniversário de 70 anos da tia mãe, um outro talentoso amigo se tornou imortal, minha sobrinha amada veio me visitar no Rio. Termino o ano com o coração pronto para amar. Um feliz 2011 a todos, e muito obrigado pelo carinho recebido durante esse ano.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pronto para as Loucuras de uma paixão

E o meu coração quer disparar novamente, viver um grande amor, bater descompassado ao te encontrar. Agora é questão de tempo, meu peito se entregou, cansou de sofrer, meus olhos se abriram, passaram a enxergar bem, em cores fortes e vivas, depois de um longo período de cinzas e de cegueira. Ainda não te conheço, mas já estou apaixonado. Me diga aonde estás, que eu correrei ao teu encontro.

domingo, 26 de dezembro de 2010

A Felicidade é uma escolha, ou melhor, várias.



Pão e Poesia
Simone
Composição: Moraes Moreira - Fausto Nilo Felicidade

Felicidade
É uma cidade pequenina
É uma casinha, é uma colina
Qualquer lugar que se ilumina
Quando a gente quer amar
Se a vida fosse trabalhar
Nessa oficina
Fazer menino ou menina
Edifício e maracá
Virtude e vício
Liberdade e precipício
Fazer pão, fazer comício
Fazer gol e namorar
Se a vida fosse o meu desejo
Dar um beijo em teu sorriso
Sem cansaço
E o portão do paraíso
É teu abraço
Quando a fábrica apitar
Não há passagem
Entre o pão e a poesia
Entre o quero e o não queria
Entre a terra e o luar
Não é na guerra
Nem a saudade
Nem futuro
É o amor no pé do muro
Sem ninguém policiar
É a faculdade de sonhar
É a poesia que principia
Quando eu paro de pensar
Pensa na luta desigual
Na força bruta, meu amor
Que te maltrata
Entre o almoço e o jantar
O lindo espaço
Entre a fruta e o caroço
Quando explode é um alvoroço
Que distraiu o teu olhar
É a natureza onde eu apareço
Metade da tua mesma vontade
Escondida em outro olhar
E como doce
Não esconde a tamarinda
Essa beleza só finda
Quando a outra começar
Vai ser bem feito
Nosso amor daquele jeito
Nesse dia é feriado
Não precisa trabalhar
Pra não dizer
Que eu não falei da fantasia
Que acaricia o pensamento popular
O amor que fica entre a fala
E a tua boca
Nem mesmo a palavra mais louca
Consegue significar felicidade
Felicidade
É uma cidade pequenina
É uma casinha, é uma colina
Qualquer lugar que ilumina

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Que venha o verão com muito samba



Samba de Verão
Caetano Veloso
Composição: Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Você viu só que amor
Nunca vi coisa assim

E passou, nem parou

Mas olhou só pra mim...
Se voltar vou atrás
Vou pedir, vou falar

Vou dizer que o amor
Foi feitinho prá dar...
Olha, é como o verão
Quente o coração
Salta de repente
Para ver

A menina que vem...
Ela vem sempre tem

Esse mar no olhar
vai ver, tem que ser
Nunca tem quem amar
Hoje sim, diz que sim
Já cansei de esperar
Nem parei, nem dormi

Só pensando em me dar...
Peço, mas você não vem

Bem!

Deixo então!

Falo só
Digo ao céu
Mas você vem...
Deixo então!

Falo só
Digo ao céu

Mas você vem...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Felicidade, Katherine Mansfield, família e amigos

Sou um homem de sorte. Tenho duas irmãs amorosas, uma prima “irmã”, uma "tia-mãe", uma mãe preta e alguns bons amigos. Isso é muita, muita sorte. Como tenho muita sorte, no dia hoje, para tornar minha vida um pouco mais feliz, ganhei de uma boa amiga o livro “Felicidade e outros contos” de Katherine Mansfield, escritora da Nova Zelândia, que teve um papel importante na literatura inglesa do início do século XX. Ela morreu aos 34 anos, mas deixou contos modernos, cuja temática é contemporânea, pertinente e delicada até nos dias de hoje. O primeiro conto Felicidade “Bliss”, discorre sobre a sensação de felicidade e sugere uma relação bissexual entre duas mulheres, sob a conivência e até incentivo do marido. Algo atual e forte até mesmo para o início do século XXI. Muito bom.

Cito apenas algumas frases de Katherine Mansfield:
“Preciso aprender a me esquecer.”

“Talvez não importe muito que coisa amamos neste mundo. Mas devemos amar alguma coisa.”

Conversando com mamãe (Beatriz Segall e Herson Capri)

O que você acha de um filho que somente fala com sua mãe por telefone, de repente aparecer para lhe visitar, e lhe dizer que ela precisará desocupar o apartamento em que mora pois ele está desempregado, e que sua esposa quer vender o imóvel? Assim começa essa deliciosa peça. Além de levar um sonoro não da sua mãe, ele fica sabendo que a encantadora senhora de 82 anos tem um namorado de 69. Eles conversam muito e ela lhe mostra como é importante não ter medo, e que “a única coisa que interessa é sermos sinceros com os nossos sentimentos”. Beatriz Segall, aos 84 anos, faz essa mãe com muito humor, sensibilidade e sinceridade. Parece que você realmente está presenciando essa conversa. Nem parece encenação. Ela é uma das maiores damas do teatro brasileiro, e emociona e diverte a todos. Herson Capri também está muito bem. É definitivamente um grande ator. Eles estão em cartaz no Centro Cultural Correios até o dia 19 de dezembro, e a partir de 14 de janeiro estarão no Teatro Leblon. Que bom, vou ver de novo.

No final da peça ele lhe diz que ela foi uma boa mãe. Lindo. Me emocionei muito, pois lembrei das conversas que eu tinha com a minha mãe e que tenho com freqüência com a minha amorosa tia-mãe. Eu sei que a minha mãe não foi a melhor mãe do mundo, mas foi sem dúvida uma boa mãe, e isso até hoje faz toda a diferença na minha vida.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A intriga

O telefone tocou, e duas estranhas mensagens foram deixadas. Atônitos, eles começaram uma briga. Seria muita coincidência para não ser verdade. Impossível acreditar na sua inocência. Chamaram pelo seu nome, sabiam seu telefone, disseram que estavam com saudades. Do outro lado, alguém vibrava. Sabia que dessa vez iria conseguir separá-los, que todos retomariam suas vidas, voltariam para seus lugares. Foi tudo tão bem orquestrado que até mesmo quem sabia que não era verdade, demorou para entender o que acabara de acontecer.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cruzando o Oceano

E o barco zarpou, cruzou rios, estreitos, atravessou tempestades, levando com ele um grande amor que só queria ser livre.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Eu acredito em Papai Noel

O final do ano, sem a visita do Papai Noel, não seria a mesma coisa. Que maravilha um velinho gordinho, com barbas brancas, que usa uma roupa vermelha espetaculosa, que tem uma fantástica fábrica de brinquedos na Lapônia, e que viaja o mundo inteiro com seu trenó de renas, distribuindo presentes para todos, sem distinção, desde que naturalmente o presenteado tenha se comportado bem durante o ano e seja de família abastada. Mas o Natal não é só isso. É muito mais do que uma data comercial. O Natal é uma data religiosa, na qual as pessoas se reencontram, comemoram o nascimento de Jesus Cristo e refletem profundamente sobre Deus e o sentido da vinda do Messias à Terra. Um nascimento tão importante, que uma estrela imensa pairou sobre a mangedoura em que ele se encontrava, para indicar o caminho para os reis magos que foram lhe prestar homenagens. Um luxo só, não é mesmo? Nem o Papa no esplendor do Vaticano e de seus Ferragamos, nem a rainha da Inglaterra com seus palácios e jóias, e que são chefes das duas mais importantes igrejas, podem sonhar com algo parecido. Se Deus é brasileiro, Santo Antônio é casamenteiro, Iemanjá trás seu amor perdido em uma semana (se ela não tiver devolvido sua oferenda na beira da praia é claro), como é possível questionar a existência do Papai Noel? Os descrentes só não vêem o Papai Noel porque têm uma religiosidade pouca desenvolvida e não estão com o "coração aberto". São pessoas de poucas luzes e sem fé. A existência do velinho pode ser até provada cientificamente. Basta um bom cartão de crédito, um Shopping Center e, é lógico, um pouquinho de ectoplasma para que o espírito natalino chegue, o velhinho se materialize, e desça pela chaminé. Desse modo, tomado por um inabalável sentimento natalino, desejo para todos, inclusive para os que "find that hard to believe", um Feliz Natal e que o velinho não lhes falte. Aos totalmente descrentes, desejo que pelo menos aproveitem o feriado de Natal para dedicarem-se a outros prazeres, não tão ligados a religião assim.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Dezembro

E chegou mais um dezembro de um ano gozado. E eu não te chamei e tu não me chamaste. E eu não te vi ao meu lado, e eu esqueci o teu rosto, teu gosto e a tua voz, mas não esqueci que alguma coisa existiu. E eu tentei lembrar de algo bom, mas também não foi possível. Nem as fotografias ajudaram, e eu fiquei desconcertado de perceber o tamanho do nosso equívoco, quantas coisas perdemos, e quão estranhos ficamos.

De Volta à Libéria II

As pessoas são lindas, gentis, inteligentes, fortes, jovens (raras as pessoas que conseguiram atingir a minha idade), mas há uma tristeza no ar. Não é só a dor das inúmeras perdas que todos sofreram durante os 14 anos de guerra. Tem algo mais a ver com a falta de perspectivas para esse povo tão especial, que não tem água encanada para beber e se banhar, comida para fazer, uma casa confortável para se abrigar, luz para ler, empresas para trabalhar, ferramentas para produzir, mas que teima em seguir adiante apesar de todas essas dificuldades. Admiro demais o povo da Libéria.


























terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Volta à Libéria

As fotos dizem muito. Esse país tem cores lindas, um cultura interessantíssima, e as pessoas têm uma dignidade incrível. O meu contato com o povo da Libéria foi pequeno até agora, mas pude constatar que ela tem um corpo técnico altamente competente, educado nas melhoras universidades estrangeiras. As pessoas mais simples também são educadas, gentis, solícitas, trabalhadoras, esforçadas e persistentes. Mesmo o sofrimento causado pela guerra não retirou desse povo sua força interior. Eles são realmente vencedores. Tenho profunda admiração e respeito por esse povo.









sábado, 4 de dezembro de 2010

Os indiscretos

Nos anos 80, uma amiga depressiva, estudante de psicologia, convidou Eduardo para ver um filme que entrava fundo na questão da sexualidade. Segundo ela, embora a história se passasse no Japão, a temática era universal. Ele há muito tinha curiosidade sobre o filme que, quando estreou no Brasil nos anos 70, gerou grande polêmica e desagradou profundamente à igreja. Além disso, ele jamais havia esquecido que ouviu uma respeitável senhora, confidenciar na beira da praia às amigas, que a japonesinha do Império dos Sentidos era fichinha perto dela. Bem, em nome da amizade, do affair incipiente entre os dois, e da curiosidade que a japonesinha lhe despertava, ele disse que sim. Talvez isso aquecesse o casal, e eles repetissem as cenas em casa mais tarde. Rumaram então para a badalada Sala Vogue, local em que passavam os filmes de arte ou do agrado do intelectuais locais, na Porto Alegre dos anos 80, compraram pipoca, refrigerantes, e começaram a assistir ao filme. Ele imaginou que seria um filme com uma linda gueixa submissa, mergulhando cegamente em todas as fantasias do seu amante e senhor. Mas o filme não era nada disso. Era filme cabeça mesmo, e o que começou ruim foi piorando. Não bastasse a sonoridade do idioma japonês não lhe agradar aos ouvidos, o filme era lento, e o casal era muito chato, sem charme algum. Lá pelas tantas, eles começaram a se esgoelar e a amiga de Eduardo explicou que a morte seria o grande orgasmo. Ah tá, respondeu Eduardo. Ele ainda foi bem durante as famosas cenas em que o casal brincava com ovos cozidos. Mas quando ela cortou os testículos do vivente, algo aconteceu e ele não conseguiu mais ver o filme. Enquanto tentava disfarçar o mal estar, tratou de pensar em outras coisas, nas provas que teria nos próximos dias, nos trabalhos com data para entregar, e perdeu totalmente o interesse no filme e até pela deprê , que adorou a cena e fez divagações profundas sobre o tema. Naquela ocasião, Eduardo ficou muito impressionado pelo fato de a cena da castração ter lhe causado tamanho mal estar. Por que tamanha reação? Que complexo seria esse? Isso lhe rendeu várias sessões de análise tempos depois. Passaram-se os anos, e no bar em que Eduardo jantava toda segunda-feira com os amigos, ele foi apresentado a uma linda moçoila que se achava a tal e que fazia questão de deixar isso claro. Na noite da apresentação, sem nenhum constrangimento, ela lhe disse que sabia tudo e mais um pouco sobre sexo, e que achava papai e mamãe coisa de gente sem imaginação. Que se o amante fosse pouco criativo, ela não repetia. A sábia criatura lhe confidenciou, ainda, que seu filme predileto era 9 semanas e meia de amor e que não esperava menos de um bom amante. Disse isso olhando fundo nos olhos de Eduardo. Finalizando, deixou claro que lhe visitaria nos próximos dias. Ele gelou. Sabia que como amante, ele era bem meia boca, do tipo convencional mesmo, e que ela contaria detalhe por detalhe da transa ao seu grupo de amigos. Não, ele não queria ser a nova chacota da turma. Eram famosas as histórias que ela contava sobre o noivo, filho de um rico empresário, que na cama falava que nem criancinha, e que lhe dizia que tinha “piguixa” quando não queria sexo. Assim, toda vez que o noivo chegava, as pessoas logo começavam a falar que estavam cansadas, com preguiça, em frente ao pobre diabo que nada entendia. Sua melhor amiga e mentora, era ainda mais indiscreta. Contava a todos a fixação do namorado em levar uma dedada, e que achava o fim da picada todos os sábados ter que jantar um churrasco e transar com ele logo depois. Segundo ela, o cheiro da carne e do alho exalavam, cortando-lhe totalmente a tesão e, por esse motivo, ela acabava fingindo o orgasmo sempre. Por essas e outras, também quando seu namorado chegava, todos colocavam os dedos indicadores sobre a mesa e desatavam a rir na frente do incauto, que nada entendia. Quando a moçoila ligou dizendo que iria lhe visitar, Eduardo tratou de pensar um modo de impressioná-la. Lembrou do velho filme visto nos anos 80, e resolveu que iria reproduzir as melhores cenas dos dois filmes. Essa combinação do cinema japonês com o americano seria perfeita. Ela iria gostar. Assim, logo após alguns "drinks", ele começou a repetir algumas cenas dos filmes, mergulharam os morangos no champagne, brincaram com mel, com sorvete e com a bebida que era depositada sobre várias partes do corpo da moça, deixando-a excitadíssima, e a cama toda lambuzada. O ápice da noite foi quando ele teve a brilhante ideia de reproduzir a cena dos ovos. Mas como estava quente, e deu “piguixa” de ir até a cozinha colocar os ovos a ferver, o moço pegou do balde de champagne umas pedras de gelo, introduziu na mocinha, e pediu para ela cacarejar feito galinha. Ela que não se mixava para nada, imediatamente começou fazer a dança da galinha, e a berrar cocoricó. Para a surpresa dos dois, o gelo literalmente esfriou a moçoila, que não conseguiu fazer mais nada naquela noite. Depois disso, ainda se viram mais duas vezes, e optaram por um sexo mais seguro, do tipo papai e mamãe mesmo. Segundo ela contou aos amigos de Eduardo, ele era no máximo um 5,5. Era enfadonho mesmo. Ele até que ficou honrado, pois as notas atribuídas por ela aos demais parceiros, normalmente eram bem mais baixas. Umas semanas depois, Eduardo encontrou na praia a melhor amiga de sua irmã que, dentro do mar, comentou com ele que soube que ele tinha tido um caso com a fulana. Como eles haviam crescido juntos, ele confirmou, mas lhe pediu discrição total. Conhecendo bem a moça, sua amiga começou a rir, e ele acabou por comentar a cena da dança da galinha e do cocoricó. Sua amiga quase se afogou de tanto rir. Para surpresa de Eduardo, essa amiga, que ele julgava um túmulo, acabou contando a história para a maior fofoqueira da cidade, que não se agüentou e ligou para a própria moçoila. Furiosa com a indiscrição de Eduardo, ela lhe passou a tal descompostura. Disse-lhe que isso era de uma falta de categoria absoluta. Que jamais se comenta o que acontece entre quatro paredes. Que ele não era o cavalheiro que ela imaginava ter conhecido. Que jamais havia visto tamanha indiscrição. Eduardo reconheceu que havia sido um canalha, pediu-lhe desculpas, e aprendeu uma grande lição: Não se comenta com ninguém os segredos de alcova. Quanto à moça, ela casou, teve dois filhos, e segue com o marido, que está cada vez mais com cara de piguixa.

It's a jungle out there

Não chore não, a felicidade ainda pode acontecer

Os oceanos não são grandes o suficiente.

Parto hoje para longe, mas nem as montanhas ou os oceanos poderão nos afastar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A canela é extraordinária

Adoro sentir a canela sob a ambrosia amarela;
Olhar para a canela enquanto bebo o chá:
A canela também vai bem com o quentão,
com o sorvete derretido e com açúcar a gosto;
Mas eu gosto dela mesmo, quando é bem escura e roliça,
e demoramos um pouco para percebê-la e senti-la,
a descobrir os seus cheiros e gosto.

Encontrei seres