sábado, 11 de dezembro de 2010

De Volta à Libéria II

As pessoas são lindas, gentis, inteligentes, fortes, jovens (raras as pessoas que conseguiram atingir a minha idade), mas há uma tristeza no ar. Não é só a dor das inúmeras perdas que todos sofreram durante os 14 anos de guerra. Tem algo mais a ver com a falta de perspectivas para esse povo tão especial, que não tem água encanada para beber e se banhar, comida para fazer, uma casa confortável para se abrigar, luz para ler, empresas para trabalhar, ferramentas para produzir, mas que teima em seguir adiante apesar de todas essas dificuldades. Admiro demais o povo da Libéria.


























9 comentários:

  1. Parecem flores caminhando sobre duas pernas...
    que lindos :)
    beijos

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  2. E são flores lindas e fortes, mas sujeitas a tantas intempéries que eu me preocupo muito.

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  3. As crianças são umas fofas. Bjs.

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  4. Ao contrário de muitos, eles não tem escolha. Deve ser triste ser obrigado a viver, ou sobreviver, exatamente como a vida manda.

    Abraço.

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  5. Regina,

    O povo inteiro é cativante. Bjs.

    Angel,
    É duríssimo, somente sobrevivem os mais fortes. Na África não há tempo para se falar crise existencial. Não que eles não sofram, mas não há ninguém para lhes escutar. Quem se deprimir, morre rápido.

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  6. Algumas fotos lembram o interior do Brasil, outras, cenas de algumas favelas. Imagino como deve ser dura a vida por lá. E como você disse, a vida dura não deixa espaço para lamentações, tem que ser vivida no peito e na raça, com coragem e determinação, para não sucumbir às dificuldades diárias, muitas delas tão básicas que é difícil para nós imaginar como podem ser felizes apesar de tudo.

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  7. Lucia,

    Também lembrei muito das favelas brasileiras, mas mesmo nas nossas favelas há algum meio de se chegar a um hospital público, ou de se pegar um ônibus e de um dia conseguir um trabalho melhor. Algumas delas tem inclusive luz e água encanada. Lá ninguém tem isso, nem os ricos. No Brasil, conheço gente muito bem sucedida que saiu da favela pois ganhou bolsas, teve ajuda, ralou pra caramba, etc. Mas lá, sua melhor chance é ir para outro país o que é bem mais difícil. O melhor hospital de lá não se compara com os públicos brasileiros. É muito pior a situação deles.

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  8. E isso só valoriza a fome de vida que eles tem e a força que demonstram apesar das adversidades!

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