segunda-feira, 18 de abril de 2011

Terráqueo

Ele não cresceu. Continua sonhando com as fantasias mais infantis, com os mesmos anseios e inseguranças dos anos passados na pequena cidade do interior. Sente ainda uma vontade absurda de descer a escada, entrar na cozinha e comer uma sopa de feijão feita pelas mãos de uma velhinha adorável, sentado a mesa com as pessoas que fizeram parte da sua história, que lhe ensinaram a acreditar nos seus sonhos, e que há muito disseram adeus.

Dedico essa música para ela que sonhava com uma casa no meio da selva, em achar a toca da tigra, em ver todos os seus filhos bem ao mesmo tempo um único dia que fosse, em ver a terra brotar novos frutos e caminhantes, mas que partiu ao dobrar a esquina, engolida por um saco azul.

4 comentários:

  1. Moço, essas lembranças suas e da Bípede me tocam fundo.

    Deixo aqui um abraço pro menino, quem sabe ele pode brincar com uma menina que me visita ora e outra.

    beijos

    ResponderExcluir
  2. Obrigado Patrícia. É muito bom receber o teu carinho. Bjs.

    ResponderExcluir
  3. Marcelinho, eu sei fazer uma sopa de feijão igual a da nossa querida velhinha. Se, durante o feriado de Páscoa, esfriar, faço uma :)
    beijos

    ResponderExcluir

Encontrei seres