terça-feira, 28 de junho de 2011

Portas abertas

Não podemos escolher por quem se apaixonar, e o amor quando acontece é soberano, embora não sejamos capturados contra a vontade. A desgraça é que uma vez presos, temos muita dificuldade dele escapar. Só nos restar se esforçar muito, até que as portas se abram, e possamos declamar esse poema com convicção

2 comentários:

  1. É lindo, lindo, mesmo. Já conhecia, mas nunca tinha ouvido declamado. Mas este soneto é o que "devia" ser o amor, o que todos gostaríamos de encontrar. Na verdade, este outro que deixo para a troca, é um pouco mais realista, sobretudo quando já se abriram as portas muitas e muitas vezes:

    Tudo de amor que existe em mim foi dado.
    Tudo que fala em mim de amor foi dito.
    Do nada em mim o amor fez o infinito
    Que por muito tornou-me escravizado.

    Tão pródigo de amor fiquei coitado
    Tão fácil para amar fiquei proscrito.
    Cada voto que fiz ergueu-se em grito
    Contra o meu próprio dar demasiado.

    Tenho dado de amor mais que coubesse
    Nesse meu pobre coração humano
    Desse eterno amor meu antes não desse.

    Pois se por tanto dar me fiz engano
    Melhor fora que desse e recebesse
    Para viver da vida o amor sem dano.

    (Soneto a Quatro Mãos, de Paulo Mendes Campos e Vinícius de Moraes)

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  2. Princesa, obrigado por deixar um presente tão lindo. Esse soneto é maravilhoso. Bjs.

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Encontrei seres