sábado, 19 de novembro de 2011

Paralisado

Eu sei mas não consigo fazer nada com isso. A paralisia tomou conta de mim, e o ser que mora comigo me aprisiona fortemente e sorri mesmo quando eu quero chorar. Sei também que viver é muito mais do que sentir-se seguro, que tudo pode ser diferente, que não tenho o controle de nada, que as decisões mais corretas podem ser erradas, e que tudo são possibilidades a serem testadas. A única certeza é que o presente é cada vez mais passageiro, que um dia tudo será apagado, e não haverá chance de recomeçar.

3 comentários:

  1. Esse sentimento que às vezes nos invade e nos
    domina, a princípio nos assusta e nos paralisa
    como se não fôssemos capazes de suportá-lo, dói
    muito! Mas ao mesmo tempo pode ser uma oportunidade para amadurecermos e ver a vida
    como ela é realmente, não te parece? Tu, que viajas tanto, deves sentir muito isso, pois conhecendo outros povos, outras culturas, temos mais chances de perceber que a vida é a
    mesma em qualquer hemisfério desse planeta; os
    hábitos, os costumes e o idioma podem ser diferentes, mas os sentimentos são os mesmos, e
    todos estamos sujeitos ao efêmero, ao passageiro!

    beijos

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  2. Cirandeira, quanto mais eu viajo mais eu reconheço as semelhanças entre os povos, e vejo que os principais conflitos e sentimentos são comuns aos povos, embora percepção de cada indivíduo seja totalmente modificada dependendo do seu estado de espírito. A única certeza que tenho é que somos efêmeros, passageiros em uma viagem cujo destino nem sempre é o que escolhemos. Adorei tua mensagem. Obrigado, Bjs.

    Lelena, algumas coisas eu sei, mas também sei que "I really don't know life at all.". Bjs.

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