quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal, Ano Novo e os Direitos Humanos

Natal e ano novo são datas importantes para reflexão. Meu desejo para 2012 é que as pessoas pensem e reflitam sobre a importância dos princípios contidos da Declaração Universal dos Direito Humanos. Transcrevo apenas os primeiros artigos, pois é fácil encontrá-la na íntegra na Internet.
“Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
Artigo III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”

Todos nós precisamos aplicar tais princípios sem reservas. Os seres humanos têm um lado violento, intolerante, racista, preconceituoso, xenófabo, e precisamos refletir sobre o absurdo de cultivarmos noções pré-concebidas, sentimentos tão mesquinhos e que incitam ao ódio e propagam sofrimento.

Vale a pena também assistir ao importante discurso da Hillary Clinton realizado em 06 de dezembro passado, em celebração ao Dia dos Direitos Humanos, que além de salientar a importância da Declaração, tocar nos problemas do racismo, intolerância religiosa, direitos da mulher, de forma inusitada apoiou com veemência a defesa dos GLBT. Trazer esse assunto às Nações Unidas e fazer as solicitações que ela fez, quando milhares de pessoas estão sendo tratadas com intolerância, sendo torturadas, presas, sofrendo estupros coletivos e corretivos, levando chibatadas, sendo consideradas criminosas e executadas em seus países, simplesmente por terem outra orientação sexual, é um marco histórico nas Nações Unidas e, embora alguns possam considerar que foram apenas palavras ditas por mais um político cínico, para uma elite indiferente em Genebra, dentro de uma organização sem força, é no mínimo um bom começo. Acredito na sinceridade do discurso, e que isso trará uma repercussão positiva para toda a humanidade, ainda que a longo prazo.

2 comentários:

  1. Marcelinho, mesmo tendo uma criança em casa feliz da vida com o pinheiro, a meia na lareira e os presentes, acho o Natal uma época terrível. Como disse o Marcantonio, deveria se chamar: Fatal.
    beijosss

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  2. Sem dúvida essas datas são muito difíceis, lembramos do que já foram, fazemos um balanço e vemos que o tempo passou e que nem sempre o desfrutamos da melhor forma, ficamos penalizados com os que têm menos e nunca tiverem sequer a chance de ter. Adorei o nome Fatal, muito adequado. Bjs e, não é deboche, um "FELIZ NATAL HOHOHOHO".

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