sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Circo

Quando o circo chegava na pequena cidade, com seu desfile de carros levando leões, elefantes, ursos, cavalos, palhaços e trapezistas, ele pegava sua bicicleta e corria para ver os animais, a montagem do acampamento, das lonas coloridas, do globo da morte, e sonhava em um dia perder o medo de altura e ser trapezista, voar sobre as pessoas, dar piruetas, cair perfeitamente, e viajar pelo mundo, sem jamais se fixar em lugar algum. O tempo passou, o picadeiro tomou uma dimensão maior, e depois de muito tempo ele percebeu que havia na realidade se tornado um malabarista.

Praia da Macumba, Prainha, Grumari e Guaratiba

"E a vida pode ser maravilhosa..."
Ao Fundo a Praia da Macumba e a Pedra do Pontal
Guaratiba
Grumari
Prainha
Praia da Macumba - Meu novo quintal

segunda-feira, 18 de junho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

Anytime, any day, anywhere

"Anytime, any day, anywhere Say the word, you’d be heard I’ll be there Makes no difference where it leads me I’ll come running if you need me Anytime, any day, anywhere"

terça-feira, 12 de junho de 2012

O Abate

Com seu “piercing” no nariz, longos cabelos loiros alisados pela chapinha, seios fartos, que tentavam em vão fugir da apertada blusa de malha tigrada, e um enorme quadril que esbanjava carne e calor, foi impossível ficar indiferente quando, no meio da noite, ela entrou no elevador do hotel em que ele estava, e apertou o botão do 20º andar. Ele a olhou e viu naquela enfeitada moça do interior, a oportunidade perfeita para acabar a noite com um pouquinho de diversão. Sabia que bastaria um sorrisinho, e puxar um papo para lá de furado para que ela topasse tomar um “drink” no seu quarto. Ela tinha toda a pinta de separada infeliz, de uma moça solitária, reprimida pela família, precisando tirar o atraso, e ele adorava uma gordinha. Como não havia tempo para muito bate-papo, ele iniciou os trabalhos mencionando que achava o imenso vão no meio do hotel e o elevador panorâmico fantásticos. Ela olhou para ele, respondeu um “É...”, e começou um monologo silencioso, audível apenas em sua mente: Que vontade de jogar alguém nesse vão, poderia até ser esse babaca. Bom mesmo, seria apunhalá-lo no estômago, ver sua vida acabar lentamente. Pena essa câmera no elevador. Melhor jogá-lo pelo vão do hotel. Faz tanto tempo que não empurro alguém de uma grande altura. É tão bom o instante da queda. Seria lindo se ele caísse de barriga para cima. Estou precisando matar alguém. Para isso até que ele serve. Poderia convidá-lo para tomar um “drink” no meu quarto, seduzi-lo, dar-lhe um porre, drogá-lo e depois de pronto, empurrá-lo pelo vão central, e apreciar do melhor angulo possível sua queda pelos vinte andares. Só tenho que tomar o cuidado de empurrá-lo em um local que não esteja ao alcance da câmera de vigilância. No entanto, seus pensamentos foram interrompidos pela voz grave dele que, sem qualquer constrangimento, perguntou-lhe se ela conhecia algum lugar para jantar naquela hora, pois havia acabado de chegar na cidade e não sabia para onde ir. Ela de pronto respondeu: - Conheço sim, no meu quarto. Podemos tomar uma Champagne e experimentar umas bolinhas que são uma delícia. Trouxe de Paris, dão o maior barato, são libertadoras, fazem a gente voar. Ele imediatamente aceitou, e ao entrar no quarto pensou: Pobre otária, mais uma vitima a ser abatida.

sábado, 9 de junho de 2012

Tempo desconexo

Ontem a noite cruzei a cidade , sob a chuva que caía torrencialmente, para encontrar com amigos queridos em Ipanema. Enquanto dirigia na imensa “highway”, cruzando viadutos, túneis, elevadas, olhando o mar que se jogava com imensa força sobre o rochedo da Joatinga, vieram tantos pensamentos e memórias reais ou construídas. Lembrei do filme “Um homem e uma mulher”, em que ele atravessa a França em meio a tempestade para encontrá-la, do meu pai que tantas vezes contou-me como fora importante para ele ter feito o meu parto, da significação que é iniciar a vida dessa maneira, da minha mãe querida, da segurança que esse casal me passou. Como tudo é desconexo, saí do passado, e meus pensamentos mudaram para o desejo de um futuro possível, que ainda não tenho coragem de escrever para mim mesmo, mas que espero que um dia faça parte das minhas memórias como algo vivido.

Villa-Lobos Superstar

Esse CD foi lançado na semana passada em São Paulo. Escutei hoje na MEC FM, e fiquei maravilhado. A vida pode ser bem mais bonita se houver uma trilha sonora.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Desculpas

Desculpas mas eu não te amo. Gostaria tanto de te amar, mas não é possível. Não, não, não te amo. A realidade é dura, mas é o que existe, ainda que toda errada. Mas não venha me jogar a culpa por não te amar. Se a culpa não é sua, tampouco é minha. Apenas não consegui te amar. Não fique triste, não sou grande coisa e, embora não pareça, estou arrasado por imaginar que podes vir a sofrer. Por que insistir em se envolver com alguém tão complicado, que já amou duas vezes antes, mas que afirma categoricamente que somente se ama uma vez? Não faça isso. Ame a quem precisa verdadeiramente do seu amor, ame a si mesma. Pense em você.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Madame Irma

Um homem desempregado vai a uma vidente que não acerta uma visão na bola de cristal, e ainda lhe cobra meia tarifa EUR 50.00. Desesperado, decide fingir que é uma mulher, porque as pessoas preferem as mulheres por serem mais sensitivas, e se torna uma vidente de muito sucesso. As coisas ficam complicadas quando sua mulher começa a desconfiar que há algo errado, e procura a famosa Madame Irma para saber o que está acontecendo com seu marido. Assisti a esse filme engraçadíssimo, de 2006, nesse domingo. O roteiro é sensacional. Uma grande gozação que demonstra claramente as técnicas usadas pelas videntes para enrolarem suas pobres vítimas. Recomendo muito.

domingo, 3 de junho de 2012

Realidade re-velada - a linha do tempo - Exposição de Eduardo Ventura

Fiquei muito impressionado com a exposição do Eduardo Ventura, que inaugurou no dia 26 de maio, na Galeria Sergio Gonçalves, na Rua do Rosário, 38, no Rio de Janeiro. Esse talentoso artista, agraciado com a medalha de bronze no Carrossel do Museu do Louvre em Paris, tem um trabalho diferente, em que a transitoriedade e a solidão do ser humano confundem-se com o passar do próprio tempo. Seus trabalhos contam com um refinado senso estético. O retrato de um homem sentado em uma cadeira na beira da praia mexeu muito comigo. Conheço bem o sentimento de quem fica sentado na beira da praia a pensar.

Encontrei seres