domingo, 29 de julho de 2012

Arte

Sensacional essa peça sobre três amigos que acabam entrando em conflito quando um deles compra por R$ 200.000,00 uma tela em branco de um pintor famoso de arte contemporânea, e um dos amigos, movido por uma sinceridade quase cruel, deixa claro seu ponto de vista de que aquele quadro nem obra de arte é. O inteligente texto alem de discutir com muita propriedade sobre o que é arte ou não, mostra o funcionamento das amizades, o que leva as pessoas a serem amigas e a também se afastarem. A escritora francesa Yasmina Reza recebeu em razão dessa peça "Arte" os prêmios Molière de melhor autor, de melhor peça e de melhor produção, o Lawrence Olivier Award pela melhor comédia de 1998, o o Antoinette Perry (Tony) Award pela melhor peça. Os atores são excelentes, a montagem é primorosa, sensível, profunda e tocante, sem ser um dramalhão. Existem alguns momentos bem engraçados, realçados com maestria pela interpretação de Vladmir Brichta. A opinião do personagem mais crítico sobre arte contemporânea é muito parecida com a minha que, não escondo, é totalmente desfavorável, como manifestei na publicação de 04/11/11 nesse blog. Recomendo muito, ainda fica mais duas semanas no Teatro Leblon.

sábado, 21 de julho de 2012

A primavera no inverno

Que felicidade quando, de forma surpreendente, a primavera acontece no meio do inverno.

Giselle - Ballet do Teatro Alla Scala de Milão no Rio de Janeiro

Giselle, do Ballet do Teatro Alla Scala de Milão, foi muito alem do que eu imaginava. Embora não seja uma companhia com a mesma tradição do Mariinsky (Kirov), e conte com um corpo de baile relativamente jovem, a leveza e beleza dos bailarinos compensa qualquer deficiência técnica que, pela minha falta de conhecimento no assunto, não percebi. Só sei que a jovem bailarina que fez a Giselle (Petra Conti) era de uma leveza e que encantava ao dançar. Ainda por cima, era linda de morrer, o que não é muito comum. O príncipe Albrecht interpretado por Claudio Coviello também estava ótimo. Teve um momento que ele pareceu que iria voar como um helicóptero tamanha a altura dos saltos que dava sem rodopiar. O cenário e o figurino eram um luxo, como mostra o vídeo abaixo. Recomendo muito. Estará no Theatro Municipal do Rio de Janeiro até o dia 22 de julho.

sábado, 14 de julho de 2012

Bem Amadas

No cinema havia na sua maioria senhoras e senhores na faixa dos sessenta, provavelmente o mais jovem era eu, que já sou quase um cinqüentão, e os comentários eram péssimos. O casal ao lado não entendia que a história se começava nos anos 60 e que vinha até 2007 e que, portanto, a personagem quando jovem não poderia ser interpretada pela Deneuve, e as duas senhoras do meu outro lado estavam indignadas porque a Deneuve não era a atriz principal, e também não entendiam nada, demoraram inclusive uns 10 minutos para perceber que o filme era francês. O fato é que é um filme com alguns números musicais, que de algum modo remeteram-me a "Os Guarda-Chuvas de Amor", e que entra firme em questões psicológicas como o que é o amor, a perversão, o casamento, a liberdade, a obsessão, a indiferença e até o suicídio. Mostra com maestria e realismo tudo o que a sofrida humanidade se submete por amor e por neurose, de uma forma terna, comovente, e até engraçada. Deneuve é uma grande atriz, e sua filha na vida real e no filme, Chiara Mastroianni, está espetacular. Interessante ver essa grande dama fazer o papel de uma ex-prostituta, adultera, e sua filha apaixonada por um gay, provavelmente aidético, tendo uma relação sexual a três com o namorado dele, etc. Isso chocou um pouco a platéia, e o comentário das duas senhoras ao meu lado foi de que os franceses adoram a três. Não entenderam nada as pobrezinhas. Embora não tenha decorado as frases, algumas ou parte delas ficaram na minha cabeça: “- Eu posso viver sem você, você diz, o único problema meu amor é que eu não consigo é deixar de te amar.” “- Coragem e prudência são as duas qualidades mais essenciais na vida.” O filme acaba sendo um soco no estomago, mas eu amei.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Noites de lua cheia

As noites de lua cheia deixam-me sentimental, pois são as que melhor permitem aos amantes distantes um ponto comum para o acalanto dos seus olhos famintos.

domingo, 1 de julho de 2012

Encontrei seres