quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Esperando a entrada de Setembro

Desde menino associava setembro e o rufar dos tambores que na minha pequena cidade do interior treinavam para o Sete de setembro, com o início de um tempo melhor, mais quente, verde, em que o sol amanhecia mais cedo, e em que tudo germinava até eclodir em um verão cheio de cores e gostos. O tempo passou, mas o mês de setembro e a primavera continuam tendo um significado especial para mim.

sábado, 18 de agosto de 2012

Dias felizes

Acordar em um sábado de sol, abrir um envelope com um livro cuja capa foi feita pela sua talentosa irmã caçula, mexer um pouco mais, e ver cair um CD maravilhoso, abrir outro envelope e encontrar o convite de casamento de um primo querido com uma moça adorável, mexer no seu pequeno jardim, regar suas plantas, comer um chocolate, lembrar do jantar com amigos na noite passada, pensar no aniversário da sua prima querida, tomar um banho sem pressa, e poder sair para a praia.

Verdade

Queria tanto estar onde você está.

domingo, 12 de agosto de 2012

Sob o céu de Paris, um grande Blog da talentosa Gabriela Mudado

Na semana passada, sob o luar de Belo Horizonte, conheci uma DJ refinadíssima. Seu gosto incomum pela música francesa e jazz, fizeram-me passar horas a beber um saboroso vinho tinto, enquanto escutava uma seleção de músicas que normalmente não se houve nem nos melhores cafés da Paris e de Nova Iorque. Não aguentei, e fui falar com ela que jovem, linda e simpática, deu-me o endereço do seu blog na internet: "soboceudeparis.com". No blog, encontrei textos bem escritos, muita informação sobre música francesa, e esse belíssimo vídeo filmado por ela com um iphone4S. De arrepiar o talento da Gabriela Mudado.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Contradição

É tão bom sentir-se no verão quando se está no inverno, sentir calor quando está frio, ficar insone quando se está exausto, senti-se bem mesmo que haja dor, sentir-se na lua quando se está na terra, e saber o por quê de tanta contradição.

sábado, 4 de agosto de 2012

Maria Rita homenageia Elis

Não deve ser fácil ser filha de um mito. Especialmente quando esse mito saiu de cena muito cedo e no auge da carreira. As comparações são inevitáveis, e há aqueles que por idolatria não admitem que alguém possa se assemelhar e até ser melhor e, ainda pior, há aqueles que não entendem as diferenças e como elas são importantes, sem falar nos invejosos e nos que acham bonito ser blasé. Mas a Maria Rita não herdou apenas a voz, o talento descomunal, o gestual e o carisma da mãe, herdou também a coragem de soltar a voz e de se fazer ser ouvida. Com a homenagem que presta a sua mãe com essa turnê, em que canta exclusivamente musicas que foram eternizadas na voz de Elis, ela não apenas reverencia a maior cantora que o Brasil já teve, consola toda uma geração que juntamente com ela se sentiu órfã de Elis, mas também divide com o público o emocionante e tão desejado encontro entre mãe e filha. Impossível não sentir a presença de Elis na voz, no rosto, nos gestos de Maria Rita, e não ficar tocado. Amei esse show. Nesse fim de semana ainda haverá mais duas apresentações no Citibank Hall, no Rio de Janeiro. A produção é simples, de bom gosto, e o show flui naturalmente, cristalino como a voz das duas. O que vale é a musica, a voz de timbre singular e afinada, o encontro, a vontade da filha de estar com a mãe. Inesquecível.

Encontrei seres