sábado, 13 de abril de 2013

Não sonho mais

"Hoje eu sonhei contigo, Tanta desdita! Amor, nem te digo Tanto castigo que eu tava aflita de te contar. Foi um sonho medonho Desses que, às vezes, a gente sonha E baba na fronha e se urina toda e quer sufocar. Meu amor, vi chegando Um trêm de candango Formando um bando, Mas que era um bando De orangotango pra te pegar. Vinha nego humilhado, Vinha morto-vivo, vinha flagelado. De tudo que é lado Vinha um bom motivo pra te esfolar. Quanto mais tu corria Mais tu ficava, mais atolava, Mais te sujava. Amor, tu fedia, Empesteava o ar. Tu que foi tão valente Chorou pra gente. Pediu piedade E, olha que maldade, Me deu vontade de gargalhar. Ao pé da ribanceira acabou-se a liça E escarrei-te inteira a tua carniça E tinha justiça nesse escarrar. Te "rasgamo" a carcaça Descendo a ripa. "Viramo" as tripas, Comendo os "ovo", ai!, E aquele povo pôs-se a cantar. Foi um sonho medonho, Desses que, às vezes, A gente sonha e baba na fronha E se urina toda e já não tem paz. Pois eu sonhei contigo e caí da cama. Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga! Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!"

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Encontrei seres